Ato contra reforma da Previdência ocupa entrada de ministério

Protesto reuniu integrantes de oito grupos ligados a trabalhadores do campo.
Manifestantes quebraram porta de vidro de prédio, informa Polícia Militar.

Gabriel Luiz

Do G1 DF

Brasília : Manifestantes de movimentos sociais ocupam o prédio do Ministério do Planejamento  ( Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Brasília : Manifestantes de movimentos sociais ocupam o prédio do Ministério do Planejamento ( Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Manifestantes ligados a movimentos camponeses ocuparam nesta segunda-feira (5) a entrada do Ministério do Planejamento em Brasília, em um protesto contra a reforma da Previdência. Eles defendem que o governo mantenha a possibilidade de trabalhadores do campo poderem se aposentar sem precisar contribuir com a Previdência por 30 anos (mulheres) e 35 anos (homens) – o que é exigido a trabalhadores urbanos. A reforma da Previdência prevê a extinção deste direito.

De acordo com a Polícia Militar, os manifestantes quebraram a porta de vidro do ministério. Não houve confronto. Eles também protestaram, entre outras pautas, pelo assentamento imediato de famílias acampadas pelo país e a volta do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), que foi extinto pelo presidente Michel Temer quando assumiu o governo interinamente.

Participam do protesto militantes de oito grupos, como Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e  Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf). Segundo a organização do protesto, 2 mil pessoas participaram do ato. A PM estimou cerca de 300 pessoas.

Em nota, os organizadores afirmam que a reforma da Previdência “traz a perda de muitos direitos para trabalhadoras e trabalhadores, como a equiparação da idade de aposentadoria entre homens, mulheres e trabalhadores do campo e da cidade”.

A intenção do grupo é de montar um acampamento em frente ao ministério para ficar até esta quarta-feira (7). O prazo vai depender das negociações com o governo, diz a assessoria de imprensa dos movimentos.

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