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Marin retorna ao Brasil após quase cinco anos preso e com patrimônio reduzido

De volta ao Brasil, Marin vai morar com a mulher, Neusa, em um apartamento no bairro de Cerqueira César, zona de sul de São Paulo

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Após conseguir na Justiça dos Estados Unidos o direito à liberdade antes do cumprimento total da pena de quatro anos a que fora condenado, o ex-presidente da CBF José Maria Marin aguarda os últimos trâmites burocráticos para deixar a prisão e pegar o primeiro voo disponível rumo ao Brasil, o que deve ocorrer nos próximos dias. Aos 87 anos e com a saúde debilitada, o ex-dirigente está detido em uma penitenciária federal de segurança baixa em Allenwood, no interior do Estado da Pensilvânia, e na segunda-feira viu a juíza Pamela K. Chen acatar pedido de soltura feito pelos seus advogados em meio à pandemia do coronavírus.

De volta ao Brasil, o Estado apurou que Marin vai morar com a mulher, Neusa, em um apartamento no bairro de Cerqueira César, zona de sul de São Paulo. O imóvel tem cerca de 140 m² .

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Antes, os dois moraram por mais de duas décadas em um apartamento, nos Jardins, de 609 m² e cinco vagas de garagem. O imóvel foi vendido em julho de 2018 por R$ 7,6 milhões. O dinheiro foi usado para pagar despesas com advogados, dívidas processuais e multas nos Estados Unidos. O ex-dirigente chegou a vendeu seu patrimônio por R$ 37 milhões para pagar multas.

Entre os motivos listados pela juíza Pamela K. Chen para aceitar que Marin saísse da cadeia agora estão a sua “idade avançada, saúde significativamente deteriorada, risco de graves consequências para a saúde devido ao atual surto de covid-19, status de crime não violento e cumprimento de 80% de sua sentença original”.

 

Ao todo, mais de 160 mil pessoas foram diagnosticadas com a covid-19 nos Estados Unidos. Cadeias estão relatando uma propagação acelerada da doença e, por isso, detentos foram libertados antes do término de suas penas. Em Allenwood estão 1.300 presos.

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Marin deixará a prisão dois anos e quatro meses depois de ter sido condenado pelos crimes de organização criminosa, fraude bancária e lavagem de dinheiro cometidos no período em que presidiu a CBF. Antes, em 2015, ele já havia ficado detido na Suíça e em prisão domiciliar em Nova York acusado de ter recebido U$ 6,5 milhões (mais de R$ 32 milhões pelo câmbio atual) de propina para assinar contratos de direitos comerciais da Libertadores, Copa do Brasil e Copa América.

A Justiça dos EUA condenou Marin a pagar US$ 1,2 milhão (R$ 6 milhões) e confiscou mais US$ 3,3 milhões (R$ 16 milhões) do brasileiro. Já a Fifa baniu Marin do futebol e ainda aplicou multa de 1 milhão de francos suíços (R$ 5,4 milhões).

Preso em 2015 na Suíça, Marin vendeu além do apartamento onde morava com a mulher um prédio comercial na Rua Colômbia, no Jardim América, por R$ 18,1 milhões, e um casarão localizado no Jardim Europa por R$ 11,5 milhões. A mansão estava em terreno de 2.600m², possuía dois andares, 12 salas, dez banheiros e estacionamento para 30 carros.

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Durante os quase quase cinco anos em que esteve fora do Brasil depois de ter sido preso na Suíça, Marin se desfez no período de um patrimônio imobiliário avaliado em R$ 37 milhões. Os imóveis foram adquiridos em mais de três décadas, quando Marin foi governador do Estado de São Paulo, além de presidente da Federação Paulista de Futebol e da CBF.

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