Vice da Copa do Brasil vale premiação maior do que a destinada ao campeão mundial

Ser campeão ou vice da Copa do Brasil, por exemplo, vale mais dinheiro do que ser campeão mundial.

Conquistar o Mundial de Clubes é um sonho para muitos times, principalmente os que não são europeus. Há prestígio e cobiça pela taça, mas financeiramente há vários outros torneios que são mais atrativos, inclusive em solo brasileiro.

Levando em consideração apenas o valor para o campeão, o ganhador do Mundial garante US$ 5 milhões (cerca de R$ 19,3 milhões).

O Cruzeiro, vencedor da Copa do Brasil deste ano, recebeu R$ 50 milhões só pelo título, sem levar em consideração a premiação por classificação nas fases anteriores. O vice-campeão, Corinthians, ficou com R$ 20 milhões, também mais do que ganhará o futuro campeão do mundo.

Palmeiras - Campeão Brasileiro 2018. Foto: Cesar Greco/Palmeiras

O Palmeiras, campeão brasileiro, recebeu R$ 18 milhões da CBF pelo título nacional, quase o valor a ser pago ao ganhador deste Mundial. Ao comparar com os torneios europeus, a discrepância é ainda maior. O Real Madrid recebeu 19 milhões de euros (aproximadamente R$ 83,8 milhões) pelo título da última Liga dos Campeões. No total, o clube espanhol arrecadou 50 milhões de euros (algo em torno de R$ 220 milhões) pelas premiações que acumulou ao longo de toda a competição.

O lado financeiro ajuda a explicar o motivo de alguns clubes europeus demonstrarem certo desdém ao torneio que será realizado no Catar. A Fifa paga as despesas de 35 membros da delegação e os clubes não têm custos enquanto estão na competição. Mesmo assim, a entidade pretende reformular o torneio para lhe dar, de fato, a importância de um título mundial.

A Fifa está determinada a criar um novo Mundial a partir de 2021. A ideia seria substituir o atual formato e também a Copa das Confederações. A entidade que comanda o futebol mundial pretende organizar o torneio com 24 clubes, sendo 12 da Uefa, quatro da Conmebol, dois da África, dois da Ásia, dois da Concacaf, um país-sede e uma vaga que seria disputada entre um time da Oceania e outro da Conmebol.

O novo Mundial seria realizado a cada quatro anos, em seis estádios diferentes, duraria 18 dias e as partidas aconteceriam entre junho e julho. A Fifa garante ter investidores interessados em injetar US$ 25 bilhões (cerca de R$ 97 bilhões) na competição. Tudo isso para valorizar o torneio que ainda manterá seu padrão atual em sua edição de 2019.

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