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Esporte

Inglaterra vence Colômbia nos pênaltis e enfrenta Suécia nas quartas de final

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Depois de empatar em 1 a 1 no tempo regulamentar e na prorrogação, a Inglaterra venceu a Colômbia por 4 a 3 na disputa por pênaltis, nesta terça-feira em Moscou, e garantiu vaga para enfrentar a Suécia nas quartas de final da Copa do Mundo.

O goleiro Jordan Pickford pegou a última cobrança batida por Carlos Bacca e viu Eric Dyer converter a penalidade decisiva para assegurar a classificação inglesa. Antes, os gols saíram na segunda etapa regulamentar, com Harry Kane abrindo o placar batendo pênalti, aos 12 minutos, e Yerry Mina empatando de cabeça, aos 48.

FIM DO TRAUMA

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A seleção masculina de futebol da Inglaterra já tinha vivido uma decisão por pênaltis em outras sete ocasiões. Só tinha vencido uma (a Espanha, nas quartas de final da Euro de 1996). Nas outras seis, foi eliminada. Em Copas, foram três: na semifinal de 1990 (Alemanha), nas oitavas de 1998 (Argentina) e nas quartas de final de 2006 (Portugal). Na Euro, mais três eliminações (para Alemanha, 1996, Portugal, 2004, e Itália, 2012). Detalhe: em uma dessas ocasiões (contra a Alemanha na Euro-96) quem perdeu o pênalti decisivo foi… de Gareth Southgate, atual treinador da equipe. A vitória desta terça é histórica e acaba com um trauma inglês.

QUEM DIRIA…

Um dia após as severas críticas da imprensa inglesa ao comportamento de Neymar em campo contra o México, vários jogadores da Inglaterra foram flagrados… simulando faltas, pênaltis, agressões. Henderson e Maguire foram os piores atores. No final do tempo normal, quando venciam por 1 a 0, fizeram até cera, irritando a torcida colombiana, maioria no estádio. Os colombianos não ficaram atrás e também foram flagrados em lances de simulação (como uma não agressão do baixinho Sterling, 1,70m, ao gigante Mina, 1,94m).

PRIMEIRO TEMPO

Parecia jogo de Libertadores: amarrado, tenso, com poucas chances de gol (as melhores em bolas paradas) e muita, muita confusão. A cada dividida, colombianos e ingleses se estranhavam. Teve Cuadrado contra Maguire, Trippier contra Falcao Garcia, Mina (1,94m) simulando agressão de Sterling (1,70m), Henderson levando as mãos ao rosto e caindo após uma cabeçada de Barrios no peito… nosso Wolf Maya ficaria orgulhoso dessas performances. No pouco tempo de bola rolando, os ingleses tiveram um pouco mais de posse (53% contra 47%), foram mais precisos nos passes (84% contra 80%) e finalizaram mais (oito tentativas, sendo três bloqueadas, contra quatro dos colombianos). Foi de Harry Kane, completando de cabeça um cruzamento de Trippier, a única grande chance com bola rolando, aos 15.

SEGUNDO TEMPO

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O jogo continuava amarrado, até Carlos Sánchez fazer um favor à Inglaterra: um pênalti bobo, incontestável, em Harry Kane, num escanteio aos 9 minutos. Na cobrança, Harry Kane não perdoou. A partida passou a ficar ainda mais tensa, com muita provocação dos dois lados. O árbitro norte-americano Mark Geiger mostrou despreparo e não conseguiu controlar o jogo. No total, foram cinco cartões amarelos para a Colômbia e dois para a Inglaterra. A Inglaterra, quem diria, passou a fazer cera, irritando os torcedores colombianos, maioria na arquibancada. Cuadrado e Uribe tiveram chances, mas foi de Yerry Mina, aos 47, o gol do empate.

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