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Neymar muda postura e agora mostra engajamento contra o racismo no futebol

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Em cerimônia na ONU (Organização das Nações Unidas), em Genebra, na Suíça, em agosto, Neymar se tornou embaixador da ONG Handicap International, que cuida de deficientes e trabalha com pessoas em situação de pobreza, exclusão, conflitos e desastres.

A nova missão acabou se tornando secundária diante do pronunciamento histórico do craque sobre o racismo. Ao comentar as manifestações de supremacistas brancos nos Estados Unidos, o craque mostrou rara postura crítica sobre o racismo.

“É um tema problemático há anos. Acontece no futebol, mas está ocorrendo menos, as pessoas estão mudando, o mundo está mudando. Somos todos iguais, não importa a cor. Deus nos criou iguais”.

Neymar, inclusive, usou a sua família como exemplo. Ele citou que seu pai é negro, a mãe é branca e o seu filho é loiro. “Se os pais passarem informações corretas para os filhos, não ocorrerão (mais) esses problemas”, afirmou.

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Neymar mudou a sua postura. No dia 26 de abril de 2010, à coluna de Sonia Racy, no Estado, o jogador, então aos 18 anos, respondeu assim se já havia sido vítimas de racismo: “Nunca. Nem dentro nem fora de campo. Até porque eu não sou preto, né?”, disparou. Em 2013, no Santos, ele acusou o técnico Roberto Fonseca, do Ituano, de racismo. “Me chamou de macaco?” Fonseca jurou que só disse “cai-cai”.

Neymar voltou ao tema em 2014. Decidiu apoiar Daniel Alves, que foi vítima de racismo no jogo do Barcelona contra o Villarreal, quando uma banana foi arremessada em sua direção. Em resposta, ele a comeu.

Em sua conta no Instagram, Neymar postou um vídeo e, em seguida, uma foto segurando uma banana ao lado de seu filho. Junto com a imagem, o atacante escreveu: “Somos todos iguais, somos todos macacos. Racismo, não”. A ação foi concebida pela agência de publicidade Loducca.

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Depois de uma derrota do Barcelona, Neymar pediu ajuda da agência para fazer algo nas redes sociais. O lema “Somos todos macacos”, segundo a Loducca, pretendia ser irônico e ridicularizar os racistas. O gesto de Neymar não foi espontâneo, o que também gerou críticas.

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