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Flagrado no doping, Murilo se diz surpreso: “Minha consciência está tranquila”

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Ponteiro fala pela primeira vez após caso de doping: “Achei importante vir aqui e olhar nos olhos de vocês (jornalistas)”; advogado alega que diurético não melhora performance no vôlei

Ao abrir o e-mail e ver o resultado do exame, Murilo levou um susto. Aos 36 anos, o ponteiro foi flagrado pela primeira vez no antidoping. Em teste realizado no dia 10 de abril, entre as semifinais da Superliga, o jogador do Sesi-SP acusou positivo para o uso do diurético furosemida.

Depois de alguns dias de silêncio, Murilo convocou uma coletiva de imprensa para se posicionar sobre o caso. Eleito melhor do mundo em 2010 e com anos de serviço à seleção, o jogador disse ter a consciência limpa.

– Estou com a consciência tranquila, minha preocupação é saber como isso deu positivo. Achei importante vir aqui e olhar nos olhos de vocês (jornalistas). Fiquei muito surpreso, recebi a notificação no dia 4 de maio, um dia depois do meu aniversário. Acordei, abri o e-mail e vi que tinha dado positivo. Não esperava, passei por inúmeros testes, em clubes e seleção, e sempre fiz os testes muito tranquilo – disse Murilo, que parecia abatido na entrevista, realizada na sede do Sesi-SP.

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Murilo, entre o advogado MArcelo Franklin e o diretor do Sesi-SP, Alexandre Pflug, em entrevista (Foto: Guilherme Costa)

Murilo, entre o advogado MArcelo Franklin e o diretor do Sesi-SP, Alexandre Pflug, em entrevista (Foto: Guilherme Costa)

Todos os atletas fazem dois exames. O primeiro é aberto e, após o resultado, pode-se pedir a amostra B, que é a contraprova. A contraprova deve ser divulgada dentro de 15 dias. Até o momento, sem essa amostra B, Murilo ainda não está suspenso pois a violação só é confirmada depois da contraprova.

O exame foi feito em sua casa. Foi a primeira vez que Murilo passou por isso na carreira. Segundo o jogador, ele já havia sido testado em competições, em treinos com a seleção e até nos hotéis. Mas, em sua residência, foi a primeira vez:

– Quando representava a seleção, já sofremos exames surpresas. Na minha casa foi o primeiro, mas lá em Saquarema já tivemos. No hotel em volta de viagem, isso sempre existiu, é supernormal- disse.

Com a seleção brasileira masculina de vôlei, Murilo conquistou as medalhas de prata nas Olimpíadas de Pequim 2008 e Londres 2012, além de ter sido eleito o melhor jogador do Mundial de 2010. Ele foi cortado dos Jogos Olímipicos de 2016, no Rio de Janeiro, por opção do técnico Bernardinho.

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Marcelo Franklin, advogado do jogador, já defendeu outros atletas do esporte olímpico, como Cesar Cielo, Ana Claudia Lemos e Etiene Medeiros. Na coletiva, ele não deu detalhes de como será a defesa do atleta:

– Diurético no volei não dá melhora de performance, isso, quando muito, prejudica. Vamos aguardar a amostra B. Se, por ventura, a amostra B confirmar, vamos apresentar uma defesa dizendo que não aumentaria a performance – disse.

O advogado não costuma deixar seus clientes falarem antes da divulgação da amostra B, mas para Murilo, abriu uma exceção:

– Não costumo deixar atletas falarem, mas esse caso é excepcional. Só existe uma amostra B, se confirmar a A. A imagem do atleta deveria ter sido preservada. Muitos clientes tinham resultados da amostra A, a B não confirmou e a imprensa nunca soube. O Murilo achou importante, em nome da carreira dele, falar com vocês – disse.

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