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Paulo Orlando começa nesta segunda nova temporada

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Brasileiro dos Kansas City Royals tem expectativa de ir ao auge

 

Amado pelos torcedores dos New York Yankees e odiado por todos os rivais do time mais popular dos Estados Unidos. Assim foi a carreira de Derek Jeter, shortstop que atuou por 20 temporadas e foi campeão por cinco vezes na mais badalada franquia da Major League Baseball (MLB). Entre os fãs que colecionou está Paulo Orlando, campeão da liga pelo Kansas City Royals em 2015 e que, hoje, começa sua terceira temporada na elite do beisebol. Desta vez, com um amuleto novo. Na pré-temporada, seu segundo filho nasceu. O nome foi uma homenagem a Jeter: Derek Alexandre Orlando.

— Desde a primeira vez em que minha mulher engravidou, a gente tinha decidido que, se fosse menino, seria Derek. Aconteceu dessa vez, e não tivemos nenhuma dúvida — conta Paulo Orlando, que já tem uma filha de sete anos, Maria Eduarda. — É uma homenagem pelo que ele é dentro e fora de campo. Foi um capitão, um líder.

Convite para bater uma bola

O brasileiro chegou a conhecer seu ídolo em 2011, durante uma partida festiva no Panamá, quando Derek Jeter foi ao país acompanhado de outra lenda do Yankees, o arremessador panamenho Mariano Rivera. Atualmente aposentados, ambos entraram na MLB em 1995.

— Eu tive o privilégio de ter conhecido o Jeter — relembra Paulo, com jeito de fã. — Espero que o Derek, o meu filho, goste de esporte e que um dia seja um bom atleta. Gostaria que ele jogasse, mas não quero que seja nada forçado.

Ao contrário de seu filho, que já nasce numa família do beisebol, Paulo Orlando chegou ao esporte quase que por acaso quando foi recebeu um convite para bater uma bolinha num esporte cujas regras desconhecia, quando ainda vivia em São Paulo, onde nasceu, em 1985. O jogador chegou a participar do Campeonato Mundial Júnior de atletismo, em 2004. A entrada tardia no esporte também atrasou também sua chegada à MLB.

Após 10 anos em ligas menores dos Estados Unidos e de países do Caribe, Paulo Orlando estreou na elite em 2015, quando jogou 86 dos 162 jogos da temporada regular, se firmou no ano passado, quando atuou 128 vezes, e espera ter seu grande ano em 2017. A estreia é hoje, fora de casa, contra o Minnesota Twins.

— No primeiro ano, joguei bastante, supria a ausência de outros jogadores. No segundo, revezei mais, minha confiança aumentou e mostrei que posso ajudar. Espero ter essa oportunidade novamente, jogar cada vez mais e lutar para voltar a atuar nas finais — disse o jogador, que, no ano passado, não viu seu time se classificar para a fase mata-mata.

Num esporte cercado por muitos dados estatísticos, como é tradição nas modalidades mais populares nos Estados Unidos, Paulo Orlando comemorou ter terminado sua segunda temporada com a média de rebatida válidas superior a 30%. Esse número mostra a porcentagem de batidas que o jogador consegue a cada vez que está cara a cara com o arremessador. Ele terminou 2015, com 26,9%, e alcançou 32,9% ano ano passado.

— Essa é uma boa média, significa que você está avançando as bases — destacou o jogador, falando sobre a importância das estatísticas. — A cada ano que passa, esses números são analisados. De minha parte, eu tento melhorar sempre, seja com roubos de base (pulou de 3 para 14 de uma temporada para a outra) ou fundamentos de defesa. Estou trabalhando com os números todos os dias.

O poder dos números

A importância das estatísticas traz uma situação curiosa. Mesmo em partida que estão virtualmente decidas, com pouco tempo para o fim e diferença grande de placar, os jogadores dos dois times sabem que cada jogada é importante.

— Tudo conta (para as estatísticas). Quado se coloca os reservas, eles têm a oportunidade para mostrar seus números. Sempre existem olheiros de outros times — lembrou.

Além de Paulo Orlando, o Brasil tem mais um representante na MLB: Yan Gomes, dos Cleveland Indians, vice-campeões na temporada passada. A equipe do catcher brasileiro estreia contra os Texas Rangers, também fora de casa.

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