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Palmeiras supera expulsão e arranca empate na estreia pela Libertadores

Brasília de Fato

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Vitor Hugo é expulso aos 21 minutos do primeiro tempo, e time argentino sai na frente. Mas Verdão tem força para conseguir igualar o placar e trazer um ponto para o Brasil

Empate fora de casa é, sim, um resultado maiúsculo mesmo em um primeiro jogo da fase de grupos da Copa Libertadores. Ainda mais para quem fez nesta quarta-feira a estreia, teve de atuar durante 70 minutos com um a menos e conseguiu segurar o 1 a 1. Por isso, o Palmeiras sai fortalecido da Argentina, onde mostrou concentração para superar dificuldades diante do Atlético Tucumán.

O time brasileiro com 17 participações na competição controlou com sabedoria o ímpeto e a pouca técnica do adversário calouro em competições continentais. A partida teve indícios de tragédia pela expulsão de Vitor Hugo no primeiro tempo, porém, terminou com resultado expressivo e justo.

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O jogo inaugural forçou o Palmeiras a vivenciar de uma vez só quase todas as adversidades de uma Libertadores. Como em uma espécie de batismo, foi preciso maturidade para superar expulsão, conter a ira com o árbitro e administrar a pressão de um estádio lotado. O atual campeão brasileiro só não teve dessa vez a temida altitude.

A aguardada estreia do Palmeiras teve ciclos de otimismo, revolta, desespero e alívio. Tudo isso apenas no primeiro tempo. Em condições normais, como as vividas nos 20 primeiros minutos, o Palmeiras seria o favorito, por ter muito mais técnica e exibido paciência crescente para tocar a bola e ameaçar um adversário dedicado em impor velocidade e muita briga para chegar ao gol.

Mas quase nunca a Libertadores envolve condições normais. Por isso, o otimismo palmeirense desmoronou aos 21 minutos, quando Vitor Hugo foi expulso. O zagueiro levou dois cartões amarelos em sequência ao cometer faltas no campo de ataque. A revolta do time com o árbitro durou pouco, porque logo depois o Tucumán saiu na frente, com um gol de Zampedri, aos 24 minutos.

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Naquele instante, o Palmeiras trocou a raiva pelo abatimento. Tinha um a menos, perdia o jogo e pela lógica, teria menos chances de igualar, pois o técnico optou por tirar Michel Bastos para reforçar a defesa com Antônio Carlos. O time levou minutos para se acalmar, até recuperar a tranquilidade em uma falta na área. Keno completou para empatar, aos 39.

O segundo tempo se apresentou como um desafio completo ao Palmeiras. Era um teste prematuro da tradução do que pode se esperar de uma Libertadores, pois era necessário domar o ímpeto do Tucumán, eufórico estreante em competições internacionais, e ao mesmo tempo ser inteligente para, com um jogador a menos, conseguir levar perigo.

Para o bem do Palmeiras, o tempo avançou na etapa final sem grandes sustos. O Tucumán era limitado demais para ameaçar, enquanto o time paulista foi seguro para conter o adversário e competente para conseguir boas investidas.

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Uma pena foi ter Borja em noite ruim. O colombiano teve três boas chances durante o jogo e não aproveitou. Ainda assim, não é motivo para reclamar. A atuação palmeirense é digna de deixar a torcida otimista.

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