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Mais longa, Libertadores estreia novo formato e põe à prova elencos milionários

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A fase de grupos da 58ª edição da Copa Libertadores começa nesta terça-feira, mas, diferentemente de outras, não terminará mais no meio do ano – agora, o principal torneio de clubes do continente será disputado até o mês de novembro.

Com um calendário mais extenso, dirigentes das 32 equipes que vão lutar pelo título (principalmente as brasileiras) reforçaram os seus elencos e apostam na força de seus torcedores nas partidas em casa, fazendo com que a competição se torne uma das mais equilibradas dos últimos anos.

Não há limites para atletas estrangeiros, um diferencial para times de maior poder aquisitivo. Após a fase de grupos, os cruzamentos serão definidos por sorteio entre os oito primeiros colocados contra os oito segundos das chaves.

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Nesta edição, duas equipes do mesmo país poderão estar na final. Isso ocorreu em duas temporadas, sempre com times brasileiros. Em 2005, a decisão foi entre São Paulo e Atlético-PR e no ano seguinte entre Inter e São Paulo.

Entre as novidades para esta edição, a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) permitirá às equipes que ostentem em suas camisas um patch especial com o número de títulos de cada clube no torneio. Xodó de todos os torcedores da América do Sul, a Libertadores também pode render um bom dinheiro para as agremiações que avançarem até as fases mais agudas. Somadas todas as fases, o clube campeão receberá cerca de R$ 25 milhões – se o time tiver disputado partidas desde a primeira fase, esse valor chegará perto dos R$ 27 milhões.

Os valores são os mesmos de 2016 – a Conmebol promete aumentar as premiações a partir da edição de 2019, quando um novo contrato com as emissoras que possuem os direitos de transmissão do torneio terá de ser assinado. Cada clube que disputou a primeira fase recebeu uma cota de US$ 250 mil (R$ 788 mil); US$ 400 mil (R$ 1,26 milhão) na segunda. Agora, cada uma das 32 equipes vai embolsar US$ 1,8 milhão (R$ 5,67 milhões) na etapa de grupos, onde cada equipe fará três jogos como mandante; US$ 750 mil (R$ 2,36 milhões) nas oitavas de final; US$ 950 mil (R$ 3 milhões) nas quartas; US$ 1,25 milhão (R$ 3,94 milhões) nas semifinais; US$ 1,5 milhão (R$ 4,72 milhões) ao vice-campeão; e finalmente US$ 3 milhões (R$ 9,45 milhões) ao campeão.

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OS MAIS VALORIZADOS – Segundo o site Transfermarkt.com, sete dos dez elencos mais valiosos da Libertadores são brasileiros. Curiosamente, o time de maior valor até o início da fase de grupos é o tradicionalíssimo River Plate, da Argentina, tricampeão da competição (1986, 1996 e 2015). Juntos, seus atletas têm valor de mercado de 71,25 milhões de euros – cerca de R$ 230 milhões. Seus maiores trunfos são o atacante Lucas Alario, que tem valor de mercado estimado em 12 milhões de euros (R$ 39,7 milhões), e o técnico Marcelo Gallardo, que foi campeão como jogador e como treinador do clube.

O Atlético-MG aparece na segunda posição, com um grupo avaliado em R$ 225 milhões, seguido pelo Palmeiras (R$ 205 milhões), Flamengo (R$ 185 milhões), Grêmio (R$ 175 milhões), Santos (R$ 152 milhões), Atlético-PR (R$ 121 milhões), Estudiantes de La Plata (R$ 110 milhões), San Lorenzo (R$ 108 milhões) e Botafogo (R$ 95 milhões).

No lado oposto estão os times da Bolívia, que são os mais baratos em toda competição. O Jorge Wilstermann, por exemplo, está avaliado em R$ 11,9 milhões. Logo acima dele vem o The Strongest, que tem um valor de mercado de apenas R$ 12,6 milhões. Só que essa equipe de La Paz passou pelas três fases preliminares da competição e deixou para trás o Montevidéu Wanderers, do Uruguai, e o Unión Española, do Chile. Em ambos os casos, a altitude da cidade boliviana fez boa diferença em campo.

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CAMPEÃO DESMONTADO – Time mais popular da Colômbia e atual campeão da Libertadores, o Atlético Nacional começa a disputa neste ano com novas caras na briga pelo tricampeonato.

Da equipe que levantou o troféu da competição no dia 27 de junho de 2016, nada menos do que seis atletas que jogaram a decisão como titulares foram negociados. Desses, três estão no Brasil: o atacante Borja e o meia Guerra, ambos contratados pelo Palmeiras, e o atacante Berrío, no Flamengo. Jonathan Copete, que era reserva da equipe no torneio, foi vendido ao Santos ainda no ano passado.

Ainda foram negociados o zagueiro Sánchez, que foi para o Ajax; os volantes Mejía, que reforçou o León, do México, e Sebastián Pérez, atualmente no Boca Juniors; e o atacante Marlos Moreno, contratado pelo Manchester City e emprestado ao La Coruña.

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Com R$ 100 milhões no caixa, a equipe foi às compras, mas com parcimônia. Chegaram o volante Edwin Valencia, o meia Leao Ramírez e o atacante Dayro Moreno. A aposta do técnico Reinaldo Rueda é na mescla entre reforços e jovens das categorias de base.

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