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Estou sendo massacrado, diz Edinho ao ser preso por lavagem de dinheiro

Brasília de Fato

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Edinho pelé

Ex-goleiro do Santos FC e filho de Pelé se apresentou no 5º DP de Santos. Justiça reduziu pena, mas condenou Edinho por lavagem de dinheiro.

O ex-goleiro do Santos Futebol Clube e filho de Pelé, Edson Cholbi do Nascimento, o Edinho, se apresentou no fim da tarde desta sexta-feira (24) no 5º Distrito Policial de Santos, no litoral de São Paulo. O ex-atleta deve passar a noite na cadeia anexa à delegacia, depois que o Tribunal de Justiça do Estado de Paulo julgou, na quinta-feira (23), o recurso de apelação dele pelo crime de “lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas”. Ao chegar no DP, Edinho contestou o argumento da condenação que, segundo ele, é sua amizade com outros acusados.

O TJ condenou Edinho e reduziu a pena de 33 anos e quatro meses de reclusão para 12 anos e dez meses em regime fechado. O ex-jogador estava esperando o julgamento da apelação em liberdade.

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Edinho chegou ao 5º Distrito Policial, que fica na Zona Noroeste de Santos, por volta das 17h, acompanhado do advogado Eugênio Malavasi e carregando duas sacolas, uma delas contendo um cobertor. O ex-goleiro aceitou conversar com a imprensa e disse acreditar “na mesma Justiça” que o está condenando.

“Estou frustrado, pois estou sendo massacrado pela Justiça, mas eu preciso confiar nessa mesma Justiça e tenho certeza que, com o tempo, as coisas vão se acertar. A frustração é grande, porque estou sendo acusado de lavagem de dinheiro, mas eu nunca fiz isso. Não tem nenhuma prova no processo sobre isso”, enfatizou.

“O argumento é sobre a minha amizade, de certa forma intimidade com outros acusados. Eu nunca neguei isso, mas nunca lavei dinheiro. O argumento para condenação é simplesmente amizade. E fica difícil aceitar e passar por tudo que estou passando por mais de 15 anos. Eu tenho vergonha, me arrependo da minha imprudência, mas eu não cometi crime. Eu sou forte, vou superar e dar a volta por cima”, concluiu Edinho.

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Edinho trouxe duas sacolas, uma contendo um edredom (Foto: Reprodução / TV Tribuna)

Edinho trouxe duas sacolas, uma contendo um edredom (Foto: Reprodução / TV Tribuna)

O TJ-SP recomendou que a 1º Vara Criminal de Praia Grande, na qual tramitou a ação penal, expedisse o mandado de prisão de Edinho. Essa foi a quarta prisão do ex-goleiro pelo mesmo processo. Ele deve ficar em regime fechado.

O advogado do ex-goleiro, Eugênio Malavasi, conversou com o G1 na manhã desta sexta-feira (24) e já havia antecipado que Edinho iria se apresentar espontaneamente ao 5º DP de Santos assim que saísse o pedido de prisão.

Os outros envolvidos no processo, com situação idêntica a Edinho, também tiveram suas penas reduzidas. Além do filho de Pelé, Clóvis Ribeiro, o “Nai”; Maurício Louzada Ghelardi, o “Soldado”; Nicolau Aun Júnior, o “Véio ou Nick”; e Ronaldo Duarte Barsotti, o “Naldinho”, foram condenados pelo mesmo crime. Nai deverá cumprir pena de 15 anos de reclusão. Já Soldado e Nick irão ficar 11 anos e quatro meses na prisão. Os mandados de prisão dos três também já foram expedidos. “Naldinho” está sumido e, portanto, é considerado foragido.

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Edinho tem história ligada ao Santos e nunca saiu do futebol paulista como profissional (Foto: Divulgação/ Santos FC)

Edinho tem história ligada ao Santos e nunca saiu do futebol paulista como profissional (Foto: Divulgação/ Santos FC)

O caso
Edinho já foi preso outras três vezes. A primeira, o ex-goleiro foi detido com outras 17 pessoas pela Operação Indra em junho de 2005, realizada pelo Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), acusado de ligação com uma organização de tráfico de drogas comandada por Naldinho, na Baixada Santista. Após seis meses em prisão provisória, foi solto com liminar em habeas corpus concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Em janeiro de 2006, ele teve a prisão decretada com o aditamento da denúncia, que passou a incluir o crime de lavagem de dinheiro. Edinho obteve o direito de permanecer em liberdade por causa de uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em fevereiro, o Ministério Público denunciou o ex-goleiro por lavagem de dinheiro, o que resultou em uma nova prisão, 47 dias após conseguir a liberdade. Depois disso, a Justiça vinha negando com frequência os pedidos de liberdade feitas por Edinho.

Edinho segue detido no 5º DP de Santos, aguardando alvará de soltura (Foto: Reprodução/ TV Tribuna)

Edinho segue detido no 5º DP de Santos, aguardando alvará de soltura (Foto: Reprodução/ TV Tribuna)

No dia 21 de dezembro de 2006, a ministra Ellen Gracie havia negado pedido de habeas corpus feito pela defesa do ex-jogador mas, sete dias depois, os advogados pediram reconsideração da decisão. Edinho saiu da Penitenciária de Tremembé no dia seguinte.

No dia 30 de maio de 2014, o ex-goleiro foi condenado pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação ao tráfico de drogas após decisão da juíza Suzana Pereira da Silva, auxiliar da 1ª Vara Criminal de Praia Grande. Edinho foi preso no dia 7 de julho por não ter apresentado seu passaporte à Justiça, uma das exigências para permanecer em liberdade até a decisão final da Justiça. Eugênio Malavasi, advogado de Edinho, conseguiu um habeas corpus para liberar seu cliente.

Em novembro do mesmo ano, o ex-goleiro foi detido no Fórum de Praia Grande, após cumprir a medida cautelar que exigia que ele comparecesse mensalmente em juízo e registrasse sua rotina. Edinho foi solto no dia seguinte. A Justiça acatou o pedido de habeas corpus impetrado pela defesa.

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