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Justiça do Rio de Janeiro mantém a prisão de 14 torcedores do Corinthians

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O confronto se deu durante um jogo entre o Flamengo e o time paulista, pelo Campeonato Brasileiro, em decorrência do envolvimento em uma briga com policiais militares nas arquibancadas do estádio do Maracanã, no Rio.

A Justiça do Rio de Janeiro negou nesta segunda-feira o pedido de revogação da prisão preventiva de 14 torcedores do Corinthians que estão no complexo de presídios de Bangu há dois meses.

O juiz Marco José Mattos Couto, do Plantão Judiciário do Tribunal de Justiça do Estado do Rio, indeferiu o pedido feito pela defesa dos torcedores, que argumentou que até hoje não foi marcada audiência de instrução e julgamento dos acusados. Couto afirmou que não é “minimamente razoável a tese da defesa dos acusados”, uma vez que as audiências deverão ser marcadas em breve.

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“Aliás, nem se compreende ao certo, presumindo-se que os advogados estejam atuando com boa fé, a razão pela qual se deixou para ajuizar o pedido justamente entre o Natal e o Ano Novo, em pleno plantão de recesso”, justificou. “A ordem natural das coisas seria o pleito ser dirigido ao juiz natural (Juizado Especial do Torcedor e Grandes Eventos), o qual melhor conhecimento tem dos autos e dos motivos que o impediram de designar a audiência de instrução e julgamento até o momento”.

Ele afirmou ainda “os réus foram presos há pouco mais de dois meses e, de certo, o juiz natural está na iminência de designar a audiência de instrução e julgamento. Isso, em um processo com mais de dez presos, o que, por si só, revela a sua complexidade”.

Os presos que tiveram a revogação da prisão preventiva negada foram: Wagner Vinicius Ferreira, André Ricardo David dos Santos, Bruno da Costa Zacharias, Isaias Aparecido da Mota, Alexandre Gomes da Silva Pereira, Renan Leal Salgado, Éder Felipe de Oliveira, Lidiomar Feitosa da Silva, Sidnei Barbosa Silva Santos, Wesley Alves da Silva, Jabs Naan Pinheiro de Sousa, Lucas Uanderson Silva Santos, Rodolfo da Silva Barreto e Willian Santos Gomes.

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O grupo foi enquadrado por crimes de lesão corporal, dano qualificado, provocar tumulto em locais de jogos, resistência qualificada e associação criminosa. A partida no Maracanã foi no dia 23 de outubro. Parte da torcida do Corinthians entrou em confronto com PMs antes do jogo. A prisão dos torcedores e as negativas da Justiça em soltá-los resultou em ameaças a magistrados nas redes sociais.

 

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