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COI abre investigação contra 28 atletas russos por suspeita de doping

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De acordo com o COI, os 28 casos foram escolhidos entre as 95 amostras analisadas por McLaren. São amostras de atletas russos cedidos pelo próprio COI ao investigador. Segundo a entidade, há evidências de manipulação nestes casos. Os nomes dos atletas não foram revelados.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou nesta sexta-feira que abriu investigação contra 28 atletas russos com suspeita de manipulação em suas amostras colhidas durante a disputa dos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi, em 2014, na Rússia. A investigação é a primeira grande resposta do COI ao relatório final preparado pelo investigador Richard McLaren, à pedido da Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês), apresentado no dia 9 deste mês.

Estas amostras vão receber atenção especial na reanálise que está sendo promovida pelo COI no Laboratório Antidoping de Lausanne. Logo após a divulgação do relatório de McLaren, o Comitê Olímpico Internacional prometera refazer os testes de 254 amostras de urinas dos atletas russos colhidas nos Jogos de Sochi e na Olimpíada de Londres-2012.

No documento divulgado no dia 9, McLaren apontou que mais de mil atletas russos foram beneficiados por manipulações no controle de doping entre 2011 e 2015, num esquema que envolveu uma “conspiração em uma escala sem precedentes” entre federações esportivas, agências antidoping e o próprio governo russo.

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O caso mais grave aconteceu nos Jogos de Sochi, quando autoridades do próprio governo russo trocaram amostras de urina dos seus atletas para evitar casos de doping. McLaren afirmou ainda que o doping sistemático no esporte russo provocou a “maior fraude” esportiva durante a Olimpíada de Londres.

Como consequência do relatório, o COI passou a investigar os casos e o primeiro passo é reanalisar as amostras de urina dos atletas russos sob suspeita. A entidade, contudo, destaca que estes 28 casos não são necessariamente positivos. Ainda precisam passar pelo novo teste. Mas o próprio ato de manipulação da amostra, se comprovado, já configura infração das regras antidoping.

“Esta investigação é uma consequência imediata do relatório do professor McLaren. O COI vai além dos resultados deste documento ao determinar a reanálise de todas as amostras dos atletas russos que participaram dos Jogos de Inverno de Sochi, assim como de todos os que participaram dos Jogos de Londres-2012”, afirmou o presidente do COI, Thomas Bach.

Bach lembrou que 27 esportistas russos já foram punidos pelo COI por conta de reanálises de amostras colhidas nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008 e Londres-2012. Os testes das amostras de Londres ainda estão em curso. O presidente da entidade revelou que também serão reavaliadas as amostras dos russos colhidas nos Jogos de Inverno de Vancouver, em 2010.

ESQUI – Em outra notícia negativa para o esporte russo divulgada nesta sexta, a Federação Internacional de Esqui anunciou que decidiu tirar da Rússia importante competição de cross-country que seria realizada em março, na cidade de Tyumen, na Sibéria. A entidade explicou que tomou a decisão por consequência das seguidas denúncias de doping no esporte russo.

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“As descobertas do Relatório McLaren prejudicaram seriamente a integridade do esporte e estamos determinados a tomar as medidas necessárias para punir as infrações cometidas”, disse o presidente da Federação Internacional, Gian Franco Kasper, que também é membro do conselho executivo do COI.

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