V Festival Internacional Cinema e Transcendência

Festival Internacional Cinema e Transcendência

Cinema para transformar mentes e almas

Poetizar a vida. Esta é a proposta do Festival Internacional Cinema e Transcendência que chega à quinta edição em 2018 ampliado e com muitas novidades. De 18 de dezembro a 06 de janeiro de 2019, o Centro Cultural Banco do Brasil Brasília promoverá a exibição de 27 filmes, entre curtas, médias e longas-metragens, produzidos em diferentes países e com linguagens que vão da animação ao documentário, da comédia ao experimental.

Além do cinema, o Pavilhão de Vidro do CCBB receberá a ‘Casa dos Saberes’, um espaço para reafirmar a importância da sabedoria ancestral brasileira, com um convite para a interação entre avôs e netos. A abertura desta grande festa do cinema mundial será com a projeção de ‘Ascensão de Burkina Faso: A Arte da Resistência’, da diretora brasileira de origem coreana Iara Lee, criadora da Rede de Culturas da Resistência.

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O Festival Internacional Cinema e Transcendência tem curadoria do cineasta, músico e pesquisador André Luiz Oliveira e da diretora e produtora Carina Bini. Uma realização do Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria de Cultura do Distrito Federal e patrocínio do Banco do Brasil.

Evento dedicado ao livre pensamento, o festival busca apresentar diferentes reflexões sobre a experiência humana na Terra. A programação aposta em títulos que promovem o autoconhecimento, ampliando a discussão sobre temas como consciência, ecologia, sociedade, desenvolvimento humano, espiritualidade, além de dialogar sobre o papel da arte como mediadora entre o sentido estético e a experiência transformadora.

Em 2018, o festival chega ampliado. Serão 16 dias de programação. Pela primeira vez, o evento abriu espaço para inscrições e os curadores se surpreenderam com o número alcançado: foram 635 filmes inscritos, produzidos em 38 países, todos eles realizados entre 2017 e 2018. “Ficamos impressionados com tamanha produção de filmes que trazem uma reflexão sobre a vida, a sociedade e o planeta”, afirma a curadora Carina Bini. E informa: “A intenção das inscrições foi acessar os realizadores jovens do mundo todo e transformar o festival numa janela para que estes filmes possam ser exibidos”.

Além dos filmes selecionados dentre os inscritos, a curadoria trabalhou com títulos convidados, produzidos em diferentes anos e países, consagrados e de vanguarda, que abordam diversos aspectos da transcendência. Como inspiração, as palavras do realizador chileno Alejandro Jodorowsky, um dos patronos permanentes do festival: “O cinema é um instrumento poderoso capaz de transformar almas e mentes”.

Este potencial de comunicação do cinema e sua capacidade profunda de acessar emoções humanas levaram o cineasta e músico André Luiz Oliveira a idealizar o Festival. Segundo já afirmou, a intenção é expandir consciências: “Neste quinto Festival estão curtas, longas, curtíssimos, médias, ficções, documentários, experimentais, dramas e lutas, que refletem o mundo caótico em que vivemos, entretanto e acima de tudo, um mundo solidário, propositivo, em permanente movimento e transformação”, disse André.

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Edição ampliada

Em sua quinta edição, o Festival vai provocar debates e, nas palavras de André Luiz Oliveira, “desnudar medos ocultos, mostrar o simples no extraordinário e aprender com o público que servir boas intenções através da sétima arte é um dever e um imenso prazer”. Para isso, além de aumentar o número de filmes e países, ampliou o espectro de temas e linguagens, variou as metragens e as múltiplas abordagens.

Logo na abertura, está um título produzido pela rede Culturas da Resistência, criada pela brasileira Iara Lee, visando promover e apoiar organizações, ativistas e artistas que buscam atuar por um mundo mais pacífico, justo e democrático. A rede inclui um site (culturesofresistance.org) e a produtora Cultures of Resistance Films. No filme “Ascensão de Burkina Faso: A Arte da Resistência (Burkina Rising – The Art of Resistence)”, dirigido pela própria Iara Lee, está o diálogo entre arte e política em Burkina Faso. O filme vai ser exibido às 20h30 do dia 18 de dezembro. Antes da exibição terá o show musical “Flauta Sagrada”, com Edwin Sota.

Outro destaque é o filme “Lucky”, estreia na direção de John Carroll Lynch, filho do consagrado cineasta David Lynch que, aliás, integra o elenco. Um belo filme sobre a iminência da morte, o longa marca a despedida do ator Harry Dean Stanton (de Paris, Texas), falecido aos 91 anos, em setembro de 2017. A programação ainda exibe, em primeira mão, o longa-metragem “Mito e Música: A Mensagem de Fernando Pessoa”, longa de Rama de Oliveira e André Luiz Oliveira, que mostra a saga de 30 anos de trabalho do cineasta e músico André Luiz Oliveira, para musicar e gravar, com diferentes artistas, os 44 poemas escritos por Fernando Pessoa e lançado sob o título de “Mensagem”. No mesmo dia da estreia do filme, será apresentado o concerto Mensagem, interpretado por André Luiz Oliveira e o grupo “Os Bandarras”.

Ainda dentre os títulos convidados está “Felicidade (Félicité)”, produção de 2017 assinada por Alain Gomis e consagrada por diversos prêmios, como o Grande Prêmio do Júri de Berlim, Prêmio Especial do Júri do festival de Chicago, Prêmio Direitos Humanos no festival de Istambul, dentre vários outros. Em foco, a busca de uma mãe por seu filho pelas ruas de Kinshasa, capital da República Democrática do Congo.

Dentre os selecionados, o Festival vai exibir títulos que são verdadeiras pérolas, como “Câmeras roubadas (Stolen Cameras)”, média-metragem produzido pelos membros do grupo ativista de vídeo ‘Equipe Media’, sobre a situação de repressão aos jornalistas no Marrocos, e “Invencível (La Curta Ola)”, média dirigido por Elena Jayat e Malena Chabrol, que apresenta o crescimento e as lutas do movimento feminista na Argentina.

O festival traz ainda atividades formativas, como a oficina de roteiro gratuita “Polir o Arco”, voltada para realizadores que queiram receber uma consultoria para seu roteiro de curta ou longa, ministrada pelo roteirista, diretor e produtor baiano João Rodrigo Matos. Um debate reunirá o realizador Edgard Navarro (que participa do festival com seu mais recente filme, “Abaixo a Gravidade”) e o curador André Luiz Oliveira para falar sobre “Contracultura e Espiritualidade˜. E está programada ainda uma vivência fotográfica, com o premiado fotógrafo João Paulo Barbosa.

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Os Curadores

A diretora e produtora Carina Bini viveu na Índia durante 5 anos, onde estudou e trabalhou com cinema, além de realizar vivências e pesquisa na espiritualidade e cultura indiana até tornar-se estudante de Vedanta, corpo de conhecimento datado de pelo menos 3 mil anos, essência do conhecimento que permeia todas as tradições espirituais indianas.

Cineasta premiado e músico, André Luiz Oliveira é baiano, pesquisador e praticante da religiosidade afrobrasileira, estudioso de astrologia e de caminhos de intersecção entre as filosofias orientais e ocidentais. Um consagrado realizador brasileiro, tem em sua carreira filmes que extrapolam e questionam o status quo, como “Meteorango Kid O Herói Intergalático” (referência do cinema marginal brasileiro), “Sagrado Segredo” (que retrata a busca de um artista sob a ótica dos conflitos da figura arquetípica de Jesus Cristo) e o recente e um dos filmes mais premiados do 51O. Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (2018), “Outro Lado da Memória” que conta a saga de seu projeto para a filmagem da obra ‘Viva o Povo Brasileiro’, de João Ubaldo, (que acabou não acontecendo), construindo uma narrativa que traz uma reflexão profunda sobre o Brasil, sua ancestralidade e cinema.

Casa dos Saberes – Pavilhão de Vidro CCBB

Espaço criado para receber as atividades paralelas da 5ª edição do Festival, a Casa dos Saberes propõe um resgate de sabedorias ancestrais de diferentes tradições, expressando a valorização do conhecimento e respeito aos mais velhos, através de oficinas, vivências, atividades interativas sensoriais, palestras, conversas e contação de histórias.

Na Casa dos Saberes, velhice é sinônimo de “sabedoria”. Esta sabedoria será materializada através de um espaço cenográfico onde avós e netos poderão interagir e criar uma relação harmoniosa. A proposta é atrair famílias, jovens, pessoas na terceira idade, universitários, amantes do cinema e público em geral, para participarem de atividades e vivenciarem reflexões profundas.

O espaço será ocupado com projeções de imagens, vídeos e elementos que simbolizam a ancestralidade. Estará aberto diariamente, das 10h às 20h (com exceção das segundas-feiras, dia de fechamento do Centro Cultural). Nos feriados de final de ano, não funcionará nos dias 24 e 25/12 e nos dias 31/12 e 01/01/2019.

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Na Casa dos Saberes, será possível fazer visitas sensoriais aos Baobás, uma das mais antigas árvores, e símbolo da cultura ancestral africana. Na sua cosmogonia, a árvore surge como o princípio da conexão entre o mundo sobrenatural e o mundo material. Uma representação do Baobá será criada no espaço interno, com cerca de 3x3m de diâmetro, onde serão apresentados imagens e sons, do cineasta francês Vincent Moon, com pequenas histórias da ancestralidade indígena e africana.

O público também poderá contemplar a feitura de artesanato por artesãos antigos de Brasília e interagir com os artesãos. E outros sentidos como audição, visão e tato serão trabalhados através de elementos cenográficos, instalados no espaço. A Casa dos Saberes ainda promoverá Vivências, Rodas de Conversa e Palestras, contação de histórias, cantoria e muito mais.

Realizadas por representantes da ancestralidade brasileira, das culturas indígena, africana e europeia, três vivências irão propor o fazer e o saber para avós e netos. Cada vivência terá duração de 1h30. Já as Rodas de Conversa e Palestras serão conduzidas por artistas e estudiosos, visando a troca de saberes, com temáticas que procuram resgatar e valorizar a ancestralidade. A atividade será acompanhada por intérprete de libras para inclusão de público deficiente auditivo. A proposta é realizar três Rodas de Conversa, com cerca de 1h30 de duração cada uma.

Para abordar a questão da sustentabilidade, refletindo sobre o lixo e suas implicações, seu destino final, possíveis alternativas para solucionar esta situação, uma das propostas é a reciclagem. A vivência “Construção de instrumentos musicais com sucata” vai buscar despertar nos participantes o desejo de consumo consciente em prol de uma vida melhor para todos no planeta. Serão duas oficinas destinadas aos alunos de escolas públicas do DF, previamente selecionadas pela Coordenação Pedagógica do projeto, em turmas de 40 estudantes cada uma e duração de cerca de 50 minutos.

Por fim, em Cantarolando estará a interação entre música, poesia e contação de histórias. Serão duas atividades inspiradas nos Griôs – contadores de histórias da África – e duas atividades com caboclas ou índias/ envolvendo rituais, música e dança. Cada edição de Cantarolando terá duração de 1h15 e entrada franca (mediante retirada de ingressos na bilheteria).

Árvore da Vida do Cerrado

O início das atividades do Festival acontece com a inauguração da “Árvore da Vida”, que simboliza o desenvolvimento do ser humano e os ciclos da vida, e no Festival Transcendência será representada pelo ipê amarelo do cerrado, instalado na praça central do CCBB.

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A árvore da vida “cerratense” foi criada pela arquiteta e artista Ana Zerbini especialmente para a celebração de final de ano. É uma árvore com princípios do design moderno, com 8 metros de altura, e que representa o cerrado. “Nossa árvore vai inclusive falar. Queremos trazer uma árvore que tenha vida e possa comunicar ao púbico a necessidade de preservação do nosso cerrado e divulgar mensagens que promovam a reflexão, alinhadas com a temática do festival”, destaca Ana. Para isso, a árvore traz som interno e uma comunicação acessível para todos os públicos. A Árvore da Vida do Cerrado será inaugurada às 19h do dia 14 de dezembro.

Ana Zerbini É arquiteta cenógrafa premiada e fundadora da Coralina Cultura Criativa, que trabalha com a criação de cenografia artística. É Mestre em Arquitetura e Urbanismo, Especialista em Turismo, Cultura e Lazer, Consultora Técnica em projetos relativos à proteção, qualificação e promoção do Patrimônio Cultural Brasileiro, além de atuar como professora orientadora do Laboratório de Cenografia BIOMBO e de Projetos e Bancas de Diplomação e Ensaios Teóricos na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília [FAU UnB].

PROGRAMAÇÃO

TERÇA, 18.12
  • 19h30 – Show de abertura – “Flauta Sagrada”, com Edwin Sota
  • 20h30 – Monstro (3:20min) + Burkina Faso: A Arte da Resistência (72min)
QUARTA, 19.12
  • 17h – Humanidade (1h47)
  • 19h30 – Imaginários Urbanos (25min) + Orin – Música para Orixás (74min)
QUINTA, 20.12
  • 17h – Mente Raqueada (8min) + Maputinkuy, encontro com a Terra (82min)
  • 19h30 – Identidade (4min) + Semeie Pessoas (97min)
SEXTA, 21.12
  • 17h30 – Abaixo a Gravidade (1h49)
  • 19h30 – Debate sobre “Contracultura e Espiritualidade”, com a presença do diretor, Edgard Navarro, e do curador André Luiz Oliveira
SÁBADO, 22.12
  • 16h – ECM (15min) + Mantra – dos sons ao silêncio (85min)
  • 18h30 – Show “Mensagem de Fernando Pessoa”
  • 19h30 – Trishna (12min) + Mito e Música – A Mensagem de Fernando Pessoa (92min)
DOMINGO, 23.12
  • 16h – Monstro (3:20min) + Burkina Faso: A Arte da Resistência (72 min)
  • 18h – Lucky (128min)
QUARTA, 26.12
  • 17h – Dua2Litet (5min) + Hare Krishna – O Mantra, o movimento e o swami que iniciou tudo (90min)
  • 19h30 – ECM (15min) + Mantra – dos sons ao silêncio (85min)
QUINTA, 27.12
  • 17h – Hermógenes – Professor e Poeta do Yoga (54min) + Passos sem Pés (45min)
  • 19h30 – Invencível (18min) + UMA – Luz do Himalaia (90min)
SEXTA, 28.12
  • 17h – Sandgirl (84min) – sessão com acessibilidade
  • 19h30 – Lá em cima, faz frio (4min) + A cabeça e a Mão (23min) + Canção de Deus (60min)
SÁBADO, 29.12
  • 16h – Humanidade (1h47)
  • 19h – Felicidade (129min)
DOMINGO, 30.12
  • 16h – Imaginários Urbanos (25min) + Orin – Música para Orixás (74min)
  • 18h30 – Trishna (12min) + Mito e Música – A Mensagem de Fernando Pessoa (92min)
QUARTA, 02.01
  • 17h- Mente Raqueada (8min) + Maputinkuy, encontro com a Terra (82min)
  • 19h30 – Abaixo a Gravidade (1h49)
QUINTA, 03.01
  • 17h – Sandgirl (84min) – sessão com acessibilidade
  • 19h30 – Identidade (4min) + Semeie Pessoas (97min)
SEXTA, 04.01
  • 17h – Invencível (18min) + UMA – Luz do Himalaia (90min)
  • 19h30 – 19h30 – Lá em cima, faz frio (4min) + Hermógenes – Professor e Poeta do Yoga (54min) + Canção de Deus (60min)
SÁBADO, 05.01
  • 15h – Câmeras Roubadas (17min) + Invencível (18min) + Passos sem Pés (45min)
  • 17h – Vivência: O Sagrado e a fotografia (Projeção de fotos e conversa com João Paulo Barbosa)
  • 19h – Monstro (3:20min) + Burkina Faso: A Arte da Resistência (72 min)
DOMINGO, 06.01
  • 16h – A Cabeça e a Mão (23min) + Hare Krishna – O Mantra, o movimento e o swami que iniciou tudo (90min)
  • 18h – Felicidade (129min)

Serviço
V FESTIVAL CINEMA E TRANSCENDÊNCIA
Local: Centro Cultural Banco do Brasil Brasília – Cinema e Pavilhão de Vidro
Data: De 18 de dezembro de 2018 a 6 de janeiro de 2019
Horários: ver programação
Entrada franca (mediante retirada de ingressos na bilheteria)
Informações: 3108.7600

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