Programação Cine Brasília de 11 a 17 de outubro

Cine Brasília

Programação especial desta semana, a Mostra de Cinema Japonês trará ao Cine Brasília, a partir do dia 17, seis produções inéditas desta importante cinematografia

Estreia desta semana no Cine Brasília, UM DIA, filme da diretora húngara Zsófia Szilágyi é surpreendente. O filme teve sua estreia mundial na Semaine de la Critique, no Festival de Cannes neste anos de 2018, onde ganhou o prêmio da FIPRESCI, a Federação Internacional de Críticos de Cinema. Nas palavras do juri: “Uma estreia notavelmente confiante”. Este primeiro longa da diretora Zsófia Szilágyi é um retrato comovente e doloroso do cotidiano – como o próprio título já diz – de um único dia. O filme dá atenção especial aos detalhes que, muitas vezes, ou são vistos de relance ou passam desapercebidos. Mas as 24 horas retratadas em Um Dia vão muito além de palavras que podem definilas. É um filme sensorial que transforma o trivial em algo extremamente intenso. O poder da rotina e de cada pequeno passo dado é tratado com esmero por Zsófia. E a diretora possui mais uma carta em sua manga: a excelente atuação de sua protagonista, Zsófia Szamosi.

Outra de nossas estreias, Djon África é um filme sobre a busca das raízes. Quem é meu pai? Onde está meu pai? O belo longa-metragem de Filipa Reis e João Miller Guerra, além de ser uma jornada de encontro com a verdadeira origem, com os antepassados sem ligação direta sanguínea, é também um reencontro com a terra africana. Este tema tantas vezes visto está longe de estar esgotado. Conhecer a história das pessoas que vieram antes de nós e o que elas fizeram é uma forma intimista de estudar História. Vai além de descobrir fatos apenas pela da curiosidade. Em Djon África, a cultura documental dos cineastas emerge, mas não no sentido de uma abordagem didática. Eles sabem, por exemplo, usar as imagens e elas dizem tanto quanto aquilo que está sendo narrado. E a catártica última cena é como se fosse uma enfática manifestação de orgulho pan-africano. Um filme oportuníssimo.

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Prossegue no Cine Brasília o singular A Moça do Calendário. Durante a apresentação deste projeto ao público, a diretora Helena Ignêz afirmou se tratar de um “filme utópico”, buscando a “descolonização do pensamento”. Por “utópico”, ela compreende a criação de uma sociedade anticapitalista, na qual não existem desigualdades sociais. Através da “descolonização”, imagina uma estrutura alheia aos filmes comerciais, adotando questões políticas, sociais e estéticas tipicamente brasileiras. No fim das contas, A Moça do Calendário busca resgatar o espírito anárquico do Cinema Marginal, do tropicalismo e demais vanguardas dos anos 1960-70. É louvável e oportuno que a cinematografia brasileira acolha projetos tão férteis quanto este. Um dos personagens defende a certa altura da trama a “destruição criativa”, algo que representa muito bem o espírito e a coragem do projeto. A Moça do Calendário avança com o furor de um manifesto, gritando a plenos pulmões sua crença num mundo melhor.

Estreia

Um Dia (Drama/Hungria/99min/2018)

De: Zsófia Szilágyi
Com: Zsófia Szamosi, Leo Füredi, Ambrus Barcza
Sinopse: Anna é mãe de três filhos, casada e trabalhadora. Sempre correndo contra o tempo para conseguir cumprir todos os seus prazos e promessas, Anna sente que seu casamento está desmoronando. Sem conseguir conciliar tudo, ela prevê o que está prestes a acontecer, sem poder fazer nada a respeito.
Classificação indicativa: 12 anos

Djon África (Drama/Portugal/Brasil/Cabo Verde/96min/2018)

De: Filipa Reis e João Miller Guerra
Com: Miguel Moreira, Isabel Cardoso, Bitori
Sinopse: A história de Miguel “Tibars” Moreira, mais conhecido como Djon África, filho de cabo-verdianos, que nasceu e cresceu em Portugal. Sem jamais ter conhecido seu pai, acaba descobrindo que ele mora em Tarrafal, e decide aventurar-se além-mar, mesmo sem muitas pistas, à sua procura.
Classificação indicativa: 12 anos

A Moça do Calendário (Drama/Brasil/86min/2018)

De: Helena Inêz
Com: Andre Guerreiro Lopes, Djin Sganzerla, Mario Bortolotto
Sinopse: Sem emprego fixo, o quarentão Inácio (André Guerreiro Lopes) trabalha como dublê de dançarino à noite e mecânico durante o dia. Quando não está nas pistas ou operando veículos, seus pensamentos galvizam para um relacionamento platônico para a bela garota que estampa o calendário da oficina.
Classificação indicativa: 14 anos

Programação:

Quinta-Feira (11/10)
  • 14h00 – A Moça do Calendário
  • 15h30 – Um Dia
  • 16h30 – Djon África
  • 18h30 – Um Dia
  • 20h30 – Djon África
Sexta-Feira (12/10)
  • 14h00 – A Moça do Calendário
  • 15h30 – Um Dia
  • 16h30 – Djon África
  • 18h30 – Um Dia
  • 20h30 – Djon África
Sábado (13/10)
  • 14h00 – A Moça do Calendário
  • 15h30 – Um Dia
  • 16h30 – Djon África
  • 18h30 – Um Dia
  • 20h30 – Djon África
Domingo (14/10)
  • 14h00 – A Moça do Calendário
  • 15h30 – Um Dia
  • 16h30 – Djon África
  • 18h30 – Um Dia
  • 20h30 – Djon África
Segunda-Feira (15/10)
  • 18h30 – Um Dia
  • 20h30 – Djon África
Terça-Feira (16/10)
  • (NÃO HAVERÁ SESSÃO)
Quarta-Feira (17/10)
  • 14h00 – A Moça do Calendário
  • 15h30 – Um Dia
  • 16h30 – Djon África
  • 19h00 – Depois das Flores (Cinema Japonês)
  • 20h30 – Djon África

Mostra De Cinema Japonês 2018

A Mostra de Cinema Japonês 2018 apresenta ao público de Brasília as tradições desde a época dos samurais, passando por dramas da II Guerra Mundial, histórias com muito humor e um anime de fantasia para todas as idades.

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Programação

Quarta-feira, 17 de outubro, 19h (Abertura)

Depois das Flores (Hana no Ato, Dir. Kenji Nakanishi, 2009, Cor, 107 min, DVD, época/romance, 14 anos) 

Filme baseado em um conto do escritor Shuhei Fujisawa (O Crespúsculo do Samurai, Amor e Honra, etc.) Ito, membro de um pequeno clã na região de Tohoku, conhece um jovem espadachim de uma casta inferior chamado Magoshiro e desafia-o para um duelo amigável com espadas de bambu. A partida emocionante produz sentimentos entre os dois, mas Ito já está prometida em casamento a outro homem e decide tirar Magoshiro de sua mente, aguardando seu noivo para retornar aos estudos em Edo. No entanto, quando Magoshiro é forçado a cometer seppuku devido a um nobre covarde, Ito decide tomar para si a busca por justiça.

Vôo Feliz (Happy Flight, Dir.Shinobu Yaguchi, 2008, Cor, 103 min, DVD, drama/comédia, 10 anos)

A jovem aeromoça Etsuko está a bordo do seu primeiro vôo internacional, juntamente com o co-piloto Suzuki que está fazendo a sua última prova para ser promovido como piloto da Cia aérea All Nippon Airways. Dentro de um avião cheio de passageiros tudo pode acontecer e os jovens profissionais da companhia tem que estar preparados para enfrentar todos os tipos de problema.

A Esposa do Villon (Viyon no Tsuma, dir. Kichitaro Negishi, 2009, Cor, 114 min, DVD, drama, 14 anos) 

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Um dos mais aclamados filmes japoneses de 2009, o filme mostra uma Tóquio pós-guerra ainda sofrendo com os acontecimentos da II Guerra Mundial, explorando temas como a masculinidade japonesa e o ideal feminino. A Esposa do Villon retrata o relacionamento de uma mulher sofredora com seu marido, um escritor brilhante, mas autodestrutivo. Depois que seu marido Otani rouba ¥ 5.000 de um casal de meia-idade que possui um bar, Sachi chega ao estabelecimento como uma garantia para o dinheiro roubado. Sua beleza e simpatia genuínas, contra um pano de fundo de derrota implícita do Japão na II Guerra Mundial, logo se destacam. Apesar das constantes humilhações causadas por Otani, a devoção de Sachi para com ele não diminui. A relação entre Sachi e Otani se aprofunda e muda com o crescimento da capacidade de Sachi.

Mameshiba (Yoju Mameshiba, dir.Toru Kamei, 2009, Cor, 106 min, DVD, drama/comédia, livre)

Jiro é um homem de 32 anos que não tem emprego. Ele mora na casa de seus pais e não sai ou se socializa com as pessoas. Após a morte de seu pai, a mãe de Jiro foge e deixa para trás um cachorro de 6 meses chamado Ichiro e algumas pistas para Jiro. Para encontrar sua mãe, Jiro precisa se aventurar pelo mundo.

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Sonho de uma Noite de Verão (Manatsu no Yo no Yume, Dir.Yuji Nakae, 2009, Cor, 105 min, DVD, drama, 10 anos)

Cansada de seu relacionamento com, Atsushi, um homem casado, Yuriko deixa Tóquio, onde trabalha, para voltar à sua terra natal, Yugafu, uma pequena vila de Okinawa, de clima quente, vasta natureza e um duende, que passa a protegê-la. Passou a participar das atividades de um grupo de jovens e, também, a trabalhar em apoio ao administrador da Vila. Então, Atsushi chega à sua procura. Logo depois, a esposa de Atsushi também chega a ilha.

POP IN Q (Bushi no kondate, Dir. Naoki Miyahara, 2016, Cor, 95 min, DVD,  animação, livre)

Neste anime de fantasia, dirigido por Naoki Miyahara, jovens garotas se levantam para enfrentar uma crise global. No terceiro ano do ensino médio, Isumi encontra um “fragmento do tempo” no oceano.  Ao pegá-lo, ela vê um mundo desconhecido estendendo-se diante de seus olhos e encontra uma estranha forma de vida chamada Pokon. O Pokon diz a ela que o tempo do mundo está em perigo de desmoronar, e assim, com quatro outras garotas, elas tentam contornar esta crise.

Realização: Embaixada do Japão e Fundação Japão

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Apoio: Secretaria de Cultura do Distrito Federal


Serviço

Ingressos: R$ 12,00 (inteira)  R$ 6,00 (meia entrada)

Programador responsável: Sergio Moriconi

Programação Completa:  www.cultura.df.gov.br e facebook.com/cinebrasilia1960

 

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