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Celebridades

Revelação da sofrência, Fernanda Costa fala de superação após acidente que a deixou sem andar

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A vida de Fernanda Costa daria uma trilogia, viraria filme e, certamente, emocionaria muita gente. A moça, que nasceu no Tocantins, é a nova integrante do time da sofrência.

Aos 32 anos, ela acaba de lançar o primeiro DVD, gravado em Goiânia, e tem como padrinho o cantor Bruno da dupla com Marrone. O perfil não é da feminista que afoga as mágoas na mesa do bar, sozinha ou com as amigas. “Escolhi falar de amor. Das relações que deram errado, mas foram retomadas, das separações, da dor, dos caias apaixonados”, enumera ela: “Chego para somar. Não para concorrer”.

“Chame o juiz” é a música de trabalho e Fernanda conta orgulhosa que em pouco mais de um mês o vídeo teve quase seis milhões de visualizações no Youtube. Só que até conhecer o sucesso, Fernanda sobreviveu a uma desgraceira só.

Os pais se separam quando ela e a irmã eram pequenas. Aos 9 anos, ela escolheu deixar a mãe e seguir estrada com o pai, que acreditava que a filha seria uma estrela da música. Não foi bem assim. “Eu ficava feliz só de poder cantar. Não ganhava cachês, mas o público gostava de mim e mandava um prato de batatinha frita, um refrigerante. Me aplaudiam”, recorda a cantora, que menina, ainda sofria com as cáries: “Era muita dor de dente. A gente não tinha como tratar”.

Já adulta, Fernanda foi morar em Caldas Novas, cantava em serestas de hotéis de segunda a segunda até que decidiu fazer faculdade. “Voltei para Belém, onde minha mãe estava e quis dar esse orgulho para ela. Me formar”, conta ela, que cursou Enfermagem, mas não concluiu.

Num dia, quando ia para a faculdade, pegou carona com um senhor, os dois sofreram um acidente e Fernanda teve uma fratura no fêmur. “Fui para um hospital público, tinha greve e fiquei meses com dor. depois descobriram que o fêmur estava necrosado”, relembra. Foram quatro meses numa cadeira de rodas e 5 anos e meio de muletas. Ela acheou que a música não existiria mais até receber a proposta para cantar num dos hotéis de Caldas Novas , onde deu expediente: “Era carteira assinada, uma garantia de profissão”, conta.

A fada madrinha foi Mariane, mulher do sertanejo Bruno. Após ver Fernanda cantar, ela quis apresentá-la ao cantor. Bruno gostou tanto que dividiu o palco com a moça. “Foi a maior emoção da minha vida”, emociona-se. Isso foi em 2010. Até 2015, ela e Bruno mantiveram contato. Até ele decidir apadrinhá-la e ajudar a financiar a cirurgia de uma prótese para o quadril da cantora e assim deixar as muletas no passado. “Eu pedia a Deus todos os dias para voltar a andar e não sentir mais dor“, chora Fernanda: “A música teve o poder de não me deixar desanimar”.

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