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Celebridades

Caio Castro investe em sotaque português para viver Dom Pedro e avisa: ‘Ele é tarado’

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Na pele de Dom Pedro, Caio Castro vai ter que fazer o sacrifício de estar com belas mulheres em “Novo mundo”, nova trama das seis, que estreia dia 22. Mulherengo, o príncipe regente se casou com Leopoldina (Letícia Colin), mas nunca foi fiel. Na trama, o monarca terá Noemie (Luisa Micheletti) e Domitila (Agatha Moreira) como amantes.

— Ele é tarado (risos), jovem, tem hormônios demais, gosta do jogo da conquista. É um príncipe, todo mundo quer esse cara, ele tem quem quiser. Mas casou por procuração por uma questão política. Imagina casar com quem você nem conhece? É o instinto dele, é um macho alfa — defende o ator.

O comportamento sedutor do personagem não deixa Caio preocupado com possíveis comparações.

Dom Pedro ( Caio Castro )

— Não pego quem eu quero. As pessoas realmente inventam muitas coisas. Outras existem, mas não são como as pessoas acham — afirma o artista, que se vê no monarca em outra circunstância: — Apesar de ser um príncipe e todas as pessoas o bajularem, ele era do povo, conversava com todos nas ruas. E era bem quisto. Era um príncipe plebeu, gostava de se misturar. E eu sou da rua, né? Se eu encontrasse com Dom Pedro, ia falar: “qual é parceiro?”.

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E é com um sorrisão que ele conta que foi reconhecido como Dom Pedro antes mesmo de aparecer como o príncipe nas chamadas de “Novo mundo”.

— Fui ao pet shop e a moça que trabalha lá disse que eu estava parecendo Dom Pedro. Isso antes de começarem a divulgar que eu ia fazer o personagem! Dei um beijo nela (risos). É muito bom porque, pelo menos na aparência, dá para comprar a ideia, traz uma segurança, convence o público, passa uma verdade — comemora o ator, de 28 anos.

Era o retorno que Caio precisava para encarar esse novo mundo, que está longe da sua zona de conforto. Ele não esconde que ficou tenso na primeira reunião com o elenco.

— De dez palavras ditas, sete citavam Dom Pedro. Eu me enfiei na cadeira e pensei: “ferrou”. Fiquei assustado. Mas isso me move, o medo não me trava, ele me joga para frente, me faz correr atrás.

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E o artista correu, ou melhor, voou atrás de se aprimorar. Ele foi para Portugal ouvir a pronúncia lusitana e aprimorá-la, principalmente depois de escutar o sotaque alemão de Letícia Colin, a Leopoldina:

— A qualidade do sotaque da Letícia é tão alta, que pensei: “Caramba, tenho que estar preparado, no mesmo nível que ela para dar jogo”. Além da aula de prosódia, fui a Portugal, fiquei oito dias lá, falando com todo mundo. Vivi o sotaque. Dom Pedro me possibilita transitar numa área desconhecida.

O trabalho, ele não nega, é bastante árduo.

— É complicado, ainda não estou habituado. Mas o sotaque me dá a possibilidade de brincar. A voz muda, o corpo muda, me sinto diferente. Isso é crucial para mim — garante.

 

Marcelle Carvalho

Agência O Globo 

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