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“Fred Le Blue e Artetetos do Pequí” lançam operetas de amor para Alto Paraíso (GO)

O resultado é uma rapsódia poética onírica de um longo poema entrecortado por um mosaico de elementos musicais variados, inspirados no lendário e cancioneiro popular brasileiro, ibérico e norte-americano

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Na expectativa lunática de que os sons na clave de Sol produzidos a partir da experiência “supernatural” do Cerrado em Alto Paraíso (Goiás) pudesse ecoar lá na Lua, durante sua fase mais próxima da Terra (Super Lua), nasce o primeiro disco do urbanista, compositor e músico Fred Le Blue Assis (idealizador do Movimento Artetetura e Humanismo e autor do livro “Tradição da Modernidade”). Produzido no Tambor Cantante pela família De Paula, essa ode fabulística poética-musical ao astro luminoso de prata tão presente enquanto arquétipo em vários sistemas mitológicos tradicionais pagãos, cristãos, afrobrasileiros e  indígenas. O resultado é uma rapsódia poética onírica de um longo poema entrecortado por um mosaico de elementos musicais variados, inspirados no lendário e cancioneiro popular brasileiro, ibérico e norte-americano. A busca por desvendar e exaltar os mistérios lunares e xamânicos em todas as suas fases e faces sagradas e profanas do ritual de iniciação feminino, nos leva a uma jornada geoafetiva e ecopoética de anos-luz da Terra até a Lua. Mas, mais do que isso, uma declaração de amor à natureza e ao Cerrado, em um momento de crescente aumento de desmatamentos, queimadas e poluições (sólidas, hídricas, visuais, sonoras,…) no país, estando as pautas ambientalistas e indigenistas sofrendo muitos ataques de agentes econômicos e políticos antropocêntricos que querem passar a boiada. Valorizando o cor-local de sua tribo goiano, Fred Le Blue aponta para recriar o já considerado espaço mítico do Vale da Lua, mostrando a importância da arte e do turismo (virtual) como potencial “artetetônico” para educação e consciência socioambiental. A complexidade e simplicidade da obra se assemelha às obras do compositor Elomar, que autenticou através da música toda uma geopoética e musical do sertão a partir de um identidade local própria desse território cultural, tendo, inclusive, militado pela criação do “Estado do Sertão”. Ao fazer do eclético encadeamento melódico, harmônico e rítmico entre uma música e outra partes sincréticas e sinergéticas de uma cosmologia maior do que a soma das partes, o trabalho resgata o sentido da oralidade de álbum, como se fosse uma contação de estória ou slam, indo na contramão dos atuais lançamentos de singles e EPs midiáticos para vender shows. LUA&ANA é um resgaste da temporalidade mágica e totêmica, ou pelo menos, pré-digital, apesar de ser um álbum compacto, por quase não ter refrões e estrofes repetidas, sendo ao mesmo tempo, uma proposta cultural assertiva nesse período pandêmico atual de isolamento sanitário e social. Com eu-lírico feminino a obra resgata o formato de “canções de amigo” da cultura trovadoresca ibérica, que eram declamadas por homens sobre o platonismo do amor feminino à espera de seu vassalo cavalheiresco. Mas em “LUA&ANA” podemos chamá-las de “canções de amiga”, já que quem espera é Ana, cujo objeto de desejo é a Lua, seja lá quem ela for, apontando para um caráter emancipatório (trans)feminino, demandante por mais visibilização e direitos no espaço político e público (natural, construído ou virtual), marcado pela violência e exclusão física e simbólica por parta da sistêmica cultura falocêntrica e heteronormativa. O lançamento dessas operetas de amor ao Vale da Lua e à Big Lua, cantadas como que à luz do luar como serenata, serão apresentadas em três datas ritualísticas nas plataformas sociais (https://www.soundcloud.com/fred-le-blue https://www.youtube.com/FredLeBlue) . Justamente sincronizadas com as 3 Super Luas de 2021 ( 08/04 – Superlua “Rosa”; 26/05 – Superlua “Flores” e 24/06 – Superlua “Morango” ) quando nós estaremos aqui na Terra vivenciando esses fenômenos astrológicos de alargamento da percepção que temos desse satélite do nosso planeta, mas que ao julgar por “LUA&ANA” parece ter luz própria. Nesses dias, será impossível não se inspirar vendo e ouvindo essa “luana cosmogoiana” cheia de mistérios em seu barroco jogo de luzes e sombras (claro-escuro).

Fred Le Blue

Começou sua carreira como baterista de bandas de rock em Goiânia como Acid Jam, 062, Nascoxa e Pai do Mato. Foi premiado no Festival SESI MPB 2003-04 com sua canção “Quem Sabe?”, interpretada pela banda RG. No Rio de Janeiro, a partir de 2007, integrou como compositor o movimento Samba na Fonte, tendo se apresentado como baterista também no underground carioca em espaços como Áudio Rebel, Rio Art Hostel, Jazz do Alemão, Museu da República e Mercado São José. Em 2010 lança no Cine Facha seu primeiro disco autoral com a banda ficcional The Fourmigas, a óperarock visual  “VERNISOUND: FormigáVWea Mundo Novo”, integrando na banda de apoio os integrantes dos Supercordas (RJ). Já em São Paulo, lança em 2017 o EP “COMVERSOM: Vôo pelo Som”, com releituras musicais tropicalistas com letras suas em português de clássicos do rock internacional (Rolling Stones, Dream Theather, Cranberries, Collective Soul, Keane e Panic at the Disco)produzido pelo ex-guitarrista da banda Los Porongas (AC) no estúdio Cambuci Roots. Em 202, lança um documentário autodiscográfico sobre a canção  de trabalho do primeiro disco “Piloto Fred Le Blue & 569, o Oniblue da Paz'”. fia Em 2021, em meio à pandemia cria a banda ficcional Artetetos do Pequí em meio a pandemia global para lançar seu trabalhos de músicas “arteteturais” em Goiás.Paralelo e em simbiose com seu trabalho de músico, Fred Le Blue tem desenvolvido desde 2019 um trabalho como idealizador e produtor cultural do Movimento Artetetura e Humanismo e Editora Multimídia Brasílha Teimosa, a partir de onde tem atuado também como autor de livros acadêmicos, paradidáticos e ficcionais, documentários, musicais e WEB séries de educação política patrimonial e socioambiental.

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