Mercado financeiro reduz projeção para o PIB de 2020 para retração de 1,96%

Para 2021, o mercado financeiro alterou a previsão do PIB de alta de 2,50% para 2,70%.

Os efeitos da pandemia do novo coronavírus sobre a economia brasileira fizeram os economistas do mercado financeiro cortarem novamente suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2020. Conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, 13, a expectativa para a economia este ano passou de retração de 1,18% para queda de 1,96%. Há quatro semanas, a estimativa era de alta de 1,68%.

Para 2021, o mercado financeiro alterou a previsão do PIB de alta de 2,50% para 2,70%.

Em março, na esteira da pandemia, o BC atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2020, de alta de 1,8% para variação zero. O próprio BC, no entanto, já reconheceu que o cenário está se alterando rapidamente e, por isso, a projeção do RTI não reflete, necessariamente, a situação atual.

No Focus desta segunda a projeção para a produção industrial de 2020 foi de alta de 0,50% para recuo de 1,42%. Para 2021, a estimativa passou de crescimento de 2,70% para 2,95%.

 

Inflação

A previsão para o IPCA, o índice oficial de preços, em 2020 também foi alterada. A mediana para a inflação neste ano foi de alta de 2,72% para 2,52%. A projeção para o índice em 2021 seguiu em 3,50%.

A projeção dos economistas para a inflação já está bem abaixo do centro da meta de 2020, de 4,00%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto porcentual (índice de 2,50% a 5,50%). No caso de 2021, a meta é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%).

A expectativa de inflação no curto prazo tem sido bastante afetada pela perspectiva de que, com a pandemia do novo coronavírus, a atividade econômica seja fortemente prejudicada, com impactos negativos sobre a demanda por produtos e baixa da inflação.

Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA subiu apenas 0,07% em março – o menor porcentual para o mês desde o início do real, em 1994. No ano, a taxa acumulada está em 0,53%.

Juros

Os analistas mantiveram a previsão para a Selic neste ano em 3,25% ao ano. A projeção para a taxa básica de juros no fim de 2021 passou de 4,75% para 4,50% ao ano.

Em março, ao cortar a Selic de 4,25% para 3,75% ao ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central informou que, neste momento, vê como adequada a manutenção da taxa de juros em seu novo patamar.

“No entanto, o Comitê reconhece que se elevou a variância do seu balanço de riscos e novas informações sobre a conjuntura econômica serão essenciais para definir seus próximos passos”, ponderou o colegiado.

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