Dólar avança ante rivais diante de otimismo com economia dos EUA

Em relação a divisas emergentes, contudo, a moeda americana apresentou recuo generalizado diante do otimismo dos investidores com dados da economia chinesa, que surpreenderam e mostraram recuperação no mês passado

Indicadores acima do esperado nos Estados Unidos favoreceram a busca por dólar em relação a outras moedas principais nesta segunda-feira, 1, à medida que diversas instituições financeiras revisaram para cima a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país no primeiro trimestre. 

Próximo ao horário de fechamento das bolsas em Nova York, o dólar subia para 111,36 ienes e o euro recuava para US$ 1,1214. A libra, contudo, saltava para US$ 1,3117, o que impediu o índice DXY, que mede a divisa americana contra uma cesta de outras seis moedas fortes, de se firmar em alta. Assim, o DXY caiu 0,05%, para 97,232 pontos. Entre emergentes, o dólar chegava ao fim da tarde cotado a 42,7143 pesos argentinos, 5,4762 liras turcas e 65,205 rublos russos.

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Como apontado em reportagem especial publicada no Broadcast, indicadores divulgados nesta segunda-feira fizeram com que importantes bancos elevassem suas projeções para o crescimento anualizado dos EUA no primeiro trimestre. O JPMorgan passou a estimar expansão de 2,0% ante 1,5% esperada anteriormente, ao mesmo tempo em que o Goldman Sachs elevou sua projeção de 0,8% antes para 1,2% agora. O Barclays, por sua vez, teve sua estimativa aumentada para 1,8%, acima do nível de 1,7% estimado antes.

Grande parte das revisões para cima do PIB americano veio após o Departamento do Comércio americano informar que os investimentos em construção no país subiram 1,0% na passagem de janeiro para fevereiro, contrariando a previsão de queda do mercado. Além disso, o dado de janeiro foi revisado de alta de 1,3% para ganho de 2,5%. Não foi o único indicador observado pelos agentes. De acordo com o Instituto para Gestão de Oferta (ISM, na sigla em inglês), o índice de atividade industrial dos EUA subiu de 54,2 pontos em fevereiro para 55,3 pontos em março, um resultado bastante acima do esperado por analistas e que, na avaliação do HSBC, é “consistente com o crescimento contínuo da atividade”.

Também nesta segunda-feira, o Departamento do Comércio dos EUA informou que as vendas no comércio varejista do país recuaram 0,2% em fevereiro ante janeiro, mas ressaltou que as vendas gerais de janeiro sofreram uma revisão de alta de 0,2% estimada anteriormente para avanço de 0,7%. Nesse sentido, o dólar avançou em relação a outras divisas principais, à medida que índices de atividade mensurados pela IHS Markit apontam contração na atividade industrial de diversos países, como Japão, Alemanha e na zona do euro como um todo.

A alta do dólar, contudo, não se manifestou em relação a divisas de mercados emergentes, que responderam positivamente à recuperação na indústria chinesa. Tanto nos dados da IHS Markit quanto nos oficiais, a atividade industrial chinesa saiu de níveis de contração após quatro meses. Não por acaso, o dólar caía para 6,7125 yuans (onshore) no fim da tarde em Nova York, em um movimento que se espalhou por diversas moedas emergentes.

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