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Economia

R$ 400 bi em impostos. E o retorno?

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E a conta só vai aumentar. Até o fim do ano, o impostômetro irá registrar que o brasileiro vai pagar uma conta de R$ 2,6 trilhões

No sonho de muitos brasileiros, a cifra que aparece no título dessa reportagem poderia ser um prêmio extraordinário da Megasena. Mas, na vida real, é a quantidade de impostos paga apenas neste ano. O valor será atingido na sexta-feira 22, às 7h20, segundo o impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) — quatro dias mais cedo do que em 2018. A antecipação ajuda a entender como a atividade econômica está retomando, mas também como a carga tributária pesa cada vez mais no bolso, com aumentos de impostos em diferentes níveis da federação. Os R$ 400 bilhões comprariam 929 milhões de cestas básicas. Na poupança, renderiam cerca de R$ 78 milhões por dia. São dados que embasam um sentimento comum de que investimos muito no poder público sem receber um retorno à altura e como são urgentes reformas que permitam diminuir o peso do Estado.

Na recente crise econômica, estados e municípios enfrentaram um cenário de penúria fiscal e viram no aumento de alguns impostos a saída necessária para manter serviços. O presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Alencar Burti, cita a “elevação exagerada do IPTU em muitas cidades – bem acima da inflação e sem haver o retorno equivalente em serviços públicos ou em zeladoria.” Embora a arrecadação municipal represente apenas 12% deste montante de R$ 400 bilhões, frente aos 29% da arrecadação estadual e 59% da federal, são os impostos municipais os mais próximos da população, sobretudo pela falta de retorno. A cada início de ano, o cidadão sente o bolso pesar quando chega o carnê do IPTU e passa um tanto de raiva quando se depara com ruas esburacadas e serviços públicos que deixam muito a desejar.

Os estragos causados pelas chuvas das últimas semanas em diversas capitais expuseram que boa parte deste dinheiro parece evaporar quando o sol aparece. Moradora de Laranjeiras, na Zona Sul do Rio de Janeiro, a produtora de TV Danielle Federici, de 43 anos, paga R$ 1.530 pelo IPTU de seu apartamento e gastou um terço deste valor para trocar o carpete de seu carro depois que o veículo foi inundado depois do temporal que atingiu a cidade há duas semanas. “Deixei o carro aberto por três dias para tentar secar, mas não teve jeito, precisei trocar tudo.” Em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, moradores do Condomínio Ponto Nobre Residencial reclamam de aumento de 87% no IPTU. “Só quem mora no Leblon não sofre com asfalto ruim e tem hospitais funcionando de modo razoável.”, reclama Ivone Bezerra. A expectativa da prefeitura é arrecadar R$ 30,6 bilhões com o IPTU este ano. Os investimentos, porém, não sobem na mesma proporção. O valor destinado ao controle de enchentes, por exemplo, despencaram 78% entre 2014 e 2018, segundo o Portal da Transparência.

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Embora o aumento médio do IPTU em São Paulo tenha ficado em 3,5%, há um grupo que terá de desembolsar um valor 50% maior. Segundo a prefeitura, esses moradores saíram da zona de isenção. Em Campinas, no interior paulista, a queixa levou um grupo de moradores a criar o movimento de combate e a protestar na prefeitura e na Câmara. De acordo com Francisco de Oliveira Lima Filho, presidente da Associação Regional da Habitação de Campinas (Habicamp), o prefeito Jonas Donizette (PSB) aumentou o imposto além do que deveria. “O aumento foi muito agressivo, foi um tiro no pé do prefeito”, observa. A queixa envolve uma revisão que culminou com o reajuste do IPTU para 210 mil imóveis. O aumento escalonado previa alta de até 10% neste ano e em 2020, dependendo do imóvel.

O IPTU é só a parte mais visível dos problemas. Marcel Solimeo, economista da ACSP, lembra que, até o fim do ano, atingiremos a marca de R$ 2,6 trilhões em impostos. Boa parte deste total é reflexo da inflação e outra grande parcela é mesmo o ICMS. Considerada imprescindível, ele acredita que a reforma tributária pode, num primeiro momento simplificar o sistema, mas, para corrigir todas as distorções e reduzir a carga tributária, só mesmo no longo prazo. “É difícil pensar em redução de impostos, o que seria ideal para aumentar a competitividade”.

ICMS Com a confiança na retomada da economia, o aumento de alíquotas feito ao longo da crise começou a pesar ainda mais no bolso dos contribuintes. Em algumas categorias, o peso vai aumentar ao longo do ano. Até 31 de dezembro do ano passado, por exemplo, o ICMS para a compra de novos veículos era fixo em 12% para todos os estados. A partir de 2019, cada governador pode optar por mudar esta alíquota. Sergipe e Pernambuco já anunciaram alta de 14% e os estados de Alagoas, Acre e Amapá decidiram seguir no mesmo embalo. Embora o número não esteja definido, será acima de 14%.

A elevação do preço do barril do petróleo e a alta do dólar em relação ao real ao longo do ano passado influenciaram positivamente a arrecadação do ICMS sobre combustíveis nos estados brasileiros. Segundo Gilberto Amaral, presidente do conselho do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), o valor arrecadado em dezembro está nesta conta dos R$ 400 bilhões. O número também reflete uma melhora nas perdas, com o aumento da fiscalização e o maior cuidado com a sonegação. “As pessoas ficam mais preocupadas com o endurecimento da fiscalização a cada novo governo”, afirma José Marcio Camargo, professor da PUC-Rio. No governo federal, o ministro da Economia, Paulo Guedes, já sinalizou sua intenção de reduzir a carga tributária. Antes disso, precisa resolver a crise fiscal.

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Renata Victal – Leia mais em Dinheiro – 

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Economia

Campos Neto é eleito melhor banqueiro central de 2020 pela Banker

É a segunda vez que um presidente do Banco Central do País conquista o prêmio. Antes de Campos Neto, o agraciado foi Ilan Goldfajn, em 2018

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O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, foi eleito o presidente de Banco Central do ano pela revista britânica The Banker, especializada em finanças. O anúncio foi feito na quinta-feira (31). O prêmio Central Banker of the Year, em sua sétima edição, homenageia os funcionários que mais conseguiram estimular o crescimento e estabilizar sua economia. Campos Neto foi premiado na categoria Global e Américas. A publicação cita que poucos países foram afetados pela pandemia do novo coronavírus da mesma forma que o Brasil.

Autoridades como o secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, e o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, já cumprimentaram Campos Neto pelas redes sociais.

“Parabéns ao MELHOR presidente de Banco Central do mundo!!!!!!!! Roberto Campos Neto é craque, está revolucionando o sistema financeiro. Não apenas nossa reação de política monetária foi exemplar, a agenda PIX, contas digitais, e OPEN BANKING é estrutural”, escreveu nesta manhã Sachsida.

Conforme Rogério Marinho, o reconhecimento internacional ao “trabalho de excelência” de Campos Neto é a ratificação do excepcional trabalho de um dos melhores economistas do mundo que brilha na equipe do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). “2021 ano da retomada”, disse.

Categoria Global e Américas

A revista, do Financial Times, cita que poucos países foram afetados pela pandemia do novo coronavírus da mesma forma que o Brasil. Em meados de dezembro, cita, o número de mortes relacionadas à covid-19 no País ainda era o segundo maior do mundo, depois dos Estados Unidos.

A The Banker pondera que enquanto no início de 2020 as expectativas eram que a maior economia da América Latina teria contração de 9%, as projeções foram sendo revisadas “drasticamente” no final do ano para cerca de metade disso. Menciona que a estimativa do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o Produto Interno Bruto (PIB) passou de recuo de 9,1% para declínio de 5,8% em 2020, enquanto alguns analistas acreditam que a contração será inferior a 4,5%.

Conforme a publicação, muito desse cenário “promissor” se deve ao trabalho do Banco Central do Brasil. Segundo a revista, a instituição monetária respondeu à crise tomando medidas sem precedentes e eficazes para garantir que a liquidez não secasse no sistema financeiro. Destaca que o BC tomou outras medidas específicas para que as empresas, em particular as pequenas empresas, pudessem continuar a operar.

No geral, acrescenta a publicação, o programa de liquidez do BC brasileiro representou impressionantes 17,5% do PIB, e foi acoplado a outras medidas que liberaram capital das instituições financeiras que, segundo o banco, tinham potencial para aumentar o crédito pelo equivalente a até 20% do PIB. Cita ainda que também obteve autorização temporária do Congresso para comprar e vender ativos privados para aumentar ainda mais a liquidez do sistema financeiro, que acabou apoiando também o mercado de títulos em moeda local.

É a segunda vez que um presidente do Banco Central do País conquista o prêmio. Antes de Campos Neto, o agraciado foi Ilan Goldfajn, em 2018, por sua atuação no combate à inflação em 2017

Perfil

Campos Neto é graduado em economia, com especialização em finanças pela Universidade da Califórnia, tem um perfil liberal e acredita em medidas que limitem o tamanho do Estado na Economia. Executivo do mercado financeiro, atuou por 18 anos no Banco Santander. É neto de Roberto Campos, ministro do Planejamento do governo de Castelo Branco (1964-1967). Além do Santander, também atuou no Banco Bozano Simonsen. Em novembro de 2018, foi indicado pelo então presidente eleito Jair Bolsonaro para o lugar de Ilan Goldfajn na presidência do Banco Central.

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Economia

Em 79% dos municípios, o pagamento de auxílio superou a arrecadação

No total, segundo estudo da Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite), houve queda de 2,2% nas receitas próprias dos municípios (tributárias), que acabou sendo compensada pelo crescimento de 13,4% receitas de transferências, incluindo o socorro federal

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Em 4.403 municípios brasileiros, 79% do total, o valor injetado na economia local com o pagamento do auxílio emergencial à população vulnerável durante a pandemia da covid-19 superou a arrecadação com os impostos e taxas de competência municipal, como o ISS (serviços) e o IPTU (propriedade urbana).

No total, segundo estudo da Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite), houve queda de 2,2% nas receitas próprias dos municípios (tributárias), que acabou sendo compensada pelo crescimento de 13,4% receitas de transferências, incluindo o socorro federal. Com isso, a receita geral teve um aumento de 6,7%. O levantamento levou em conta 4 681 dos 5.570 municípios do País que repassam dados ao Tesouro Nacional.

O auxílio termina no dia 31 dezembro, sem uma solução para reforçar a rede de proteção para a população que vai perder o benefício e não tem outra fonte de renda. Essa dependência do benefício, a recuperação mais lenta do setor de serviços e as incertezas decorrentes do avanço da pandemia antecipam um risco maior para a atividade econômica dos municípios, aponta o estudo

Para o presidente da Febrafite, Rodrigo Spada, até março essas incertezas não vão se resolver, e seria necessária a prorrogação do benefício por mais alguns meses. “O auxílio vai acabar e não tem nenhum plano de saída e nem uma perspectiva de vacinação rápida”, disse. Ele defende uma prorrogação no trimestre e uma avaliação posterior em relação à necessidade de mais uma rodada da ajuda.

De acordo com Spada, a pandemia acentuou a desigualdade entre os Estados e municípios por causa do sistema tributário, o que reforça a necessidade da reforma em 2021. Boa parte das cidades é muito dependente dos serviços, que foram duramente afetados pelas medidas de isolamento social. As propostas de reforma preveem um tributo único, que seria cobrado de bens e serviços, e cuja arrecadação seria dividida entre União, Estados e municípios.

O estudo da Fibrafite, feito pelos economistas Vilma Pinto, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre, da Fundação Getúlio Vargas), e Juracy Soares, auditor fiscal do Estado do Ceará, aponta o impacto heterogêneo da covid-19 nas cidades, muito em função de como os serviços se recuperam.

Os municípios mais intensivos em serviços prestados às famílias (como turismo, serviços domésticos, salões de beleza, etc, que tiveram desempenho mais afetado pelos efeitos da quarentena), por exemplo, tendem a ter um impacto negativo em suas receitas tributárias próprias maior que em outros cuja predominância econômica ocorra em serviços que tiveram uma recuperação melhor no curto prazo.

Bens e serviços

A Febrafite já havia apresentado estudo anterior sobre os resultados do benefício aos vulneráveis nos Estados, que têm o seu principal imposto, o ICMS, cobrado sobre os bens, justamente produtos mais comprados com o dinheiro do auxílio. No caso do tributo dos municípios, o ISS incide sobre serviços, que além de terem sido mais impactados pela pandemia, são consumidos menos pelos mais pobres.

Segundo a pesquisadora Vilma Pinto, do Ibre/FGV, muito se discutiu sobre os impactos que o auxílio emergencial e as medidas de apoio da União desempenharam junto aos Estados, mas pouco se falou das consequências ao nível municipal.

A queda abrupta da renda do benefício aliada às incertezas é um risco, mesmo diante do fato de muitos prefeitos estarem com caixa mais gordo devido ao socorro do governo federal, como mostrou reportagem do Estadão há duas semanas.

Fora os setores de tecnologia da informação, serviços técnico-profissionais, armazenagem, auxílio a transportes e Correios, que tiveram impulso devido à alta na demanda por atividades ligadas ao e-commerce e delivery, os dados apontam que será necessário crescimento no volume de serviços em 6,5% para recuperar as perdas sofridas pela pandemia da covid-19. “É um desafio enorme, dadas as incertezas econômicas que ainda permanecem no Brasil”, afirma Vilma.

Antes da pandemia, o desempenho dos serviços e do comércio varejista apresentavam trajetórias e níveis similares. Mas houve um distanciamento na recuperação. O comércio varejista se recuperou rapidamente, e já se posiciona acima do nível observado antes da pandemia (fevereiro de 2020). Já os serviços, apesar de terem apresentado melhora, ainda sofrem com os efeitos da covid-19.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Economia

Arrecadação em novembro soma R$ 140,101 bilhões, diz Receita

Em relação a outubro deste ano, houve recuo de 9,79% no recolhimento de impostos

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A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 140,101 bilhões em novembro, informou nesta segunda-feira, 21, a Receita Federal. O resultado representa um aumento real (descontada a inflação) de 7,31% na comparação com o mesmo mês de 2019.

Em relação a outubro deste ano, houve recuo de 9,79% no recolhimento de impostos. O valor arrecadado no mês passado foi o maior para meses de novembro desde 2014, quando a arrecadação no 11º mês do ano foi de R$ 142,286 bilhões.

O resultado das receitas veio dentro do intervalo de expectativas das instituições ouvidas pelo Broadcast Projeções, que ia de R$ 115,00 bilhões a R$ 146,00 bilhões, com mediana de R$ 137,80 bilhões.

De acordo com a Receita Federal, o comportamento da arrecadação de novembro teve forte impacto negativo (queda de 7,40% em relação ao mesmo mês do ano passado) principalmente por causa da queda das vendas de serviços. O valor em dólar das importações também mostrou queda, de 5,23%, na mesma base de comparação. Em contrapartida, vendas de bens (6,00%) produção industrial (1,03%) registram alta ante novembro. A Receita informou ainda que entre os principais fatores não recorrentes e de alteração de legislação do mês geraram um recuo de 40,84% na comparação com novembro de 2019.

No acumulado do ano até novembro, a arrecadação federal somou R$ 1,320 trilhão, o menor volume para o período desde 2010, quando as receitas somaram R$ 1,295 trilhão no período. Devido aos impactos da pandemia de covid-19 no primeiro semestre, o montante ainda representa um recuo real de 7,95% na comparação com os primeiros 11 meses de 2019.

Desonerações

As desonerações concedidas pelo governo resultaram em uma renúncia fiscal de R$ 84,839 bilhões entre janeiro e novembro deste ano, valor maior do que o registrado em igual período do ano passado, quando ficou em R$ 64,729 bilhões. Apenas no mês de novembro, as desonerações totalizaram R$ 10,780 bilhões, acima do registrado em novembro do ano passado (R$ 8.066 bilhões).

Um fator que impacta as desonerações neste ano é a suspensão da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) que incide sobre operações de crédito.

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Economia

Governo cobra 1,2 milhão a devolver auxílio emergencial

A mensagem enviada a esse público, além de cobrar o dinheiro de volta, também orienta sobre a possibilidade do cidadão contestar a suposta irregularidade e a consequente interrupção dos pagamentos

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O governo federal envia entre esta segunda (21) e terça-feira (22) mensagens para os celulares de 1,2 milhão de pessoas solicitando a devolução de valores do auxílio emergencial recebidos de forma irregular, informou o Ministério da Cidadania.

Os beneficiários contatados por SMS já tiveram os pagamentos cancelados. A mensagem enviada a esse público, além de cobrar o dinheiro de volta, também orienta sobre a possibilidade do cidadão contestar a suposta irregularidade e a consequente interrupção dos pagamentos.

Criado para amenizar a crise financeira provocada pela pandemia de Covid-19, o auxílio emergencial pagou até nove parcelas para cerca de 68 milhões de brasileiros entre abril e dezembro. O calendário de pagamentos segue em curso.

Os créditos alvo da cobrança do governo foram considerados indevidos porque, durante o período de pagamento do auxílio emergencial, os contemplados passaram a receber um segundo benefício do governo, como aposentadoria, seguro-desemprego ou entraram no Programa emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, de acordo com averiguações realizadas pela CGU (Controladoria Geral da União) e pelo TCU (Tribunal de Contas da União).

Em alguns casos, os órgãos controladores também identificaram que os beneficiários conseguiram um emprego ou possuíam renda, valores ou bens incompatíveis com o recebimento do auxílio.

Todos aqueles que receberem a mensagem de texto poderão contestar a informação através do site da Dataprev. O período para contestação termina no próximo dia 31 de dezembro. Após este prazo, não será possível contestar, apenas proceder com a devolução do recurso recebido.

Mensagem do governo e devolução A mensagem que o governo envia para cobrar a devolução do auxílio deve conter o CPF do beneficiário e o link do site do Ministério da Cidadania. Além disso, o texto é enviado pelo número 28041. Qualquer mensagem enviada de outro número para cobrar a devolução do auxílio deve ser ignorada.

Para devolver o auxílio emergencial, o beneficiário deve acessar o site devolucaoauxilioemergencial.cidadania.gov.br e inserir o CPF.

Depois de preenchidas as informações, será emitida uma GRU (Guia de Recolhimento da União), com a qual o cidadão poderá fazer o pagamento nos canais de atendimento do Banco do Brasil, como a internet e os terminais de autoatendimento, além dos guichês de caixa das agências.

Aproximadamente 197 mil pessoas já devolveram valores recebidos indevidamente, totalizando cerca de R$ 230 milhões. O número representa as devoluções feitas pelo site e aplicativo do Auxílio Emergencial.

O canal para denunciar fraudes é o site Fala.Br, plataforma integrada de Ouvidoria e Acesso à Informação da CGU.

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Economia

Ciclo 6: Caixa paga auxílio emergencial para nascidos em junho

Cerca 3,3 milhões de brasileiros têm direito ao benefício

Brasília de Fato

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Ciclo 6: Caixa paga auxílio emergencial para nascidos em junho
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Caixa Econômica Federal paga hoje (18) o auxílio emergencial para 3,3 milhões de brasileiros nascidos em junho. O governo vai liberar R$ 1,2 bilhão para beneficiários que não fazem parte do Bolsa Família, no ciclo 6 de pagamentos do programa.

Do total, 65,6 mil pessoas receberão R$ 97,3 milhões da parcela do auxílio emergencial regular, no valor de R$ 600 (R$ 1,2 mil para mães chefes de família). Os demais, 3,2 milhões de beneficiários, serão contemplados com parcela do auxílio emergencial extensão de R$ 300 (R$ 600 para mães chefes de família), num total de R$ 1,1 bilhão.

Os recursos estarão disponíveis na poupança social digital e poderão ser movimentados pelo aplicativo Caixa Tem. Com ele é possível fazer compras na internet e nas maquininhas em diversos estabelecimentos comerciais, por meio do cartão de débito virtual e QR Code. O beneficiário também pode pagar boletos e contas, como água e telefone, pelo próprio aplicativo ou nas casas lotéricas.

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O calendário de pagamentos do auxílio emergencial é organizado em ciclos de crédito em conta poupança social digital e de saque em espécie. Os beneficiários recebem a parcela a que têm direito no período, de acordo com o mês de nascimento.

Saques e transferências para quem recebe o crédito nesta sexta-feira serão liberados a partir do dia 13 de janeiro de 2021. A partir dessa data, o beneficiário poderá retirar o auxílio emergencial no caixa eletrônico, nas agências da Caixa ou lotéricas ou usar o aplicativo Caixa Tem para transferir o dinheiro da poupança digital para contas em outros bancos, sem o pagamento de tarifas.

O auxílio emergencial – criado em abril pelo governo federal -, pago em cinco parcelas de R$ 600 ou R$ 1,2 mil, foi estendido até 31 de dezembro, por meio da Medida Provisória (MP) 1000. O auxílio emergencial extensão será pago em até quatro parcelas de R$ 300 cada; no caso das mães chefes de família monoparental, o valor é de R$ 600. Somente aqueles que já foram beneficiados e se enquadram nos novos requisitos estabelecidos na MP estão recebendo o benefício.

Parcela única

Cerca de 1,2 milhão de beneficiários que têm direito apenas à parcela de dezembro do auxílio extensão receberão os R$ 300 ou R$ 600 a partir do dia 21 de dezembro. São pessoas que receberam a primeira remessa do auxílio em julho.

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A Caixa fará os créditos para esse público da seguinte forma: 900 mil beneficiários nascidos de janeiro a setembro receberão no dia 21; 100 mil nascidos em outubro, no dia 23; 100 mil nascidos em novembro, no dia 28; e 100 mil beneficiários nascidos em dezembro, no dia 29.

Para os nascidos em janeiro e fevereiro, os saques e transferências também estarão liberados no dia 21. Já para os nascidos de março a dezembro, a data segue o calendário dos ciclos 5 e 6, com saques e transferências disponíveis em janeiro.

Beneficiários do Bolsa Família

Já os beneficiários do Bolsa Família recebem o auxílio de acordo com o calendário e critérios de pagamento do próprio programa social.

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Dessa forma, a Caixa faz hoje o pagamento de R$ 415,9 milhões da quarta parcela do auxílio emergencial extensão para 1,6 milhão de beneficiários do Bolsa Família com final de NIS número 7.

Ao todo, 15,8 milhões de pessoas cadastradas no programa foram consideradas elegíveis para a quarta parcela do auxílio extensão e receberão, no total, R$ 4,1 bilhões durante o mês de dezembro.

No caso dos beneficiários do Bolsa Família, eles recebem o valor do programa social complementado pela extensão do auxílio emergencial em até R$ 300 ou R$ 600 para mães solteiras.

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Se o valor do Bolsa Família for igual ou maior que R$ 300 ou R$ 600, o beneficiário receberá o valor do Bolsa Família, sempre privilegiando o benefício de maior valor.

As informações são da Agência Brasil

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Economia

Especialistas analisam quais são as expectativas para o mercado de investimentos no Brasil em 2021

Conheça as principais tendências que irão impulsionar o mercado

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“Para aqueles com um pouco mais de experiência, entendemos que os investimentos no exterior são uma forma de diversificar ainda mais a carteira e buscar um retorno com a retomada econômica ao redor do mundo. Ainda assim, sugerimos sempre que o investidor mantenha parte da carteira em dólar e em ouro de forma a proteger a carteira contra quedas fortes nos mercados globais, desvalorização do real frente ao dólar, entre outros fatores”, complementa. Acompanhamento especializado Com um cenário de tanta instabilidade o ideal é que na hora de realizar investimentos se tenha o auxílio de um especialista da área. Se engana quem pensa que somente famílias multimilionárias podem contar com o auxílio de uma gestora de investimentos. Com propostas transparentes e alinhadas, a Rio Claro Investimentos se destaca ao auxiliar na gestão de investimentos, planejamento familiar e estruturação patrimonial no Brasil e no exterior. “A Rio Claro Investimentos foi criada para deixar o mercado financeiro menos assustador para as pessoas, e apresentá-lo de uma forma muito mais humana e empática, e é por isso que temos o grande privilégio em ajudar tantas famílias a planejar o futuro financeiro delas”, explica João Pessine, sócio-fundador da primeira gestora de investimentos independente de Brasília.

O ano de 2020 foi um dos mais difíceis em todos os sentidos, em especial, na economia. Com a chegada da pandemia e da crise, muitos investidores começaram a resgatar ações, tendo assim uma retirada em massa, batendo um recorde negativo de investimentos. O Brasil foi um dos países que mais perdeu investimentos neste ano, cerca de 48% em relação ao mesmo período do ano passado.

O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), manteve a taxa Selic a 2% ao ano e levando em consideração que a maioria dos investimentos do país acompanham a Selic, os investimentos em renda fixa, como a Poupança, CDBs (Certificado de Depósito Bancário) e alguns títulos do Tesouro Direto passaram a render apenas 1,4% ao ano.

Os investimentos estrangeiros também despencaram em 49% em todo o mundo no primeiro semestre deste ano, segundo dados divulgados pela ONU (Organização das Nações Unidas), afetando também a nossa economia. Além disso, o dólar se manteve em alta o ano todo, acima de R$5,00, o que dificultou alguns rendimentos e transações comerciais.

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O ano de 2020 impulsionou grandes mudanças no mercado financeiro. “Com a retomada econômica e o início das vacinações contra o COVID-19 ao redor do mundo, espera-se um resultado mais forte das empresas brasileiras, tanto pela demanda interna quanto pela externa. Sendo assim, as ações brasileiras e os fundos de investimento imobiliário são um bom começo para aqueles que ainda estão em aplicações que perderam para a inflação, como a poupança”, explica Carlos Faria, gestor de investimentos da Rio Claro Investimentos.

“Para aqueles com um pouco mais de experiência, entendemos que os investimentos no exterior são uma forma de diversificar ainda mais a carteira e buscar um retorno com a retomada econômica ao redor do mundo. Ainda assim, sugerimos sempre que o investidor mantenha parte da carteira em dólar e em ouro de forma a proteger a carteira contra quedas fortes nos mercados globais, desvalorização do real frente ao dólar, entre outros fatores”, complementa.

Acompanhamento especializado

Com um cenário de tanta instabilidade o ideal é que na hora de realizar investimentos se tenha o auxílio de um especialista da área. Se engana quem pensa que somente famílias multimilionárias podem contar com o auxílio de uma gestora de investimentos. Com propostas transparentes e alinhadas, a Rio Claro Investimentos se destaca ao auxiliar na gestão de investimentos, planejamento familiar e estruturação patrimonial no Brasil e no exterior.

“A Rio Claro Investimentos foi criada para deixar o mercado financeiro menos assustador para as pessoas, e apresentá-lo de uma forma muito mais humana e empática, e é por isso que temos o grande privilégio em ajudar tantas famílias a planejar o futuro financeiro delas”, explica João Pessine, sócio-fundador da primeira gestora de investimentos independente de Brasília.

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Economia

Leilão de transmissão de energia elétrica tem deságio médio de 55,24%

A média de ofertas por lote foi de 13,5 empresas, sendo que o lote com menor número de participantes foi disputado por nove empresas

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Leilão de transmissão de energia elétrica tem deságio médio de 55,24%

O leilão de transmissão de energia elétrica realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), teve um deságio médio de 55,24% ante a Receita Anual Permitida (RAP) total estimada de R$ 1,02 bilhão, e contou com a participação de 55 empresas, sendo 37 nacionais e outras 18 estrangeiras de dez países.

Segundo o diretor-geral da Aneel, André Pepitone, o nível de competição do certame e a participação de grupos estrangeiros, são frutos do trabalho da agência e do governo, na criação de um cenário regulatório seguro para receber investimentos.

Ele também destacou a atuação técnica do órgão para tornar o ambiente de negócios previsível e estável. “Foram elementos decisivos para que as empresas pudessem realizar investimentos de longo prazo”, comentou.

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A média de ofertas por lote foi de 13,5 empresas, sendo que o lote com menor número de participantes foi disputado por nove empresas, e o de maior competição contou com 19 proponentes.

Pepitone também destacou que o leilão deve alavancar investimentos de R$ 7,3 bilhões para a construção dos empreendimentos. Segundo ele, o leilão permitirá a construção de 16 linhas de transmissão e 12 subestações.

No entanto, o valor de investimentos estimado pela Aneel pode variar, uma vez que após as companhias que vencem essas disputas costumam procurar eficiências e oportunidades de redução de custos com as obras, como meio de otimizar os investimentos e aumentar a lucratividade do ativo.

“Confirma o grande interesse da iniciativa privada, e o setor elétrico se consolida na rota dos investimentos nacionais e internacionais”, comentou Pepitone.

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Economia

Cbic diz ter alertado Guedes sobre preço de insumos e que problema é ‘gravíssimo’

O presidente da Cbic destacou como esse material é importante, por exemplo, para as obras de saneamento no País

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Cbic diz ter alertado Guedes sobre preço de insumos e que problema é ‘gravíssimo’

O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), José Carlos Martins, disse ter alertado o ministro da Economia, Paulo Guedes, que o problema de aumento de preço de insumos na construção civil se tornou “gravíssimo”. “Falei para o ministro Paulo Guedes na sexta-feira, o problema anteriormente era grave, agora transformou-se em gravíssimo esse aumento de preço”, contou nesta quinta-feira, 17, em evento de balanço dos números da construção civil.

O desafio da inflação dos insumos é apontado por Martins como único potencial “inibidor” da expectativa do setor de avançar 4% em 2021.

A expectativa de crescimento se dá pela posição do segmento, que vendeu mais imóveis em 2020 comparado ao ano passado, mas apresentou queda no volume de lançamentos. Ou seja, a construção civil terá de entregar obras no próximo ano.

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“Nós temos que entregar, estamos ‘vendidos’. Por isso consideramos que a grande ameaça para 2021 é o desabastecimento e o custo dos materiais. Como vamos ter que entregar, um acréscimo de custos pode ter um fardo muito grande nas empresas e nos contratos, com risco de judicialização”, afirmou o presidente da Cbic, que também destacou como ponto positivo de 2021 o andamento dos contratos de concessão na área de infraestrutura.

Martins exemplificou a alta dos preços pelo valor de tubos e conexões de PVC, que teve variação acumulada de janeiro a novembro de 41,11%.

O presidente da Cbic destacou como esse material é importante, por exemplo, para as obras de saneamento no País, cujos contratos ganharam impulso a partir do novo marco legal do setor “Foi votado novo marco do saneamento, mas com esse aumento do tubo de PVC, como vai investir?”, questionou Martins, que citou o risco de empresas que ganharem licitações não contratarem agora em razão dos preços. “O que precisamos nesse instante é uma previsibilidade, que os preços voltem aos patamares anteriores”, disse.

A Sondagem da Construção, realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com apoio da Cbic, demonstra o clima de temor que ronda o setor. Para os empresários ouvidos, o principal problema enfrentado no 3º trimestre foi a falta ou alto custo da matéria-prima, com 39,2% das assinalações. A alta em relação ao trimestre anterior é da ordem de 29,7 pontos percentuais, pontuou a entidade.

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“Estamos repassando o que os informes econômicos dizem, por isso nos preocupamos muito com o que vem pela frente. Acho que temos que estar muito atentos a demanda, para saber como vamos trabalhar para que isso não impacte o nosso negócio, e não coloque em risco nossas empresas”, concluiu Martins.

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Economia

Trabalhadores remotos são 9,6% dos ocupados e concentram 18,5% da massa salarial

Em outubro, havia 7,6 milhões de pessoas em trabalho remoto, o equivalente a 9,6% dos 79,4 milhões de ocupados e não afastados de seus trabalhos no período

Brasília de Fato

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Trabalhadores remotos são 9,6% dos ocupados e concentram 18,5% da massa salarial

No mês de outubro, os brasileiros que trabalhavam remotamente receberam 18,5% de toda a massa de salários efetivamente paga aos trabalhadores do País embora correspondessem a menos de 10% do contingente de ocupados, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Em outubro, havia 7,6 milhões de pessoas em trabalho remoto, o equivalente a 9,6% dos 79,4 milhões de ocupados e não afastados de seus trabalhos no período. A remuneração recebida por esses trabalhadores totalizou R$ 33,6 bilhões, dentro de uma massa salarial efetivamente recebida de R$ 181,5 bilhões pelos trabalhadores ocupados.

O Ipea usou como base os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid-19 (Pnad Covid) de outubro, apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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De todos os rendimentos recebidos pelos trabalhadores remotos, 39,1% estavam concentrados em São Paulo; 15,0%, no Rio de Janeiro; e 5,6%, no Paraná.

Se considerada a massa de renda obtida por todos os trabalhadores, inclusive os que atuavam presencialmente, a fatia dirigida às pessoas em home office alcançava 32,98% no Distrito Federal. No Rio de Janeiro, 29,14% da massa efetivamente recebida por trabalhadores do Estado eram de pessoas em trabalho remoto. Em São Paulo, 24,15% da massa salarial eram de trabalhadores remotos.

O contingente de pessoas em trabalho remoto no País diminuiu em 477 mil pessoas em relação a setembro, embora o total de ocupados tenha subido a 84,1 milhões de pessoas em outubro, 1,2 milhões de vagas a mais que no mês anterior.

O setor de serviços emprega 44,3% dos trabalhadores em home office, seguido pelo setor público (38,4%) e indústria (7,0%). No mês de outubro, 6,4 milhões dos trabalhadores remotos (84,1%) atuavam no setor formal, enquanto 1,2 milhão estava na informalidade (15,9%).

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Entre os que estavam em trabalho remoto, 65,0% eram brancos. Quanto à escolaridade, 76,0% desses trabalhadores completaram o ensino superior. Regionalmente, o Sudeste concentra 58,4% dos trabalhadores remotos, seguido por Nordeste (15,9%), Sul (14,5%), Centro-Oeste (7,9%) e Norte (3,3%).

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Economia

Dólar ignora euforia na Bolsa e sobe a R$ 5,10 com demanda no balcão e fiscal

A quarta-feira foi marcada por novos relatos de entrada de capital externo para o Brasil, em busca de investimentos na Bolsa

Brasília de Fato

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Dólar ignora euforia na Bolsa e sobe a R$ 5,10 com demanda no balcão e fiscal

O dólar teve novo dia de alta, em descompasso com a euforia vista na Bolsa, que superou os 118 mil pontos, e a queda no risco Brasil, medida pelo derivativo Credit Default Swap (CDS), que chegou a cair a 148 pontos, o menor nível em 9 meses. Profissionais das mesas de câmbio dizem que pesou nesta quarta-feira a demanda por dólar à vista, comum na reta final do ano, para empresas e fundos remeterem juros e dividendos ao exterior. Como reflexo da pressão pela demanda, as cotações no mercado de balcão ficaram acima das do dólar futuro, e o chamado dólar casado, que mede essa diferença, ficou negativo na tarde de hoje. Além disso, as mesas seguiram monitorando a questão fiscal, em dia de votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), e a relação da Câmara com o Planalto, após as novas acusações do presidente Rodrigo Maia, que chamou Jair Bolsonaro de “insensível”.

A alta perdeu um pouco de fôlego na reta final dos negócios, com a entrevista do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, que prometeu manter os estímulos extraordinários por um longo período, sinalizando que as compras de ativos podem ficar ainda maiores. “O Fed permanece comprometido em apoiar a economia”, destaca a High Frequency Economics, Rubeela Farooqi, em nota. Após Powell, o dólar passou a cair ante moedas fortes e se enfraqueceu em alguns emergentes. No fechamento doméstico, o dólar à vista encerrou em alta de 0,34%, cotado em R$ 5,1062. Já o dólar futuro para janeiro fechou estável, a R$ 5,0820.

A quarta-feira foi marcada por novos relatos de entrada de capital externo para o Brasil, em busca de investimentos na Bolsa. Este mês, até o dia 11, entraram US$ 2,602 bilhões em valores líquidos pelo canal financeiro, segundo dados do Banco Central divulgados hoje. Um diretor de tesouraria destaca que essa entrada tem ajudado a aliviar a pressão para o dólar no balcão. Os leilões diários extras de swap do BC também têm ajudado.

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Para o presidente (CEO) da BGC Liquidez, Erminio Lucci, o Brasil tem se beneficiado do fluxo internacional aos emergentes, que pegou a América Latina descontada em relação a outras regiões. O fluxo e a atuação do BC, comenta Lucci, tem ajudado a dar alívio no câmbio em um período historicamente marcado por maior pressão, por causa das remessas ao exterior e, este ano, por causa da necessidade dos bancos de desfazerem a proteção em excesso, o chamado overhedge, para ativos no exterior. A desmontagem desse hedge precisa ser feita até o final do ano. Lucci destaca que a agenda fiscal vai seguir como foco principal do mercado, como foi hoje com a votação da LDO, aprovada pelo Congresso no final da tarde. Para ele, a discussão sobre os novos presidentes da Câmara e do Senado também deve ser acompanhada de perto pelo mercado.

Como o Brasil não tem moeda forte, o estrategista em Moedas e Credito Globais e contribuidor da Ohmresearch Independent Insights, Daniel Miraglia, ressalta que a economia brasileira precisa tomar ainda mais cuidado com as contas fiscais, pois a deterioração nos preços dos ativos é rápida. Dólar, bolsa e juros tiveram melhora muito por conta de fluxo de dinheiro de curto prazo, “smart money”, para mercados emergentes como um todo, com os investidores em busca de risco, disse ele. “Para vir um fluxo específico para Brasil a grande questão para o mercado é o fiscal”, afirmou Miraglia em live nesta tarde.

Estadão Conteúdo

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