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Economia

Com dólar alto, GM aumenta preços e deve ser seguida por outras montadoras

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A alta do dólar está pesando nos custos de produção de veículos que utilizam componentes importados e haverá impacto nos preços ao consumidor. A General Motors já tem tabela pronta de reajustes a ser divulgada nos próximos dias e deve ser seguida por outras fabricantes.

“Claro que não haverá um repasse total dos custos, porque o mercado não tem condições de absorver, mas não se pode manter uma operação funcionando com prejuízo por muito tempo”, diz o presidente da GM Mercosul, Carlos Zarlenga.

Ele calcula que um automóvel com 40% de itens importados pelas montadoras e autopeças – a maioria de alta tecnologia, não produzidos no País -, teve alta de custo de 20% só com a elevação do dólar frente ao real. O impacto no preço final é de cerca de 8%.

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“A indústria ainda está se recuperando da crise econômica, atua com margens baixas (na venda dos carros) e essa nova pressão não estava nos planos de ninguém”, diz o executivo.

Na Argentina, principal cliente das montadoras brasileiras, os preços dos carros subiram 24% de janeiro até agora, principalmente por causa da valorização da moeda americana.

Além da questão cambial, Zarlenga ressalta que, no Brasil, toda a indústria está sendo impactada pelas previsões de crescimento menor do PIB, de alta na inflação e nos juros e da falta de confiança dos consumidores – que aumentou após a greve dos caminhoneiros. “Isso está refletindo nas lojas e a média de vendas está menor do que esperávamos neste mês”.

O executivo reduziu de 2,7 milhões para 2,5 milhões a 2,6 milhões a projeção de vendas do mercado total brasileiro. Outra constatação é que não será possível obter resultados positivos no balanço financeiro da GM na América do Sul. O grupo registrou prejuízos em 2015 e 2016, equilíbrio em 2017 e esperava pequeno lucro neste ano.

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Investimentos

Líder em vendas no País, a GM também adianta que neste mês perderá participação no mercado porque deixou de produzir nos dias da greve dos caminhoneiros e também porque a fábrica de Gravataí (RS) ficará parada por dez dias para preparar as linhas para início da produção de novos modelos. Com isso, deverá faltar produtos nas lojas. A maioria das versões do Onix, carro mais vendido no País, é feita nessa fábrica, assim como o Prisma.

A GM já afirmou que fará 20 lançamentos até 2022 e, para isso, precisará de um novo plano de investimentos que ainda não tem data para ser anunciado.

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“Estamos num período de incertezas que não nos dá clareza para tomarmos decisões de longo prazo”, diz Zarlenga. Entre os entraves estão a publicação da nova política industrial do setor, o Rota 2030 (parado nas mãos do governo há seis meses), a as eleições de outubro. “Não está claro se o processo de reformas necessárias para o País crescer será retomado.”

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