Dólar recua ante rivais após divulgação de dado negativo de emprego nos EUA

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O dólar oscilou nesta sexta-feira, 6, e fechou em queda ante seus principais rivais, após o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos mostrar que houve uma redução da criação de empregos no mês passado.

No fim da tarde em Nova York, o dólar recuava para 112,67 ienes, de 112,84 ienes na tarde de ontem, e o euro subia para US$ 1,1737, de 1,1708.

O mercado de trabalho americano reduziu vagas pela primeira vez em sete anos em setembro, o que sugere que a economia foi atingida pelos furacões na Flórida e no Texas. Houve um corte de 33 mil vagas no mês passado, após ajustes sazonais, informou o Departamento do Trabalho. O número encerra um período de sete anos seguidos de crescimento na geração de postos.

O salário médio por hora subiu US$ 0,12, ou 0,45%, na comparação entre setembro e o mês anterior e isso deu algum fôlego ao dólar.

Nas últimas sessões, os investidores estavam preocupados que a inflação fraca impedisse o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) de elevar as taxas de juros. Mas autoridades do BC recentemente minimizaram os dados fracos da inflação e sinalizaram que continuam à espera de uma outra elevação de juros neste ano, citando a força do mercado de trabalho, entre outros fatores.

Os mercados precificam agora uma chance de 93% de o Fed elevar os juros até o final do ano, de acordo com o CME Group. Antes do relatório as chances eram de 84%.

Juros maiores geralmente dão apoio ao dólar, tornando a moeda mais atrativa para investidores em busca de rendimentos. (Com informações da Dow Jones Newswires)

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