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Economia

Especialistas alertam para situação emergencial de concessões das rodovias

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Das rodovias da 3ª etapa, apenas uma está com o cronograma em dia. Mesmo assim, não terá fôlego, diz ABCR

Das rodovias privatizadas na chamada 3ª etapa de concessões do governo Dilma Rousseff, apenas uma está com o cronograma em dia. A MGO Rodovias, responsável pela administração, duplicação e operação da BR-050 no trecho de 436,6 quilômetros, que começa no entroncamento com a BR-040, em Cristalina (GO), e se estende até a divisa de Minas Gerais com São Paulo, no município de Delta, está com máquinas na pista.

Porém, segundo o presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), César Borges, nem mesmo a MGO vai ter fôlego para continuar com as obras se o governo não agilizar uma Medida Provisória específica para o setor.

Borges explica que, além de ter um trecho menor para duplicar, já que a rodovia tem menos de 450 quilômetros, enquanto as demais concessões têm mais de 800 km, a MGO foi beneficiada por ter assinado o contrato primeiro. “Conseguiu o empréstimo antes da conjuntura econômica começar a desandar”, ressalta o presidente da ABCR.

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A especialista em concessões de rodovias Letícia Queiroz de Andrade, sócia do Escritório Queiroz Maluf, explica que a MP que o governo costura está demorando para sair porque há dúvidas na modelagem. “Uma das soluções em estudo é um tipo de concessão que contemple só a manutenção das rodovias. Isso está em discussão na Casa Civil, no âmbito jurídico, mas não há consenso”, revela.

 

Simone Kafruni
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