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Economia

Recessão impulsiona abertura de novas empresas no e-commerce

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Segundo cálculos do próprio mercado, atualmente existem entre 40 mil a 50 mil empresas de e-commerce, sendo que 23% delas iniciaram as atividades em 2015

Embora a crise econômica tenha colocado o varejo à beira do colapso, ela também criou oportunidades. Da mesma forma que a recessão provocou o fechamento de lojas, impulsionou a abertura de novas empresas no comércio eletrônico, denominado de e-commerce.

Diante dos altos custos para se manter um comércio físico e tradicional em funcionamento — com gastos com aluguel, formação de estoque e pagamento de pessoal —, essa modalidade de varejo criou a oportunidade para os que querem empreender com menos despesas.

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Segundo cálculos do próprio mercado, atualmente existem entre 40 mil a 50 mil empresas de e-commerce, sendo que 23% delas iniciaram as atividades em 2015. De acordo com um estudo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), foi o maior nível de aberturas em um único ano. Nos seis primeiros meses, até junho de 2016, 5% das lojas on-line iniciaram as atividades.

Parte dessa expansão do e-commerce transcorreu devido a uma grande transformação no mundo dos negócios, avalia o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos. Mas ele admite que o salto tem, sim, ligação com a recessão. “Tem vários fatores que se cruzam. Um deles é a forte recessão, que afetou efetivamente os negócios e gerou um grande número de desempregados. Com isso, as pessoas passaram a buscar alternativas para se virar”, analisa.

Segundo o presidente do Sebrae, parte das empresas abertas no e-commerce é de pessoas que fecharam uma loja no comércio tradicional. “Vários mudaram do comércio de rua para o eletrônico até por uma redução do custo operacional e aumento da eficácia. É uma conjunção de fatores. Mas o principal é que a tecnologia está permitindo socorrer empreendedores que buscam alternativas”, sustenta.

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O e-commerce chegou a um patamar extremamente disseminado e não mais concentrado na internet. Afif afirma que até as redes sociais se tornaram uma porta de entrada para o empreendedorismo on-line. De acordo com o Sebrae, 72% dos empreendedores no comércio eletrônico usam as redes sociais para fechar uma venda. É o principal canal utilizado não apenas para concluir o negócio, como também para prestar atendimento ao consumidor.

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