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Economia

Felipe Salles:‘Há espaço para cortar juros. Por isso, a economia retoma antes’

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Para economista do Itaú Unibanco, não está claro que cenário já começou a melhorar. Risco é reforma da Previdência não passar

 

RIO – Economista do Itaú Unibanco, Felipe Salles afirma que o sucesso na reforma da Previdência permitirá a redução da incerteza na economia e, assim, um crescimento maior do PIB. Apesar de avaliar que ainda não está claro que a recuperação começou, ele defende que há um espaço grande para redução de juros — tanto que a previsão do banco é que a taxa básica Selic encerre o ano em 8,25%.

Qual é a situação atual da economia? O IBC-Br mostrou queda.

O quadro que se vê é de uma economia que parou de cair. Há sinais de recuperação, mas não está claro que a recuperação começou. O grande risco para o cenário é a reforma da Previdência. Passada a reforma, essa incerteza diminui.

A projeção do Itaú Unibanco para o PIB em 2017, de 1%, está acima da média do mercado. Vocês devem rever para baixo? 

Não, a projeção para 2017 não tem viés para baixo. E nossa estimativa para 2018 é de 4%, motivada pela queda de juros. O juro é um acelerador e freio, que o Banco Central usa de acordo com a necessidade da economia. Na nossa visão, hoje, a economia precisa colocar o pé no acelerador, precisa reduzir juros, porque a inflação está baixa, controlada, e vemos riscos baixíssimos de volta da inflação via demanda.

Qual é o cenário para juro?

Nossa previsão está no piso de juro, estimamos em 8,25% já no fim de 2017. Não é ser otimista. A gente vê a inflação controlada, sem risco de pressão de demanda, portanto há espaço grande para o BC cortar juros. Por isso, a economia retoma antes do que o mercado considera. Mesmo com um crescimento de 4% em 2018, ainda vai estar abaixo do nível de 2014.

Agência O Globo

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