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Economia

Rombo da Seguridade Social atingiu R$ 258,7 bi em 2016

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Número inclui déficit nas áreas de saúde, Previdência Social e Assistência Social

BRASÍLIA – O rombo nas contas na Seguridade Social atingiu R$ 258,7 bilhões (4,1% do Produto Interno Bruto, PIB) em 2016, informou nesta terça-feira o Ministério do Planejamento. O número inclui o déficit nas áreas de saúde, Previdência Social e Assistência Social. De acordo com a pasta, enquanto as receitas da Seguridade somaram R$ 613,2 bilhões, as despesas atingiram R$ 871,8 bilhões. Ainda segundo o Planejamento, o saldo negativo cresceu nada menos que 55,4% em relação a 2015. No ano anterior, o déficit foi de R$ 166,5 bilhões (2,8% do PIB).

As contas da Seguridade estão no vermelho, pelo menos, desde 2002. Naquele ano, o rombo foi de R$ 22,4 bilhões (1,5% do PIB) e superou os R$ 130 bilhões em 2013. Segundo o secretário de Orçamento do Planejamento, George Soares, a deterioração dos números é resultado do aumento das despesas.

_ A trajetória de déficits sucessivos foi ficando mais intensa ao longo do tempo. O problema não é de receita. A despesa é que gera o problema. Qualquer despesa que cresça mais do que o total da produção vai exigir um aumento de carga _ disse ele.

O secretário explicou que o maior problema da Seguridade está na Previdência, cujos gastos subiram fortemente nas últimas décadas. Somente os gastos com benefícios do regime geral de Previdência Social subiram de 5,8% do PIB em 2002 para 8,1% do PIB em 2016.

O governo decidiu dar publicidade aos números da Seguridade para defender a necessidade de reforma da Previdência Social e para rebater argumentos apresentados por algumas associações, como a Anfip (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal), que fazem cálculos alternativos e alegam que não há déficit na Previdência Social.

_ Os números rebatem algumas contabilidades criativas que são feitas por algumas associações. Não mandamos uma reforma dura, foi uma reforma necessária para estabilizar despesas _ afirmou Arnaldo Lima, assessor especial do ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira.

Lima disse que vai enviar os dados para os parlamentares que estão analisando a proposta de reforma.

Agência O Globo

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