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Economia

No Rio, supermercados suspendem compras de frigoríficos investigados e tiram produtos das prateleiras

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Pão de Açúcar, Extra, Assaí e Prezunic tomaram medidas de segurança enquanto as investigações da Carne Fraca avançam

 

RIO – Grandes redes de supermercados com lojas no Rio tomaram medidas de segurança enquanto as investigações da Operação Carne Fraca, da Polícia Federal (PF), não são concluídas. Elas vão desde a suspensão da compra dos frigoríficos fechados até o recolhimento de suas gôndolas de produtos com códigos que podem indicar irregularidades na fabricação. O Grupo Pão de Açúcar (GPA), administrador das marcas Pão de Açúcar, Extra e Assaí, suspendeu a compra das três unidades industriais interditadas, que fabricavam aves, salsicha e mortadela (uma BRF em Mineiros, GO, e duas da Peccin Agro Industrial, no PR e SC). Ao todo, 21 estabelecimentos estão sob suspeita em razão da operação realizada na sexta-feira.

Por meio de nota, o grupo informou, ainda, que repudia qualquer prática que coloque em risco a saúde de seus clientes e colaboradores e que todos os lotes recebidos em suas centrais de distribuição passam por processos internos próprios de auditoria, por amostragem, conforme orientam as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas, com testes para controle de qualidade. “Qualquer tipo de irregularidade, se identificada, resulta na devolução imediata do lote ao fornecedor em questão”, garantiu o GPA.

O Ceconsud, que administra a rede Prezunic, recolheu da área de vendas de suas lojas os produtos com códigos que indiquem risco e está aguardando uma posição dos fornecedores e autoridades. Disse entender, ainda, que as adulterações dos produtos listadas pela PF requerem análises laboratoriais microbiológicas, físico químicas ou até mesmo análise de DNA, que é utilizada para determinar a espécie presente em um determinado produto, para que sejam comprovadas. Lembrou, ainda, que o país se tornou o maior exportador de carne bovina do mundo seguindo normas rígidas e padrões nacionais e internacionais de segurança para a produção e comercialização da carne, com auditoria de órgãos brasileiros responsáveis e também das autoridades sanitárias dos países que importam a carne bovina do país. “A Cencosud repudia a adoção de práticas que não condizem com a garantia de qualidade do produto nacional”, diz a nota,

Assim como Carrefour e Walmart, o Prezunic entrou em contato com seus fornecedores citados na operação para pedir esclarecimentos. O Walmart garantiu, ainda, manter um rigoroso Programa de Qualificação e Certificação de todos os seus fornecedores de perecíveis, o que inclui certificação em Segurança dos Alimentos e auditorias, realizadas periodicamente por empresas especializadas contratadas, garantindo a procedência, a qualidade e a segurança dos produtos comercializados em todas as suas lojas. A rede tem um departamento dedicado à Segurança dos Alimentos, responsável por realizar a inspeção de toda a carga de perecíveis entregue em seus Centros de Distribuição. O Carrefour também garantiu um controle “rigoroso” para seleção e monitoramento de seus fornecedores que, dentre outros critérios, exige o cumprimento das normas regulatórias determinadas pelas autoridades competentes para produção e fornecimento de alimentos.

Agência O Globo

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