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Economia

Diretores do BC reafirmam antecipação do ciclo de distensão monetária

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Banco Central

Durante reunião realizada no Rio de Janeiro, economistas, diretores do Banco Central reafirmaram que o atual cenário econômico vai passar por uma distensão na política monetária.

Principais pontos da fala dos diretores do Banco Central em reunião com economistas:

1 – A divulgação de projeções condicionais de inflação nos cenários produzidos pelo Copom faz parte da sua comunicação. A relevância das diferentes hipóteses subjacentes às projeções varia com o estado da economia e com o momento do ciclo de negócios e da política monetária. Dessa forma, o Copom pode decidir enfatizar projeções sob determinado conjunto de hipóteses que são mais informativas em determinado momento. A exclusão das projeções no cenário com taxas de juros e câmbio constantes do Comunicado da 205ª reunião do Copom foi decidida com base nesse princípio. Esse cenário, como os outros, continuará sendo divulgado nos Relatórios de Inflação.

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2 – As notas da 205ª reunião do Copom reafirmaram o entendimento, já expresso na decisão da 204ª reunião do Copom, de que, com expectativas de inflação ancoradas, projeções de inflação na meta para 2018 e marginalmente abaixo da meta para 2017, e elevado grau de ociosidade na economia, o cenário básico do Copom prescreve antecipação do ciclo de distensão da política monetária.

3 – O ambiente com expectativas de inflação ancoradas permite ao Copom se concentrar em evitar possíveis efeitos secundários de ajustes de preços relativos que possam ocorrer ao longo do tempo. Essa prescrição é simétrica – ou seja, vale para choques favoráveis ou adversos sobre a inflação. Em particular, isso se aplica ao choque de oferta favorável nos preços de alimentos.

4 – A taxa de juros estrutural da economia brasileira depende de fatores como os listados nas Notas da 205ª Reunião do Copom. Suas estimativas invariavelmente envolvem elevado grau de incerteza e, por isso, necessariamente envolvem julgamento. As estimativas da extensão do ciclo de flexibilização monetária em curso dependem não apenas da trajetória vislumbrada para a taxa de juros estrutural da economia, mas também da evolução da atividade econômica, dos demais fatores de risco mencionados na decisão da 205ª reunião do Copom, e das projeções e expectativas de inflação.

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