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Economia

Com várias opções de financiamento, mais pessoas têm acesso à casa própria

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Com a elevação para R$ 1,5 milhão do limite do valor de imóveis que podem ser comprados o Sistema Financeiro de Habitação, mais pessoas terão acesso ao mercado. Antes de fechar negócio, é preciso checar todas as alternativas disponíveis

Ter a casa própria é um objetivo para todo mundo. Para aqueles que querem realizar o sonho, mas não têm condições de pagar pelo imóvel à vista, há várias opções de financiamento. Antes de entrar em um banco e fechar contrato de crédito, porém, é importante conhecer as linhas disponíveis, as condições e as taxas de juros.
A economista do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Ione Amorim, ressalta que é necessário analisar a capacidade de pagamento e as condições oferecidas pelo banco. Ela sugere o uso de simuladores da operação de crédito, disponíveis nos sites das instituições financeiras. É possível analisar as diferenças entre as taxas de juros e os prazos para quitar o empréstimo.
O servidor público Vinicius Pires, 33 anos, seguiu a dica à risca. Ele fez um planejamento financeiro antes de pagar as prestações do empréstimo. “As prestações vão comprometer 30% do meu salário”, diz. O percentual é o teto recomendado pelos especialistas para evitar que o orçamento doméstico seja estrangulado. Mesmo assim,  Vinicius terá de abrir mão de comprar um carro melhor e de viajar. “Estou fazendo o financiamento com minha esposa. Será nossa primeira casa, e estamos felizes com a conquista”, anima-se.
Pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH), o consumidor paga a entrada com recursos próprios e contrata crédito para o restante do valor. Também é possível usar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para entrada, abatimentos no saldo devedor ou nas prestações mensais e, ainda, para quitar o financiamento. Neste mês, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, anunciou que o limite do valor dos imóveis que podem ser financiados por esse sistema ficará em R$ 1,5 milhão em todos os estados até o fim do ano. Antes, o teto era de R$ 950 mil no Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo; e de R$ 800 mil, nas demais unidades da Federação.
Nelson Campos, executivo na Ourinvest Securitizadora, explica que o SFH limita o valor do imóvel que o cliente pode comprar, mas é o mais indicado por ter taxas de juros menores, que variam de 9,75% a 14,1% ao ano. “O SFH é adequado para pessoas que querem e podem comprar casas ou apartamentos de menor valor”, aconselha. O especialista  observa que muitas pessoas acabam optando pelo Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) por quererem um imóvel de valor mais alto. Alguns não sabem que os juros são maiores.

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