Rede Giraffas diz que só comprará ovo de galinha criada fora de gaiola

A medida segue tendência mundial de atender consumidores que pedem produtos que respeitem o bem-estar animal.

A rede de restaurantes Giraffas antecipou nesta quinta-feira, 26, ao Broadcast Agro, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, que a partir de 2025 só vai adquirir ovos de galinhas criadas fora de gaiolas.

Gigantes do setor de alimentos têm tentado se adaptar às novas exigências. Com mais de 410 lojas no País, a Giraffas utiliza cerca de sete milhões de ovos por ano no preparo de refeições e sanduíches. Para se adequar à nova política no prazo de oito anos, a empresa estabeleceu uma parceria com a Humane Society International (HSI), organização não-governamental que luta pelo bem-estar animal, na implementação de um sistema “cage-free”, que não adota gaiolas para a produção de ovos.

Inicialmente, a rede verificará entre os atuais fornecedores as empresas homologadas pela HSI. “Em regiões onde não houver fornecedores que adotem essa política de bem-estar animal, desenvolveremos um projeto em parceria com a HSI para que estes parceiros tenham suporte técnico na adaptação de seu sistema de produção”, disse, em nota, Luiz Lencioni, diretor de fornecedores do Giraffas.

Em setembro do ano passado, a rede de restaurantes Burger King também anunciou para 2025 o banimento da compra de ovos de galinha e de suínos cujas matrizes são confinadas em baias minúsculas nas maternidades. No mês seguinte foi a vez de a Arco Dorados, controladora do McDonald’s na América Latina, anunciar para 2025 a suspensão da compra de ovos de criações em gaiolas.

No início deste ano, a International Meal Company, dona do Frango Assado, Viena, Brunella e outras redes de restaurantes no Brasil, afirmou que vai deixar de comprar no Brasil ovos de galinhas criadas confinadas em gaiolas até 2022.

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