No próximo sábado, Mega da Virada vai pagar R$ 225 milhões

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Apostas podem ser feitas até as 14h do dia do sorteio, em qualquer casa lotérica; especialista ouvido pelo Correio garante que dá para ostentar bastante e ainda investir no futuro

Acordar e ter R$ 225 milhões guardados em um cofre com o seu nome. É só chegar, se identificar e começar a pensar em como vai gastar toda essa grana. Seria um jeito nada mal de começar 2017, é ou não é? Esse é o valor exato que a Mega-Sena da Virada sorteará, no próximo sábado, às 21h. As apostas podem ser feitas até às 14h do dia. Neste sorteio, o prêmio não acumula. Caso não haja ganhador com as seis dezenas sorteadas, o valor será dividido entre os que acertarem cinco números, e assim por diante. Se você é supersticioso, abra bem seus olhos. O Distrito Federal é tido como “pé-quente” quando o assunto é Mega-Sena.  Foram sete ganhadores nos últimos sete anos. O prêmio recorde, inclusive, saiu para uma aposta feita em uma lotérica do Lago Sul, em 2015.
Motorista de ônibus, Daniel Veras de Oliveira, 42 anos, é homem de fé. Nascido em Niquelândia, município goiano com pouco mais de 40 mil habitantes, a cerca de 330km de Goiânia, ele sonha com um “pedacinho de terra”. Os planos dele já estão todos na ponta do lápis. A lista inclui desde as tradicionais plantações, com o cultivo de hortaliças, verduras e frutas, até a criação de galinhas. Sonhador, o motorista pensa, ainda, em ter uma criação de peixes. De gestos calmos e brilho no olhar, Daniel já imagina tilápias, tambaquis, corvinas e lambaris que vai criar em cativeiro. “A vida no interior é mais tranquila e eu sonho com uma chácara. Me vejo criando peixes e plantando o que e a família vai comer”, revela, após investir R$ 7 em dois bilhetes.
Para a recepcionista do Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação (MCTI) Michelle Soares da Paixão Ribeiro, 32, a fezinha é garantida. Toda semana ela está lá, na lotérica mais próxima, fazendo seus jogos. Desta vez não vai ser diferente. Aliás, vai, sim. Na semana passada algo curioso aconteceu: na portaria do prédio onde trabalha, um homem entrou e, sem que ninguém perguntasse nada, disparou uma série de números, garantindo que aquelas seriam as dezenas sorteadas. Mais do que depressa, Michelle pegou bloquinho e caneta e anotou “a sorte”. A moça desembolsou R$ 3,50 para fazer a aposta da vez. Confiante de que as coisas vão melhorar, tratou de dobrar as chances, participando de um bolão com mais dois colegas. “Além dos números que ele me passou, vou jogar também um número antes e um número depois. Quero comprar a minha casa e depois, nem sei o que fazer”, explica. O chato, segundo ela, é que nem vai dar para agradecer ao “mensageiro da sorte”.

Ganhei, e agora?

O sortudo que levar para casa o prêmio de R$ 225 milhões, provavelmente, não precisará mais trabalhar pelo resto da vida. Mas qual é a melhor maneira de investir essa bolada para que ela nunca acabe? Na opinião do doutor em Economia e professor da Universidade de Brasília (UnB) Roberto Ellery Júnior, o ideal é diversificar os investimentos. “Ele pode usar uma parte para ser mais ousado. O mais recomendado, porém, é que ele busque um investimento mais conservador, que não tenha uma rentabilidade tão grande, mas que seja seguro”, afirmou.
Como exemplo de aplicação “ousada”, o docente cita a bolsa de valores. “Nesse caso, é importante buscar auxílio de um profissional, porque na bolsa você pode ganhar muito dinheiro, mas pode perder muito também”, ponderou. A principal recomendação do especialista, no entanto, é que o felizardo “aproveite a vida”, com a fortuna ganha na loteria. “Dá para tirar uns R$ 20 milhões para realizar todos os sonhos de consumo e aplicar o resto em um fundo de renda fixa, o que renderia mais uns R$ 2 milhões por mês”, finaliza.

A sorte é nossa

Em 2015, quando uma aposta feita no Lago Sul levou a bolada, o burburinho foi grande nas ruas da capital federal. “Quem será o novo milionário?”. Esta é a pergunta mais ouvida quando alguém do DF é sorteado. Nessas horas, também, o que não faltam são os engraçadinhos de plantão. “Fui eu. Beijo, Brasil. Vou para Paris”, é o que mais postam nas redes sociais.

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dezessete − dois =

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