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Economia

Bolsa sobe 38,94% em 2016 e lidera ranking; dólar cai 17,8% e fica na lanterna

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Num ano de intensas mudanças no cenário interno e externo, o mercado acionário brasileiro interrompeu um ciclo de três anos de quedas consecutivas e surpreendeu os investidores.

O Ibovespa, principal índice da BM&F Bovespa, teve – disparado – o maior ganho entre as demais modalidades de investimentos: subiu 38,94% no período, bem acima dos fundos de renda fixa, que renderam 14,3%.

Em dólar, o valor de mercado da bolsa brasileira teve a maior alta da América Latina, segundo dados da empresa de informações financeiras Economática. Até a quarta-feira, havia subido 55,09%, para US$ 706,77 bilhões. “Não dava para esperar um resultado desses para a bolsa neste ano. Foi uma surpresa”, afirmou o economista da Tendências Consultoria Integrada, Silvio Campos Neto.

Ele explica que o desempenho da BM&FBovespa em 2016 é resultado da mudança de governo, da nova política econômica e da renovação na gestão das estatais, como Petrobras, Eletrobras e Banco do Brasil, que têm peso grande na bolsa. “O mercado antecipou as expectativas com a mudança de governo e retomada da economia.” Também houve um movimento positivo em relação às commodities, o que beneficiou o mercado brasileiro.

Nesse cenário, os outros investimentos perderam de longe para a bolsa. O câmbio, que em 2015 foi campeão de rentabilidade, neste ano ficou em último lugar no ranking de investimentos produzido com dados do Broadcast e do administrador de investimentos Fabio Colombo. O dólar caiu 17,88%, a maior perda desde 2009. O ouro teve o segundo pior resultado do ano, com queda de 12,32%.

Os fundos DI renderam 14,16%. Os títulos indexados ao IPCA, que mescla juros e variação da inflação, tiveram rentabilidade de 13,45% e continuam sendo uma opção interessante de longo prazo, afirma Fabio Colombo. A tradicional caderneta de poupança fechou o ano com ganho de 8,3%. As três opções conseguiram superar a inflação, que foi de 7,17% pelo IGP-M e deve chegar a 6,3% pelo IPCA, de acordo com expectativas do mercado.

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