Meirelles diz que ‘se limitava a prestar consultoria’ à J&F

Empresa é a controladora da JBS, um dos alvos da operação Greenfield, deflagrada na segunda-feira pela Polícia Federal

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou na noite desta terça-feira que nunca exerceu função executiva na holding J&F e na Eldorado Brasil, envolvidas na operação Greenfield da Polícia Federal, que investiga suspeita de fraude nos fundos de pensão de empresas estatais.

“Meirelles foi membro do Conselho Consultivo da J&F e nunca dirigiu esta empresa ou a Eldorado. Ele se limitava a prestar consultoria, cujos serviços foram concentrados na montagem do Banco Original”, disse o Ministério em nota de esclarecimento.

Após do período de consultoria, informa o texto, Meirelles “assumiu temporariamente, e de forma transitória, a presidência do Conselho de Administração da J&F. Em nenhum momento, porém, exerceu quaisquer funções executivas na empresa”. A nota ressalta que atualmente o ministro não tem qualquer relação com essas empresas.

A Polícia Federal deflagrou na segunda-feira a operação Greenfield, que tem como objetivo apurar suspeita de crimes de gestão temerária e fraudulenta dentro dos fundos de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, Petrobras, Correios e Caixa Econômica Federal.

O empresário Wesley Batista, presidente-executivo da empresa de carnes JBS, controlada pela J&F, foi um dos alvos de mandados de condução coercitiva na operação. A J&F confirmou a presença da Polícia Federal na sua sede e da Eldorado Brasil por ocasião da operação.

“O contrato de consultoria com a J&F estipulava que Meirelles não participava da gestão e não tinha acesso aos dados internos da empresa”, disse a nota da Fazenda. “Suas sugestões como consultor restringiam-se a assuntos do Banco Original ou para algum movimento estratégico, particularmente fora do Brasil, sobre o qual a J&F demandasse sua opinião.”

(Com Reuters)

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