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Ipea: desde 2014, desemprego afetou principalmente os mais jovens

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Entre o primeiro trimestre de 2014 e o segundo de 2016, desemprego de pessoas com idades entre 14 e 24 anos passou de 16,8% para 26,7%, diz estudo

O aumento do desemprego afetou os trabalhadores de forma generalizada, mas foi particularmente mais danoso para os mais jovens, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresentado nesta terça-feira. O estudo levou em conta dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Ministério do Trabalho registrados entre o primeiro trimestre de 2014 e o segundo trimestre deste ano.

Nesse intervalo, o desemprego dos brasileiros com idades entre 14 e 24 anos passou de 16,8% para 26,7%. No mesmo período, o desemprego geral no país cresceu de 7,2% para 11,3%. Na faixa entre 25 e 59 anos, a fatia de desocupados subiu de 5,2% para 9,1% entre o primeiro trimestre de 2014 e o segundo de 2016. Entre as pessoas com mais de 59 anos, ela cresceu de 2% para 4,7%.

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Em outras segmentações, o maior número vagas perdidas se concentrou no Nordeste, entre as mulheres, as pessoas que não são chefes de família, com ensino médio incompleto, e nas regiões metropolitanas. Mas grupos mais estáveis, como chefes de família e pessoas com mais de 59 anos, tiveram um aumento significativo na porcentagem de desempregados em comparação com o período anterior à crise.

Para José Ronaldo Júnior, coordenador da pesquisa, a tendência agora é que o ritmo de queda perca força, mesmo que a atividade ainda não tenha se recuperado. E é provável que os mais velhos sejam os primeiros a voltar com a retomada da criação das vagas. “Aqueles com idade entre 50 e 59 anos talvez sejam beneficiados por terem mais experiência e estarem na idade mais produtiva”, avalia.

A pesquisa mostra também que o aumento do desemprego é resultado de uma maior perda entre os que têm carteira assinada, o que indicaria aumento da informalidade do mercado de trabalho. Segundo o Ipea, a queda na renda afetou mais aqueles que ganham menos que um salário mínimo.

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