Com fim da recessão, comércio aposta em fortes vendas para o Natal

Comércio aposta que, com o fim da recessão, consumidores tendem a ampliar as compras. Por isso, decide reforçar os estoques. A aposta é de que, mesmo vendendo produtos mais baratos, o faturamento de fim de ano será melhor que o de 2015

Rodolfo Costa

Com a confiança dos consumidores em alta, varejistas já estão se preparando para o Natal. Para eles, a data comemorativa — a principal em termos de vendas — deverá render ganhos melhores em comparação a 2015, quando a recessão se alastrou. No início de setembro do ano passado, os comerciantes nem pensavam nas encomendas à indústria. Agora, a ordem é reforçar os estoques. “É claro que o varejo não terá uma retomada forte neste Natal. Mas deverá registrar um crescimento pequeno, o que será um ganho e tanto depois de um período tão longo de retração nas vendas”, disse o presidente do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), Roque Pellizzaro Júnior.

Após frustrações nas datas comemorativas do primeiro semestre — o Dias das Mães e a Páscoa foram frustrantes —, Pellizzaro garante que os lojistas estão melhores adaptados à realidade de desemprego em alta e queda dos rendimentos das famílias. “Os varejistas adequaram o mix de produtos e a estrutura de financiamento das vendas dentro desse novo perfil. As empresas estão conseguindo projetar um Natal sabendo que o consumidor terá uma renda menor disponível. Mas isso não desanima. Há uma luz no horizonte, o que não víamos até bem pouco tempo”, afirmou.
A perspectiva é de que ocorram mais transações nas lojas, mas com valor médio menor. Ou seja, será um Natal de mais lembrancinhas. Em 2015, segundo a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e o SPC Brasil, o tíquete médio das mercadorias foi 22% menor que o verificado em 2014, já descontada a inflação do período. Embora ainda não seja possível precisar quanto o gasto médio cairá este ano, Pellizzaro reforçou que o recuo está contratado. “Os próprios departamentos de móveis e eletrodomésticos já mexeram na estrutura. Estão mais voltados para vender produtos mais baratos, que, nos bons tempos, dificilmente eram encontrados nas lojas no fim de ano”, frisou.

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