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Economia

Bancários reabrem negociação com a Federação Nacional dos Bancos

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7,4 mil agências param e Fenaban convoca reunião com trabalhadores

A adesão à greve dos bancários superou as expectativas e conquistou a atenção das instituições financeiras. Ontem, no primeiro dia da paralisação nacional, 7.359 agências ficaram com as atividades suspensas — 31,3% do total das unidades ativas e monitoradas pelo Banco Central (BC0 —, segundo levantamento realizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). O número representou um recorde para o período. Diante da mobilização, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) resolveu retomar as negociações na próxima sexta-feira, em reunião marcada com os trabalhadores às 11h, em São Paulo.
Para o presidente da Contraf-CUT, Roberto von der Osten, a sinalização dos banqueiros mostra a força do movimento grevista. “Sem dúvida foi uma reação à paralisação”, disse o representante dos bancários, reforçando que a categoria está aberta a diálogo, mas não tolerará propostas sem ganhos salariais reais à categoria.

A proposta da Fenaban é de 6,5%, além de um abono de R$ 3 mil, participação nos lucros, aumento no vale-alimentação e no vale-refeição. A entidade patronal alega que, somando os dois, o reajuste chega a 15% para algumas faixas salariais. “Esses e outros benefícios pagos aos bancários estão entre os mais altos do mercado”, sustentou. A Contraf-CUT, entretanto, entende que a oferta representa perdas de 2,8% para os trabalhadores, por estar abaixo da inflação projetada em 12 meses até agosto para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), de 9,57%. Além da reposição salarial, os trabalhadores exigem um aumento real de 5%.

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O primeiro dia de greve dos bancários causou poucos transtornos aos consumidores. Na saída das agências, uma grande maioria alegava que realizam muitas operações pelos terminais eletrônicos, aplicativos de celulares oferecidos pelos bancos ou pelo internet banking. Mas houve quem ficasse prejudicado, como o cobrador de ônibus Carlos Santos, 42 anos. Ele, que precisava sacar o benefício do auxílio-doença após ter ficado dois meses encostado pelo INSS, ficou surpreso e sem o dinheiro. “Não estava sabendo da greve.

 

Preciso urgente pagar a prestação do meu carro. Agora, não sei o que fazer”, lamentou. O Banco de Brasília (BRB), onde o trabalhador tem conta, informou que, para transações financeiras, a instituição disponibiliza os serviços por meio de outros canais: autoatendimento, telebanco, Banco 24h, mobile e BRB Conveniência.

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