GDF declara estado de calamidade pública na capital

Pandemia de covid-19 preocupa o Poder Público. Entenda o que muda agora com a calamidade pública decretada na capital federal

O Governo do Distrito Federal (GDF) publicou um decreto que declara estado de calamidade pública na capital em decorrência da pandemia de covid-19.

O decreto, publicado no Diário Oficial (DODF) nesta segunda-feira (29), vai valer enquanto perdurar os efeitos da pandemia no Distrito Federal.

Desta forma, o DF passa a ter acesso a verbas do governo federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento. O GDF também fica livre para não cumprir as metas da Lei de responsabilidade Fiscal (LRF), podendo redirecionar investimentos para ações de combate ao coronavírus.

O Executivo local também poderá antecipar benefícios sociais, liberar seguros e prorrogar empréstimos.

A última atualização da Secretaria de Saúde mostra que o DF tem 44.950 casos de infecção e 548 mortes pelo novo coronavírus. Só no domingo (28), foram registrados 2.139 novos pacientes.

Risco de colapso

Além do alto número, um panorama dado por um cirurgião-geral do Hospital de Base preocupa o Poder Público. Um áudio, obtido pelo site O Antagonista, mostra o médico Lucas Seixas comunicando que se esgotaram as vagas em hospitais públicos e privados da capital

“Estamos com 100% de ocupação dos nossos ventiladores. Gostaria que vocês unissem forças para dar as altas necessárias”, pede o médico. “Vamos aguentar firmes, todos unidos, porque o pico chegou e esta semana será muito difícil.”

O cirurgião-geral afirma que sugeriu às autoridades um lockdown de 15 dias, entre 30 de junho e 14 de julho, “para que a gente tenha uma diminuição gradativa dos leitos com ventilação e a segunda semana de julho seja mais tranquila, mesmo que a gente postergue um pouco mais a crise intra-hospitalar”, disse Lucas Seixas.

Falta de medicamentos

Os estoques de Dormonid e Pancurônio, medicamentos utilizados para manter sedados os pacientes em estado grave de covid-19 que estão entubados, estão em níveis críticos. De acordo com fiscalização realizada pela Comissão de Direito à Saúde da Ordem dos Advogados (OAB-DF), na última sexta-feira, dia 26 de junho, havia apenas 16 caixas dos dois medicamentos em estoque. 

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