Defesa apresenta petição acusando jurada de mentir no caso do Crime da 113 Sul

Para Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, jurada compartilhou fake news sobre ele em 2018 e disse perante ao júri que não o fez

A defesa técnica da arquiteta Adriana Villela apresentou, nesta sexta-feira (4), uma petição pedindo a anulação do julgamento que condenou a arquiteta a 67 anos e 6 meses de prisão pela morte dos pais em 28 de agosto de 2009. O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, acusa uma jurada de espalhar fake news contra ele nas redes sociais em 2018.

 

A jurada acusou Kakay de ser advogado de Adélio Bispo, suspeito de esfaquear o então candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) no ano passado. No dia 25 de outubro de 2018, a mulher compartilhou uma publicação de um grupo no Facebook batizado de Somos Todos Bolsonaro, na qual o advogado aparece ao lado de Fernando Haddad com a legenda “Um dos advogados de Adélio”. 

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Apesar de, na petição, haver um print de tela mostrando a postagem, a jurada teria negado perante ao juiz que disseminou fake news. Para Kakay, trata-se de uma das situações mais graves que ele viu em toda a vida. “O que interessa é o que foi constatado de maneira insofismável: uma jurada mentiu ao Tribunal. Traiu a Constituição”, afirma o advogado de Adriana Villela. 

Dada a escolha da jurada que carrega tal polêmica, a defesa da arquiteta acredita que o júri precisa ser imediatamente anulado. “A defesa, com tristeza, após participar do júri mais longo de Brasília, com todo o desgaste que isto significa, tem a absoluta certeza jurídica de que, em nome do estado democrático de direito, não há outra saída senão a anulação imediata do júri. É a consequência lógica é inevitável”, conclui Kakay.

Condenação

Depois de dez anos e após dez dias de Tribunal, a arquiteta Adriana Villela foi condenada pelos jurados do Júri Popular na última quarta (2), após a análise de 23 quesitos. A ré foi imputada por encomendar a morte dos pais, assassinados no dia 28 de agosto de 2009. Ela deverá cumprir 67 anos em regime fechado pelo homicídio triplamente qualificado de José Guilherme Villela (pai) Maria Villela (mãe) e Francisca Nascimento Silva (empregada da família).

Os outros três envolvidos já condenados pelo Tribunal do Júri tiveram as seguintes penas: 62 anos para Paulo Cardoso Santana; 60 anos para Leonardo Campos Alves; e 55 anos para Francisco Mairlon. Ambos foram condenados por ir até onde os Villela viviam, na SQS 113. Com base em informações supostamente passadas por Leonardo e Adriana, eles atacaram as vítimas com 73 facadas e, para simular um crime de latrocínio, eles levaram joias no valor de R$ 10 mil e US$ 70 mil em espécie.

A motivação, para a Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri, seria um motivo torpe: Adriana queria se vingar dos pais pelos frequentes desentendimentos financeiros. Ela dependia economicamente deles e recebia mesada, mas considerava o valor baixo. O homicídio de Francisca ocorreu como queima de arquivo, pois ela poderia identificar os autores posteriormente.

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