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Após disputa no Senado, Lorenzoni faz acenos a MDB

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Articulador político do Palácio do Planalto, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, vestiu o figurino “paz e amor” e disse nesta segunda-feira, 4, que não vai brigar com o senador Renan Calheiros (MDB-AL).

Após participar de cerimônia na Câmara para entregar a mensagem do presidente Jair Bolsonaro ao Congresso, na reabertura dos trabalhos do Legislativo, Onyx afirmou que Renan o chamou para o confronto porque queria transformar o Senado em uma “cidadela de resistência do PT”.

Mesmo com a disputa acirrada, que no sábado terminou com a derrota de Renan para Davi Alcolumbre (DEM-AP), novo presidente do Senado, o Palácio do Planalto precisa do apoio do MDB no Congresso e não quer que o episódio prejudique o relacionamento com o partido. Com 13 senadores, a sigla tem a maior bancada na Casa.

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“O MDB é importante para o Brasil há muitas décadas e é evidente que vamos buscar o diálogo”, disse Onyx.

No Planalto, a palavra de ordem é “não queimar pontes” com o MDB. O governo vai investir no racha da bancada – já que uma parte não endossou a candidatura de Renan – para conquistar adesões a propostas consideradas prioritárias, como a reforma da Previdência.

Na prática, a eleição de Alcolumbre, após uma sessão marcada por bate-boca e até denúncia de fraude, representou a vitória do governo de Jair Bolsonaro e, principalmente, de Onyx, que foi avalista do senador do DEM.

“Davi Alcolumbre é o Jair do Senado. Era improvável e acabou vencedor”, comparou o ministro. “Havia um projeto que dominava o Congresso há 24 anos (…) de transformar o Senado em uma cidadela de resistência do PT, aliada ao Golias que o Davi derrubou. Era uma cidadela para impedir que a voz das ruas chegasse ao Congresso”, emendou ele.

Nos bastidores do Congresso, não há dúvidas de que Renan será agora o líder da oposição ao Planalto. Apesar desse receio, porém, interlocutores de Bolsonaro avaliam que o fato de o senador ser pai do governador de Alagoas, Renan Filho, pode acabar diminuindo sua revolta, já que os Estados sempre precisam de recursos da União.

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Questionado pela reportagem sobre uma das últimas frases do senador após a queda de braço com Alcolumbre – “Você pode até tirar o velho Renan de cena, mas nunca matá-lo” -, Onyx preferiu não esticar a disputa. “Ele tentou me chamar para a briga, mas demos a resposta na urna. Eu estou na paz”, disse o ministro.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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