Luz na corrupção do transporte coletivo a partir do estado do Paraná

reajuste de passagens

A suspensão do edital bilionário do transporte público no estado de São Paulo é reflexo de investigação do Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF) que expõe um cartel de empresas atuando sob fraudes com corrupção em vários estados, comandado pelo grupo do empresário Nenê Constantino.

Por Mino Pedrosa

O Tribunal de Contas do Município de São Paulo suspendeu a mega licitação do transporte coletivo na capital paulista. O relator de assuntos de transporte público Edson Simões, enumerou 90 itens que tem de ser revistos no edital. No ano passado, o sistema custou R$ 7,8 bilhões. No Paraná o MPF e a PF exploram a delação premiada do advogado Sasha Reck, responsável pelas fraudes nos certames do Paraná e do Distrito Federal.

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O advogado detalhou como se deu a fraude no certame brasiliense e apontou o grupo do empresário Nenê Constantino como beneficiário da fraude no governo petista de Agnelo Queiroz (PT-DF). A justiça determinou que o atual governador, Rodrigo Rollemberg cancelasse o contrato com as empresas responsáveis pela fraude e abrisse um novo certame excluindo o cartel que hoje monopoliza o transporte coletivo inclusive a bilhetagem. Caixa preta que patrocina campanhas políticas e permite o desvio de milhões de reais dos cofres públicos. Rollemberg desconsiderou a decisão judicial permitindo a continuidade do grupo que fraudou o certame no DF.

 

O esquema que desvia milhões em corrupção no sistema de bilhetagem no DFTrans tem como canal a empresa Transdata um dos braços do grupo de Nenê Constantino que soma várias empresas formando o cartel. A Polícia Civil e MP fazem operação contra fraudes no transporte público no DF. Mas, até agora a rede só conseguiu pegar bagrinhos. Os tubarões como a primeira dama, Márcia Rollemberg e Victor Forest, genro de Nenê Constantino e representante do cartel ainda nadam de braçadas neste mar de lamas do transporte coletivo envolvendo o DFTrans.

A primeira dama Márcia Rollemberg, foi citada em inquérito policial junto a Cooperativa que encabeça as fraudes na bilhetagem. Vitor Forest atua nas sombras da empresa Transdata responsável pela bilhetagem no DF. Vale a pena lembrar que o ex-secretário de transporte e ex-presidente do PSB-DF Marcos Dantas também é citado em vários depoimentos como sendo o principal arrecadador no desvio criminoso de bilhetagem de Brasília.

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O nome de Marcos Dantas aparece em depoimentos de dois integrantes da ORCRIM, Vinicius Volpon e Alexandre Lopes de Alencar, que neste momento são colaboradores em delação premiada, desbaratando todo o esquema em inquérito da Polícia civil. Além do DFtrans, a empresa Transdata, responsável pelo sistema eletrônico terá de ser acionada. “Essas organizações criminosas descobriram uma mina de ouro. Se aproveitaram da extrema fragilidade do sistema”, diz a promotora de Defesa do Patrimônio Público e Social (Prodep) do Ministério Público do DF Helena Daher.

A estimativa da polícia é de que os desvios desde 2014 ultrapassem R$ 1 bilhão de reais no DF. A Justiça autorizou que a investigação tenha acesso ao banco de dados do sistema administrado pelo DFTrans para analisar o tamanho do rombo nos cofres públicos.

O MPF está acompanhando com lupa os inquéritos da PCDF que já constatou a fraude o desvio de milhões dos cofres públicos envolvendo a direção do DFTrans no governo  de Rodrigo Rollemberg. Resta saber se a bomba estoura antes das eleições de 07 de outubro. Onde será defino quem vai comandar GDF nos próximos quatro anos.

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