Siga o Jornal de Brasília

Destaque

Ex-senador Luiz Estevão seria ‘manda-chuva’ no sistema prisional do DF

Publicado

em

Segundo a Polícia Civil, a biblioteca da ala em que Estevão divide cela com José Dirceu parece um escritório do ex-senador

ex-senador Luiz Estevão teria papel de manda-chuva no Sistema Penitenciário do Distrito Federal. Segundo a Polícia Civil, a biblioteca da ala em que o preso divide cela com José Dirceu parece um escritório do ex-empresário.

No local de acesso comum a detentos, há pilhas de documentos de interesse dele. No meio da estreia brasileira da Copa do Mundo no domingo (17), uma operação foi deflagrada para identificar irregularidades. “Se houvesse regalia, sabíamos que seria o momento ideal”, afirmou Thiago Boeing, delegado da Divisão de Repressão a Facções Criminosas (Difac).

▼ CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE ▼

“Temos indícios que o ex-senador desempenhe papel de liderança e tenha regalias. Encontramos uma anotação de Dirceu pedindo que Luiz Estevão conseguisse visita fora do horário. Isso demonstra que ele achava que o colega de cela teria influência para conseguir esse tipo de coisa”, explica o delegado. Enquanto as demais celas têm grupos de sete a dez detentos, o ex-empresário vivia com folga dividindo a área com apenas uma pessoa.

Leia também:  FAP-DF abre dois novos programas de bolsas

No momento da operação, Luiz Estevão ainda tentou se livrar de cinco minipendrives portados irregularmente. Ele teve negado o pedido de ir ao banheiro e deixou os objetos caírem ao colocar a mão na cabeça. Ainda não se sabe como ele usaria esses itens. Na cela, ainda tinha anotações, uma tesoura, chocolates e cereais. “Chamado para prestar esclarecimentos, ele ficou tranquilo e disse que os objetos já estavam lá anteriormente”, contou o delegado. Além do conteúdo dos itens apreendidos, os investigadores querem descobrir quem facilitou a entrada dos alimentos e das mídias.

A operação

▼ CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE ▼

Fernando César Costa, chefe da Coordenação de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado da Polícia Civil do DF (Cecor) conta que a operação teve início em janeiro deste ano, após denúncias de uma série de ameaças contra servidores públicos do DF, como juízes e delegados. “A investigação veio verificar a veracidade dessas informações e o alcance disso. Vimos que as ameaças não existiam. Eram bravatas de presos no interior do sistema penitenciário”, diz.

Leia também:  GDF já distribuiu 167 mil canetas aplicadoras de insulina

Jéssica Antunes
Jornal de Brasília

Continue lendo
Publicidade
Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *