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Dólar recua 5% e fecha a semana a R$ 3,70 após forte atuação do BC

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Moeda deu trégua e caiu com força nesta sexta-feira (8), após três altas seguidas que levaram a cotação ao maior nível desde 2 de março de 2016.

O dólar perdeu mais de 5% nesta sexta-feira (8), interrompendo três dias de forte alta que levaram a moeda ao maior nível desde março de 2016. O recuo veio após anúncio, na véspera, feito pelo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, de que serão usados todos os instrumentos “necessários” para conter a pressão sobre o câmbio.

A moeda norte-americana caiu 5,50%, vendida a R$ 3,7074. Na mínima do dia, o dólar alcançou R$ 3,6954.

Já o dólar turismo era vendido ao redor de R$ 3,87.

Apesar da forte alta recente, a moeda acumulou queda de 1,54% na semana. No mês de julho, o dólar recua 0,75%. Já no acumulado do ano, tem valorização de 11,89%.

Na noite passada, o BC informou que serão ofertados US$ 20 bilhões adicionais em swaps cambiais tradicionais – equivalentes à venda futura de dólares – até o fim da próxima semana. E acrescentou que, se necessário, poderá fazer leilões de linha, venda de dólares com compromisso de recompra, ou até mesmo vender dólares das reservas no mercado à vista.

Nesta sessão, o BC vendeu integralmente o lote de até 15 mil novos swaps, e também a oferta integral de até 60 mil contratos. Dessa forma, já injetou US$ 10,3 bilhões neste mês no mercado. Desde que começou a ofertar novos contratos de swap, no dia 14 de maio passado, o BC havia injetado no sistema até a véspera o equivalente a pouco mais de US$ 14 bilhões.

E ainda vendeu os 8.800 swaps para rolagem do vencimento de julho, já somando US$ 2,640 bilhões do total de US$ 8,762 bilhões que vencem em julho. Se mantiver esse volume até o final do mês, rolará integralmente o total.

Com a forte volatilidade no mercado financeiro na véspera, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, disse na quinta-feira que o BC vai utilizar todos os instrumentos “necessários” para conter a pressão sobre o câmbio.

Nesta sexta, Goldfajn, voltou a dizer que o regime de câmbio é flutuante, mas admitiu que os riscos inflacionários aumentaram e que isso será avaliado na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), colegiado que define os juros básicos da economia, em 19 e 20 de junho. Atualmente, a taxa Selic está na mínima histórica de 6,5% ao ano.

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