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Após decisão da Alerj, Jorge Picciani, Melo e Albertassi já estão em liberdade

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RIO — Eles saíram em um carro com vidros escuros. Os peemedebistas ficaram menos de 24 horas na cadeia, já que chegaram ao presídio por volta das 19h de quinta-feira.

Os deputados estaduais Jorge Picciani, presidente da Alerj, Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do PMDB, deixaram a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, por volta das 18h desta sexta-feira, menos de duas horas após a decisão da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) suspendendo a prisão.

Mais cedo, por 39 votos a 19 e uma abstenção, a Alerj decidiu retirar Picciani, Melo e Albertassi da cadeia. A mesma decisão garantiu aos três a permanência do mandato, desfazendo a decisão da segunda instância do Judiciário no Rio.

A possibilidade de rever a prisão já era garantida pela Constituição. Mas a análise da Alerj sobre a perda de mandato foi baseada em jurisprudência recente criada pelo Supremo Tribunal Federal, durante julgamento sobre o senador Aécio Neves, no mês passado. Alerj, em esmagadora maioria aliada de Picciani, montou uma estratégia de guerra para proteger o presidente da Casa, que incluiu uma sessão secreta (e relâmpago) na Comissão de Constituição e Justiça, antes do plenário.

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Apenas assessores assistiram a votação. Apesar da decisão da Justiça de permitir a manifestantes acesso às galerias, não houve tempo: o processo foi rápido, e a oficial de Justiça chegou a ser barrada na porta da Alerj, quando tentava notificar a Casa sobre a decisão.

Do lado de fora, houve confusão entre policiais militares e um grupo de manifestantes. Das escadarias da Alerj, PMs dispararam com balas de borracha e arremessaram rojões. Houve correria. A confusão durou cerca de 30 minutos e se espalhou pelas ruas no entorno da assembleia. Por conta dos confrontos, lojas fecharam as portas mais cedo.

 

Na saída dos deputados da Alerj, houve mais tumulto. A confusão, dessa vez, foi na Praça XV. Comerciantes do local desmontaram às pressas suas barracas. Muito assustada, uma vendedora mostrou suas bolsas de pano, que estavam penduradas para a venda, perfuradas por balas de borracha. Os projéteis ainda estavam espalhados pelo chão.

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AGÊNCIA O GLOBO

 

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