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Janot diz que não há dúvidas de que Temer cometeu ‘crime de corrupção’

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Temer e Aécio agiam juntos para impedir avanço da Lava Jato, diz Janot

Procurador-geral fez afirmação em parecer enviado ao STF no qual defendeu que ex-deputado Rocha Loures continue preso. Para a PGR, Rocha Loures representou interesses do presidente com a J&F.

As vésperas de apresentar denúncia contra o presidente Michel Temer, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) que, na visão dele, não há dúvidas de que o peemedebista cometeu “crime de corrupção”.

A análise do chefe do Ministério Público foi incluída no parecer de 93 páginas que Janot encaminhou na semana passsada à Suprema Corte recomendando que o ex-deputado e ex-assessor especial do Palácio do Planalto Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) continuasse preso pela Lava Jato.

No parecer, Janot ressaltou que Rocha Loures e Temer atuaram conjuntamente para atender às demandas dos executivos do Grupo J&F – dono do frigorífico JBS – em troca de propina. O procurador-geral chegou a destacar no documento que o ex-deputado representou os “interesses” do presidente da República “em todas as ocasiões que esteve com os dirigentes do conglomerado empresarial.

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“Rodrigo Loures representa os interesses de Michel Temer em todas as ocasiões em que esteve com representantes do Grupo J&F. Através dele, Temer operacionaliza o recebimento de vantagens indevidas em troca de favores com a coisa pública”, escreveu Janot no parecer.

“Note-se que em vários momentos dos diálogos travados com Rodrigo Loures, este deixa claro sua relação com Michel Temer, a quem submete as demandas que lhes são feitas por Joesley Batista e Ricardo Saud, não havendo ressaibo de dúvida da autoria de Temer no crime de corrupção”, complementou.

Ainda de acordo com o chefe do Ministério Público, Temer operacionalizou o recebimento de “vantagens indevidas em troca de favores com a coisa pública” por meio de Rocha Loures.

Segundo Janot, a permanência do peemedebista no comando da Presidência da República contribui para que haja continuidade nos crimes de corrupção.

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No parecer, o procurador afirma que as provas obtidas pela PGR reforçam a narrativa de que o destinatário final da propina não era Rocha Loures, e sim Michel Temer. O presidente, conforme Janot, era tratado como “presidente” ou “chefe”.

“As provas trazidas aos autos reforçam a narrativa dos colaboradores de que em nenhum momento o destinatário final da propina era Rodrigo Loures. A vantagem indevida, em verdade, destinava-se a Michel Temer, a quem os colaboradores e o próprio Loures se referem como ‘chefe’ ou ‘presidente’”, relatou no documento o procurador-geral.

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