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Padilha diz que só falará sobre denúncias em depoimento à Justiça

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Eliseu Padilha

Ministro diz ao GLOBO que seu caso não se aplica à linha de corte de Temer na Lava-Jato

BRASÍLIA – Em conversa com O GLOBO, na tarde desta segunda-feira, o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) disse que só falará sobre citações de que recebeu recursos de caixa 2 no âmbito da Operação Lava-Jato “quando e se” for chamado pela Justiça para se defender e prestar esclarecimentos. De volta a Brasília depois de 13 dias de licença médica, por ter se submetido a uma cirurgia para a retirada da próstata, o peemedebista afirmou que não fará declarações baseadas em um “delator”, em referência a José Yunes, advogado e amigo do presidente Michel Temer.

— Só vou falar quando e se eu for chamado para depor, num eventual depoimento. Não vou falar sobre o que não existe. Citação não é motivo para nada — disse Padilha.

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O ministro reforçou que Temer já definiu o posicionamento do governo quanto aos integrantes do governo envolvidos na Lava-Jato. Lembrou que os investigados se afastarão temporariamente e os que se tornarem réus serão demitidos. Padilha observou que seu caso não se aplica a nenhuma das linhas de corte.

A pessoas próximas, Padilha criticou pressões internas e externas que Temer recebeu para nomear um substituto na Casa Civil enquanto se recuperava da cirurgia. Na leitura do ministro, o fato de o presidente não atender a pedidos feitos dentro do Palácio do Planalto e por congressistas, foi um sinal claro de confiança.

Mais cedo, o ministro disse que continuaria em silêncio sobre a acusação feita contra ele pelo advogado José Yunes.

— Não vou falar sobre o que não existe. Está tudo baseado num delator. Qualquer fala agora vai ser prejudicial à investigação e a mim.

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No primeiro dia de trabalho na volta da licença, Padilha disse que sentia dores, comparando o corte a que foi submetido a uma espécie de cesárea. Com adicional, disse, contando que além do abdômen, a bexiga foi cortada para a retirada da próstata.

Agência O Globo

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