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Cuidados para garantir a segurança dos pets durante a queima de fogos

Brasília de Fato

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Com o barulho dos fogos, cães e gatos podem ficar atordoados. Especialista recomenda algumas medidas para evitar que cães e gatos fujam ou fiquem feridos enquanto buscam proteção

Se para muitos uma das principais atrações do Réveillon é a queima de fogos de artifício, para quem tem pets, a pirotecnia gera preocupação. Isso porque provoca barulhos que incomodam cães e gatos, gerando medo e ansiedade nos animais. Especialistas dão dicas sobre os cuidados para garantir a segurança e o bem-estar dos bichinhos durante a virada do ano.

Como se estivesse ao lado de uma grande explosão. É assim que se sentem cães e gatos durante a queima de fogos ou mesmo com a utilização de artefatos caseiros e as chamadas “bombas rasga-latas”. A médica veterinária Adriana Wanderlei explica que a audição dos pets é muito mais sensível do que a humana e que barulhos intensos afetam a cognição deles.

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“Com o susto que eles levam, o instinto natural de defesa é fugir. Muitos acabam se ferindo ou se perdendo dos tutores”, alerta a especialista. A veterinária frisa a importância de passar tranquilidade quando o bicho de estimação se assusta com o barulho. “O animal fica mais assustado quando o tutor fica nervoso”, explica.

Ela destaca que é importante sensibilizar a comunidade para evitar o uso de fogos. “Algumas cidades já aboliram o uso de fogos de artifício. Também já existem equipamentos apenas com luzes e sem barulho”, cita.

Segundo a médica veterinária, o ideal é que o tutor fique em casa durante a queima de fogos, mas, quando não for possível, é importante “preparar o ambiente para que ele (animal) se sinta seguro e protegido”.

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Apesar de ficarem “relativamente tranquilas” durante a queima de fogos, a preocupação com Valentina, de 3 anos, Zoé e Mel, de 2 anos, faz com que o professor Thiago Braga, tutor das cadelas, permaneça em casa durante a passagem de ano. “Eu e minha esposa já somos mais caseiros. Então criando elas é que preferimos ficar em casa mesmo. Já pensamos na possibilidade, mas desistimos”, conta.

Preparação

Se o animal for ficar sozinho em casa durante o Réveillon, alguns cuidados são necessários para garantir que nenhum acidente ocorra e para impedir que o pet fuja da residência durante o barulho dos fogos.

A principal recomendação é vetar qualquer rota de fuga para o cão ou gato e não deixá-lo em espaços abertos, como varandas e quintais. Fechar portas e janelas também é fundamental. Se há mais de um bicho de estimação na família e eles não se dão bem, é importante que fiquem em ambientes separados.

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A médica veterinária sugere que o espaço seja organizado como se houvesse movimentação. Deixar a luz acesa e rádio ligado são algumas dicas para que o animal não se sinta sozinho.

Alternativas

Em casos extremos de medo, a utilização de tranquilizantes é uma opção. “A medicação deve ser feita após prescrição do médico veterinário”, alerta. Quando essa for a alternativa escolhida, Adriana indica cuidado redobrado com piscinas e escadas.

Se o responsável optar por deixar o bichinho em hotéis específicos, ela orienta que o estabelecimento seja de confiança.

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Uma estratégia utilizada é colocar chumaço de algodão no ouvido para tentar diminuir o som, mas a medida não é recomendada pela especialista. Adriana esclarece que não surte efeito e pode prejudicar a saúde do pet. “Pode acabar entrando no ouvido e causando mais desconforto”, destaca.

Ela orienta que, se o responsável for levar o animal para a viagem ou casa de amigos “é preciso ter certeza de que ele é acostumado a barulho e ficará tranquilo com a agitação”.

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