Vamos investir? Quanto você quer perder?

“Como assim, Rafael? Investir pra perder dinheiro?”
Calma, gente! Vocês vão entender! Correr riscos (controlados e seguros) maximiza o potencial dos seus investimentos! Só isso! Veja como no artigo de hoje aqui na Valorize seus $onhos!
Trace suas metas, entre em ação e alcance seus objetivos!
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Grande abraço,
Rafael Rico

Vamos investir? Quanto você quer perder?

Quer montar uma carteira de investimentos? Muito bem. Quanto você quer perder? Essa é a pergunta que um amigo deveria ter me feito quando abriu os “portais do inferno”, ou melhor, do conhecimento sobre o mercado financeiro.

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A long time ago, numa galáxia muito distante, havia um rapaz que tinha um pouco de dinheiro poupado e queria multiplicar, ganhar milhões, se aposentar, vivendo de renda, deitado numa rede, a sombra de uma palmeira, na praia, tomando mojitos all day long.

Já pensou assim ou viu alguém pensar? (Sabe de nada, inocente!)

Após o trabalho, num happy hour, meu primeiro professor de finanças (e também o último), dissertou, como um catedrático, uma explanação detalhada e certamente muito criteriosa de como se cadastrar numa corretora, transferir o dinheiro e começar a comprar ativos como se não houvesse amanhã. O critério para a escolha do tipo de investimento era a cor das nuvens e a direção do vento. Tesouro direto? “O que seria isso? ” Quais ações comprar? “Compre aquelas que você acha legal”. Renda fixa? “É para os fracos. Quer ter um milhão rápido? Compre ações, muitas ações”.

Depois dessa explicação “detalhada” e “criteriosa” do meu amigo-professor de finanças, de como funcionava o mercado financeiro para ele e como era “fácil” ganhar dez por cento ao mês, liquido, comprando e vendendo ações, me fez a pergunta: Quanto você quer ganhar em ações? O céu é o limite meu amigo. Você vai ficar rico.

Ele só se esqueceu de combinar com os russos! (Para quem tem alguns anos a mais nas costas, vai entender a expressão).

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Meus olhos brilharam, pois vi ali a oportunidade de ficar rico (como todos que começam – e por isso começam).  Mas o conto de fadas acabou logo. Eu havia começado pelo pior lugar que poderia. Operar no mercado, principalmente de ações, pode ter seu glamour, mas não é coisa para principiantes, principalmente no Brasil. Não, quando você está pondo em risco o seu patrimônio ou até o dinheiro poupado de uma vida inteira, tendo pouco ou nenhum conhecimento de como a coisa funciona.

O mercado financeiro é um sistema vivo, cada parte funciona autonomamente, porém sempre interagindo umas com as outras para que todo o sistema sobreviva. Não se pode querer ganhar dinheiro com ações de empresas que operam em países onde a economia está com problemas e que essa economia afeta o bolso das pessoas que consomem os produtos dessas empresas. A roda não gira e o dinheiro também não.

Aqui peguei o exemplo de ações, pelo contexto, mas o raciocínio serve para qualquer outro ativo.

Claro que o mercado financeiro tem seus “mecanismos” (sem relação com a série) para se ganhar algum dinheiro em tempos difíceis, mas isso não se sustenta no médio, longo prazo. Em tese tudo que acontece dentro de um país e fora dele, afeta a economia e todos os ativos financeiros disponíveis para investimento. Visto as disparadas do dólar, queda da bolsa, por motivos internos e externos (proximidade de eleições, problemas entre o comércio de países no mercado externo, economia interna em recessão ou hiperinflação e problemas políticos de toda a ordem).

Nota: Perdemos muitos reais, a vida nos levou para lados diferentes, mas ainda continuamos grandes amigos.

Essa carteira é para mim?

Essa é a pergunta que meus clientes sempre me fazem, com aquela cara de dor de barriga, quando mostro o que planejei para eles. Confesso que gosto de comida forte, com pimenta e bastante aroma e sabor. Alguns ativos de risco (em pitadas adequadas) combinam muito bem com ativos conservadores e de pouco risco, elevando os ganhos, com proteção, sem maiores efeitos colaterais.

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O pessoal se assusta, mas na verdade, o cozinheiro lá de casa, trabalha bem, comem, repetem e voltam. Ninguém reclamou até hoje.

Vamos falar do que viemos falar.

Com o passar do tempo, lucros, prejuízos e algumas choradeiras e lamentações, aprendi que uma boa carteira de investimentos que pode realmente fazer diferença na sua vida financeira, deve ter alguns cuidados e cinco premissas importantes.

1. Onde você que chegar com isso?

Dificilmente você sai de casa para andar pela rua sem um objetivo, certo? Há sempre um objetivo por trás de todas as nossas ações. Com investimentos também deveria ser assim.

A carteira de investimentos deve refletir a realização de algum desejo em algum momento do tempo. Investir por investir não tem graça e acaba por nos induzir ao erro ou simplesmente ao “tanto faz”, o que nos leva, invariavelmente a perder dinheiro.

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Definir objetivos concretos, com prazos no horizonte e factíveis, é muito importante para a estratégia, a seleção do ativo, ou dos ativos que se deve investir para atingir os objetivos planejados. Além da motivação em fazer a mágica acontecer (isso é lindo!).

2. Quanto dinheiro você quer perder?

Parece piada, afinal ninguém quer perder nada, certo? Pois é, mas se você não quer ficar perdendo dinheiro com o rendimento da poupança e ver os seus amigos investidores comprando um carro zero todo ano, vai ter que se arriscar. O problema é que o risco está gravado no subconsciente das pessoas com associação a perda, prejuízo. Pelo menos no mercado financeiro. Quando o seu amigo, gerente do banco ou o agente secreto da corretora diz que um investimento é de risco, como você se sente? A resposta a essa pergunta determina se você irá ser um bom investidor ou não.

Warren Buffett, um dos homens mais ricos e simples do mundo, um verdadeiro gênio do mercado financeiro, uma vez disse “Se você não tem controle nervoso para ver suas ações caírem 50%, do dia para a noite, o mercado financeiro não é para você”. (Tradução livre de minha autoria)

O que ele quis dizer com isso? Simplesmente que se você não estiver disposto a perder, numa situação adversa do mercado, você não deveria tirar seu dinheiro do colchão. Claro que perder aqui significa ver o preço do ativo cair, mas o seu valor se manter intacto, os fundamentos, intactos.

Normalmente no mercado, faz-se uma avaliação do “perfil” de investidor. Aquelas velhas práticas: Arrojado, Moderado e Conservador. Através de questionários e entrevistas eles nos rotulam. Para os meus clientes eu prefiro perguntar quanto risco o seu estômago está preparado para suportar antes que tenha uma gastrite ou úlcera nervosa, se o mercado desabar? Se um Cisne Negro acontecer? (com certeza é o melhor termômetro).

A recompensa é maior para quem corre maiores riscos. Se você quer ganhar mais do que a média, terá que correr riscos. Mas riscos calculados e controlados. Ninguém aqui está rasgando dinheiro, certo?

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Contou cinco premissas? Não?

Por enquanto é só pessoal! Na próxima continuaremos com as que faltam. Apenas uma pausa para a sua reflexão.

Todo mundo quer o seu dinheiro!

Proteja-se com informação. Como sempre digo, não há nada de errado em quererem o seu dinheiro, desde que em troca haja algum produto ou serviço com real valor agregado e que você tenha plena consciência do que está fazendo. Que a transação comercial seja satisfatória para ambos os lados.

A ideia aqui é promover o contrário ao consenso de que quem decide o que fazer com o seu dinheiro deve ser alguém acostumado a lidar com ele. Desconfie.

Assuma as rédeas da sua saúde financeira, as instituições financeiras são e devem ser apenas intermediadores de produtos que são um meio de fazer seu dinheiro crescer, e não gestores dele.

Cabe a você ter o conhecimento ou contratar um profissional isento para lhe auxiliar a planejar e investir seu suado dinheiro. E sempre, desconfie….

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Ricardo Quintas é formado em Processamento de dados pela Universidade Mackenzie e pós graduado em Gestão Estratégica de TI pela FIAP.
Sócio-diretor da empresa AVVALL – Cloud Tax Innovations, integradora de sistemas fiscais de classe mundial. Paralelamente atua como educador financeiro, ajudando a dissiminar a educação financeira pessoal e empresarial pelo Brasil; é investidor do mercado financeiro desde 2007 e produz conteúdo da sua newsletter semanal sobre educação financeira e boas ideias de investimentos chamada: www.todomundoqueroseudinheiro.com.br

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