Finanças pessoais: Mentiras sinceras não me interessam!

Finanças pessoais

Se no mundo dos investimentos você está se sentindo um maior abandonado, perdido e sem pai nem mãe, proteja-se com conhecimento e não aceite migalhas, raspas e muito menos restos! Seu dinheiro merece muito mais do que apenas pequenas porções de ilusão! E é por isso que quando o assunto é investimento:
MENTIRAS SINCERAS NÃO ME INTERESSAM!
Boa quinta a todos!
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Trace suas metas, entre em ação e alcance seus objetivos!
Rafael Rico

Refrão de música? É, eu sei. Só que não.

Antes de falar sobre mentiras, vamos falar sobre a verdade.

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Durante meus “estudos” matinais sobre educação financeira e o mercado financeiro, onde leio um pouco de tudo, li uma matéria do jornal Valor, que além de deixar-me triste, só veio confirmar o olhar que tenho sobre a forma de investir do brasileiro.

Pobre Investidor brasileiro!

A manchete era a seguinte: “Gerente de banco é a principal fonte de informação do brasileiro”. O olho da notícia é mais interessante: “Cafezinho com o gerente de banco é ainda a principal fonte que o brasileiro procura quando quer explorar o mundo dos investimentos”.

Segundo a reportagem, aquele seu “amigo”, gerente do banco, é o maior aconselhador financeiro do Brasil. Quarenta e um por cento daqueles pobres coitados (digo clientes pessoas físicas) que aplicam em algum produto financeiro frequentam a agência bancária para buscar informações sobre sua carteira.

A festa das raposas tomando conta do galinheiro dos outros continua bombando….

Mentiras sinceras

Provavelmente você já deve ter recebido uma ligação de algum “planejador financeiro” ou do “personal” da corretora ou até do seu próprio gerente (milagres também acontecem) querendo lhe propor algum ótimo investimento. Coisas como COE, Consórcio, Títulos de Capitalização. Algo em que você pode confiar que é renda fixa (ou seja muito seguro), tem um ótimo rendimento de mercado, pode ser iniciado com pouco dinheiro e finalmente é garantido pelo FGC.

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Já caiu a ficha?

Todos eles querem o seu dinheiro aplicado em produtos cujo único ganhador será o seu amigo do cafezinho, o seu personal da corretora de valores ou aquele agente de investimentos autônomo, a novidade do mercado; além das instituições que eles representam.

Eu mesmo já fui convidado a ser um desses (agentes secretos), a proposta é maravilhosa, mas quando eu questionei de onde viria a minha remuneração…. Voilà! Comissionamento pelos produtos vendidos. Ahahaha! Totalmente isento de conflitos de interesses com os meus clientes…

Apesar da sinceridade dos envolvidos e das melhores intenções de seus corações, todo esse lixo é apresentado como verdadeiros investimentos, porém são produtos criados para enganar os tolos clientes, que durante a conversa, tomam o seu cafezinho (que normalmente são péssimos).

Como assim tolos? (Você deve estar pensando, eu tomo café com o meu gerente e nem é tão péssimo assim.)

Tolos sim!  Pois entregar suas galinhas para a raposa tomar conta, é sim, uma tolice.

Eu também já fui tolo um dia. Mas vi a luz, Mary Ann e não era o trem. Hoje tento acender essa lâmpada na cabeça dos que me ouvem. Vamos lá. Para os que querem ver a luz vou explicar o que estou dizendo.

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Todo mundo sabe que fazer uma aplicação onde o rendimento é negativo, ou seja, ao final do período você terá menos dinheiro do que no início, é considerado perder dinheiro, de acordo?

Pois uma aplicação, que ao final do período, você terá o mesmo valor que no início, ou seja, deixou de ganhar algo em um determinado prazo, também é considerado perder.

Por que?

Porque no mercado financeiro se você aplicou para ganhar 1% e poderia ter feito outra aplicação para ganhar 10%, você perdeu 9%. Perdeu dinheiro!

Mas eu ganhei 1%, é melhor que perder tudo. (Diriam todos em coro).

O mercado de investimentos existe para que se possa ganhar o máximo de dinheiro possível, portanto, deixar de ganhar o que está disponível é perder.

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Posto isso, vamos a mais mentiras:

COE (Certificado de Operações Estruturadas)

Parece coisa da Lava Jato, não? Mas não é.

É considerado renda fixa, porque combina-se o jogo antes da aplicação e você sabe o quanto vai ganhar de antemão…

… só não sabe se vai ganhar.

Na verdade, esse produto não é renda fixa ou variável. Ele se utiliza de produtos desses como balizador para a remuneração, mas na verdade é só uma aposta.

Define-se um cenário. Toma-se por exemplo as ações do Google, Apple e Amazon, na bolsa de nova Iorque. A aposta é que as duas primeiras têm que subir um determinado percentual e a última tem que cair um determinado percentual, tudo em um período de tempo. Se esse cenário ocorrer, você será remunerado da forma combinada. Se não, você não ganha nada, mas também não perde nada do dinheiro investido inicialmente. Geralmente o período de tempo é algo maior que um ou dois anos.

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O que há de errado aí?

Quase nada. Só que a instituição pega o seu dinheiro, aplica no mercado financeiro pelo período combinado, obtém um polpudo rendimento e o toma para si integralmente. Aquele rendimento que deveria ser seu.

Mas, e seu eu ganhar a aposta? (Pensou, né?)

Claro. Se você já jogou num cassino, sabe a resposta. Já ouviu falar que lá as apostas são feitas para o cliente não ganhar? Pois é. Talvez num cassino você tenha mais chance do que com em COE.

No final, teremos o caro cliente com seu dinheiro preso por um ou dois anos cujo, ao final, não recebeu nenhum rendimento, nem mesmo a inflação desse período.

Lembra que deixar de ganhar é perder?

Títulos de Capitalização

Um dos produtos mais inteligentes para tomar o seu dinheiro que eu já conheci.

Você deposita todo mês uma quantia (merreca, né? Só R$ 70,00) durante quatro anos e tem direito, olha só, a um sorteio por mês de um milhão de reais. Como se não bastasse, ao final do período, você recebe o seu dinheiro de volta corrigido pelo índice da poupança, ou seja, rendimento nulo.

É bom ou, não é? Hehehe.

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Se eu fosse gerente de banco, mesmo tendo que bater metas, teria vergonha de oferecer isso ao meu cliente. Para ter direito a um sorteio por mês eu, sinceramente, recomendaria jogar na megasena. Se for jogada toda a semana, o valor mensal investido é menor e o prêmio é bem maior. A probabilidade de ser sorteado é a mesma e ainda por cima você pode jogar com amigos ou opessoal do trabalho num happy Hour, se divertindo.

Lembra que deixar de ganhar é perder?

Consórcios

Eu adoro consórcios. Os tive e os tenho desde muito jovem. Apesar de achar que as taxas estão progressivamente mais caras durante o passar dos anos (já foram bem baratas há algumas décadas), é um excelente investimento. Não! Investimento não, camarada! É apenas uma excelente forma de financiamento, isso sim. Não se investe em consórcio para ganhar dinheiro. Se investe em consórcio para não perder dinheiro com juros e taxas abusivas.

Financiamentos no Brasil de hoje são extorsivos, exorbitantes, loucura de pedra. Só uma pessoa bem desesperada, com alguma vantagem escusa ou com um parafuso a menos pode aceitar pagar duas ou três vezes o valor de um bem financiado. Aí que entra o consórcio. Uma opção ainda barata de financiamento de bens de consumo de alto valor agregado.

Se você não pretende comprar nada de alto valor, não caia no papo de vendedor. (Rimou, né? Parece até slogan). Para aplicar o seu dinheiro de forma correta, até para que não precise de qualquer tipo de financiamento lá na frente, não faça consórcio.

Há ótimas opções de investimento a longo prazo que substituem os consórcios.

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FGC (Fundo Garantidor de Crédito)

O que eu ouço muito por aí é que o FGC é um tipo de ser supremo, onipresente, onipotente, quase um semideus que protege suas economias da falência alheia. Você deve ter ouvido algo parecido, talvez não com tanta pompa, mas que você investir sem medo porque tem alguém que guarda o seu dinheiro.

Pois é… …não é bem assim.

Ao contrário do que é vendido pelo mercado, o FGC não é um seguro e não é do governo. É uma associação, sem fins lucrativos criada e mantida pelos bancos que tem o objetivo de garantir, até um certo valor, as aplicações feitas somente em produtos de banco, caso um desses venha a ter problema de insolvência (Para quem não sabe, insolvência é o total de dívidas, N vezes maior do que todo o seu ativo). Algo como dívida impagável, falência e etc.

A mentira está escondida. Ninguém vai lhe dizer que essa cobertura não é ilimitada.

De todo o dinheiro que circula no mercado financeiro brasileiro (Chamaremos esse valor de 100%), cerca de 2,3% do total está coberto hoje. Se por um acaso um dos cinco grandes bancos existentes quebrar, provavelmente o rombo será muito maior do que os 2,3%. Ou seja, você não terá essa garantia e perderá o seu dinheiro. Se alguns bancos pequenos ou médios quebrarem juntos, ou se houver uma crise sistêmica o mesmo pode acontecer.

Sabendo disso, você investiria seus recursos num ativo que remunera muito bem, de um banco com problemas financeiros contando com o FGC?

Todo mundo quer o seu dinheiro!

Proteja-se com informação.

Como sempre digo, não há nada de errado em querer o seu dinheiro, desde que em troca haja algum produto ou serviço com real valor agregado e que você tenha plena consciência do que está fazendo. Que a transação comercial seja satisfatória para ambos os lados.

A ideia aqui é promover o contrário ao consenso de que quem decide o que fazer com o seu dinheiro deve ser alguém acostumado a lidar com ele. Desconfie.

Assuma as rédeas da sua saúde financeira, as instituições financeiras são e devem ser apenas intermediadores de produtos que são um meio de fazer seu dinheiro crescer, e não gestores dele.

Cabe a você ter o conhecimento ou contratar um profissional isento para lhe auxiliar a planejar e investir seu suado dinheiro. E sempre, desconfie….

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Na próxima vamos falar sobre renda fixa e porque ela não é fixa.

Por Ricardo Quintas

Ricardo Quintas é formado em Processamento de dados pela Universidade Mackenzie e pós graduado em Gestão Estratégica de TI pela FIAP.
Sócio-diretor da empresa AVVALL – Cloud Tax Innovations, integradora de sistemas fiscais de classe mundial. Paralelamente atua como educador financeiro, ajudando a dissiminar a educação financeira pessoal e empresarial pelo Brasil; é investidor do mercado financeiro desde 2007 e produz conteúdo da sua newsletter semanal sobre educação financeira e boas idéias de investimentos chamada: www.todomundoqueroseudinheiro.com.br

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