Elas também querem o seu dinheiro!

Calma! Não se assuste! Lembra daquele humorista que falava: “Você não deixa eu molhar o bico!”

Pois bem! Leia o segundo artigo da nossa série de investimentos – Todo mundo quer o seu dinheiro! – e entenda porque devemos escolher muito bem uma corretora de investimentos!

Trace suas metas, entre em ação e alcance seus objetivos!
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Boa quinta a todos,
Rafael Rico


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Quando eu tinha uns doze anos me apaixonei pela primeira vez. Vanessa, uma beldade de cabelos castanhos até a cintura, olhos verdes e um sorriso capaz de iluminar as estrelas. A mais bonita da minha classe e para mim a mais linda do mundo. Mas como era muito tímido, e decididamente não bonito o suficiente, não tinha coragem de tentar qualquer movimento para talvez ter uma chance. Meu amor estava fadado a se tornar mais um daqueles amores platônicos dos filmes da sessão da tarde.

Um dia, durante o recreio, sentado na mureta da quadra da escola, tomando meu lanche e observando a minha musa jogar handball, um colega de classe chamado Marcos, supostamente meu amigo e dela, se sentou ao meu lado. Vendo a minha cara de marmota perguntou-me na lata se eu estava interessado na Vanessa. Quase morri afogado com o suco que estava na minha boca.

Depois de explicar a minha situação ele se ofereceu para me ajudar, já que era amigo próximo dela. Aquilo soou como trombetas. Ingenuamente achei que talvez estivesse ali a salvação da lavoura.

Para resumir a história, depois de um tempo meu amigo começou a mostrar a ela que eu existia, me convenceu de que seria crucial para o processo que espalhássemos para um seleto grupo de pessoas que eu estava namorando com ela e não podíamos assumir o relacionamento (só ele sabe o porquê). Organizou várias ações estratégicas para me colocar sempre no grupo onde ela estava, mesmo que, na maioria das vezes, não conseguia trocar duas palavras com ela. Não via muito progresso, mas pelo menos estava presente, por perto.

Por fim, depois de algum tempo e desiludido por achar que nada estava dando certo, através de um outro amigo (esse sim!), descobri que Marcos também estava apaixonado por Vanessa e estava me usando como escudo protetor da nossa musa de um terceiro colega que estava também interessado, enquanto ele mesmo estava trabalhando para conquista-la.

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Esse episódio de minha vida fez com que eu aprendesse muito cedo um dos mais básicos instintos da humanidade: O conflito de interesses!

Quando começou a era da desbancarização, no início da década, com o advento das corretoras “independentes” e do homebroker, os gerentes de bancos, seu amigo do cafezinho na agência, especialistas em gerir o seu dinheiro, começaram a ser desmascarados pelo conflito de interesses gerado entre a missão da sua profissão e os interesses dos clientes já desconfiados. As pessoas percebendo essas intenções, promoveram a saída do dinheiro dos produtos bancários indo pousar diretamente nos homebrokers das corretoras digitais. O volume de recursos foi tão grande, em tão pouco tempo que assustou até os grandes.

Nesse momento você pode pensar: é o fim dos bancos?

Não. Nunca subestime quem dominou o mercado financeiro durante décadas e só está perdendo uma batalha. Os bancos rapidamente perceberam que os operadores de homebroker, gente como você e eu, não tinham os conhecimentos suficientes para fazer bons investimentos. Foi assim que um plano foi traçado: Posicionaram-se no mercado, num primeiro momento, vendendo produtos de outros bancos, em suas agências, além dos seus próprios.

Depois veio a compra das corretoras que mais estavam incomodando. Hoje, em 2018, quando você opera numa corretora e pensa estar livre daquele banco cheio de produtos ruins sendo oferecidos como joias: cuidado! Você pode continuar a ser cliente dele e nem saber.

Mas como os bancos podem garantir aquela gorda fatia de lucros de antes nesse novo modelo, se as pessoas não acreditam mais nos gerentes?

Aí vem a fórmula mágica: Saem os gerentes de bancos e entram os especialistas em investimentos. Aquele que entra em contato assim que você abre uma conta numa corretora. Aquele que tem sempre uma ótima sugestão de carteira de investimento personalizada para o seu perfil. Aquele seu novo amigo.

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A função dele nada mais é do que empurrar para você aqueles produtos que estão encalhados e os quais eles ou a corretora recebem maior comissão.

Isso lhe soa familiar?

Todo mundo quer o seu dinheiro!

Como eu escrevi na news anterior, não há nada de errado em querer o seu dinheiro, desde que em troca haja algum produto ou serviço com real valor agregado e que você tenha plena consciência do que está fazendo. Que a transação comercial seja satisfatória para ambos os lados.

A ideia aqui é promover o contrário ao consenso de que quem decide o que fazer com o seu dinheiro deve ser alguém acostumado a lidar com ele. Desconfie.

Assuma as rédeas da sua saúde financeira, a corretora é e deve ser apenas um intermediador de produtos que são um meio de fazer seu dinheiro crescer, e não a gestora dele.

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Cabe a você ter o conhecimento ou contratar um profissional isento para lhe auxiliar a planejar e investir seu suado dinheiro. E sempre, desconfie….

Na próxima vamos explicar um pouco sobre os tipos de ativos disponíveis no mercado e algumas mentiras sinceras associadas a eles.

Por Ricardo Quintas

Ricardo Quintas é formado em Processamento de dados pela Universidade Mackenzie e pós graduado em Gestão Estratégica de TI pela FIAP.
Sócio-diretor da empresa AVVALL – Cloud Tax Innovations, integradora de sistemas fiscais de classe mundial. Paralelamente atua como educador financeiro, ajudando a dissiminar a educação financeira pessoal e empresarial pelo Brasil; é investidor do mercado financeiro desde 2007 e produz conteúdo da sua newsletter semanal sobre educação financeira e boas idéias de investimentos chamada: www.todomundoqueroseudinheiro.com.br

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