Mobilidade Urbana: o problema não é só o passe livre

Mobilidade Urbana: o problema não é só o passe livre

Pressão faz Ibaneis recuar e mobilidade no Distrito Federal continua na UTI

O governador Ibaneis Rocha tenta colocar o dedo na ferida de várias áreas do GDF que são verdadeiros ralos de dinheiro público e, na mobilidade urbana não poderia ser diferente.

Ibaneis, através do programa SOS-DF tentado solucionar diversos problemas nas vias públicas da capital: asfaltamento, iluminação, projetos de sinalização horizontal e vertical de trânsito, acessibilidade e abrigos para passageiros de ônibus, além de se arriscar com a inversão de fluxo da faixa exclusiva para transportes coletivos na EPTG.

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Acontece que nem tudo agrada a opinião pública e também aos usuários do sistema público de transportes.

Nesta terça-feira (05) foi revelado um recuo na posição do Palácio do Buriti na questão do PL que trata da gratuidade do Passe Livre Estudantil. Desde do início já era de se esperar o barulho e comoção que o Projeto de Lei causaria na sociedade e no meio político. Na verdade, o governador vem sofrendo pela falta de capacidade técnica da equipe que se encontra na Secretaria de Mobilidade. A questão do Passe Livre deveria – e deverá – ser melhor avaliada tecnicamente antes de expor o governo ao desgaste com a CLDF e população.

Mas vamos aos fatos

O PL enviado por Ibaneis Rocha à Câmara Legislativa do Distrito Federal propunha acabar com a gratuidade para alunos da rede pública e privada de famílias que possuíssem uma renda familiar acima de três salários mínimos.

A medida, de acordo com o GDF, representaria uma economia de R$ 100 milhões, e ainda evitaria o agravamento da situação se continuar da maneira como se encontra hoje em dia. O GDF afirma que nove mil estudantes da rede privada tem a intenção de migrar para a rede pública neste ano, fazendo com que a conta fique ainda mais astronômica.

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O combate a fraudes deve ser rigoroso e o DFtrans tem a obrigação de estancar a sangria e responsabilizar os criminosos, afinal, o rombo deve ser bem maior do que o anunciado, mesmo porque, a fraude não é só na bilhetagem, ela passeia impunemente por todo o sistema de transporte, que já foi reconhecido como fraudulento até mesmo pela Justiça, que há tempos mandou suspender a licitação devido a fraude e favorecimento de empresas do atual sistema.

Vale lembrar que nem só de popularidade se constrói um bom governo. Ações duras visando a melhoria e a qualidade do uso do dinheiro público vai permitir que o recurso escoado pelo ralo seja usado em áreas essenciais como educação e segurança.

No caso do passe livre o recuo do Palácio Buriti permitirá que usuários com plena condição financeira de arcar com o custo da gratuidade continuem a sangrar o já combalido cofre do GDF.

Ibaneis peca mais uma vez em não enfrentar de frente a máfia dos transportes que se instalou na Capital da República. O governador tem que abrir a caixa preta dos transportes públicos onde é formulado a tarifa técnica para a composição do valor final praticado pelo mercado e imposto aos usuários.

A solução não é simples porem é necessária, o GDF tem de implantar urgentemente a intermodalidade total dos transportes públicos, deixando de utilizar e ofertar aos usuários somente a modalidade ônibus e parte metroviária.

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Não podemos esquecer da criação de um projeto macro de intermodalidade envolvendo ciclistas, mototaxistas em áreas rurais, um sistema hidroviário no Lago Paranoá e o VLT, todos interligados com diversos bolsões de transportes a serem planejados pensando em todas as regiões administrativas e Plano Piloto.

Com tudo implantado o brasiliense poderá deixar os veículos nas garagens e passar a utilizar um transporte público de qualidade e precisão.

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